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ALERTA: SPOILERS, DE TODA A SAGA, POR TODOS OS LADOS. CONSIDER YOURSELF WARNED!

Qualquer pessoa que alguma vez fez leitura diagonal do nosso blog sabe que eu sou uma pessoa ácida, sem paciência pra filmes e séries do tipo Twilight. E sim, eu tenho base pra dizer isso já que eu li o primeiro livro inteiro, o segundo só pulei partes repetitivas (60% do livro), fiz leitura diagonal do terceiro, e finalmente parei no meio do quarto livro, quando a Bella nomeia a filha de Renesme Carlie (junção do nome das mães e dos pais dela e do Edward). Por que eu não parei antes? Porque concordo com o Fil quando ele diz que a saga é como um acidente no meio da estrada, e como todo mundo tá olhando, você decide take a peek.

Eu não nego a atração que se tem pela história.Adoro vampiros e acho os três atores principais do filme uma graça, o que não significa que eles saibam atuar ou que tenham química. Mas o buraco é mais embaixo, começa na origem, com a capacidade de Stephanie Meyer de escrever, e criar personagens. Eu tenho um sério problema com o alter-ego da autora. Pra mim uma garota de 17/18 anos que não tem amor próprio, acha que ser humano é algo inferior, não tem apego pelos pais, e muito menos pela idéia de estudar, ter uma profissão, talento, vida própria. O que ela quer é viver pra sempre com o tal Edward, um vampiro apático que brilha como um diamante no sol. Really…

Mas eu vou fazer o seguinte, esquecer o que eu realmente acho da série e tentar fazer uma crítica de alguém que aceita que está indo ver um filme com esse plot, com esses personagens etc. Lá vai minha tentativa:

O filme é bem fiel ao livro e o diretor manera mais que Catherine Hardwicke nos planos cafonebras, embora continue mantendo alguns que fazem você se contorcer na cadeira involuntariamente. Em termos de atuação, estão realmente ruins e mal casted Jackson Rathbone e Nikki Reed como Jasper e Rosalie Cullen, respectivamente. O primeiro está canastrão e afetado até não poder mais, e Nikki Reed é efeito colateral do primeiro filme. Nunca ninguém vai me convencer de que ela é a bela Rosalie dos livros, que deveria ser uma modelete naturalmente loira da vida. Eu acho muito tosco colocar essa latina como a loira branquinha da vampirada. Não rola messssssmo.

Quanto aos efeitos, os momentos em que o Edward aparece meio fantasmagórico pra dar “broncas” na Bella são simplesmente ridículos. Meu amigo sussurrava as maneiras como iria me matar por tê-lo arrastado pro cinema pra ver o filme comigo toda vez que o fantasma pintava na tela. E era vergonhoso mesmo. Conseguiu ser pior que os lobos em CGI, que achei que fossem me incomodar bem mais do que realmente aconteceu. Acho que o trailer já tinha me preparado pro que eu ia ver em termos visuais dos bichanos.

Já o triângulo amoroso é meio decepcionante, principalmente porque se eu entrasse no clima da parada eu não tenho dúvidas que seria Team Jacob (mas no fundo prefiro seguir o Awards Daily e ser Team “Bella don’t waste your life. Go to College”), pois é ele o que fica do lado de Bella o tempo todo, cuida dela, respeita, e tem uma relação muito mais saudável com a mesma. A própria atriz Kristen Stewart diz que se Bella fosse inteligente ficava com Jacob. Sem contar que dos três a melhor atuação fica com o bombadinho Taylor Lautner, que apesar de alguns momentos de over acting, consegue dar consistência a seu personagem e esbanjar carisma para a plateia, mesmo aqueles mais impacientes com o filme.

Pra fechar, alguns comentários que considerei pertinentes, feitos pela minha companhia de ontem:

1. Edward vai embora de Forks e vem parar no Rio de Janeiro. Sério que pra um vampiro porpurinado como ele, é pro Rio que ele vem? Realmente, pra uma pessoa que quer ficar longe o sol faz muito sentido…NOT!

2. Renesme Carlie é muito coisa de “favelado-mãe-de-jogador-de-futebol”. Desculpem o preconceito, mas eu morri de rir quando meu amigo disse isso, e ainda complementou dizendo que isso aconteceu depois que o vampiro porpurinado veio de férias pra Cidade Maravilhosa.

Ah, e já ia me esquecendo: prêmio de momento mais “vergonha alheia”do filme foi para a cena da visão de Alice com Bella como uma vampira. Eu ri alto no cinema, não consegui me controlar. Pareciam dois elfos, com figurino de Robin Wood, correndo como duas menininhas colegiais pela floresta. Ri-di-cu-lo!

E por hoje é só. Sintam-se a vontade pra comentar, concordar, ou começar um barraco. Estamos precisando dar ibope pra esses comentários do blog…

UPDATE: Aderindo a sugestão do meu parceiro de Wickedeza:

Em homenagem ao Wicked Fil. Melhor coisa do filme Lua Nova.

Vou brincar de Xou da Xuxa e dedicar esse post pra Julie, que pediu o tema, pro Marcelo, que me divertiu horrores no casamento do fim de semana, e principalmente pra Renata e pro Alexandre, que casaram numa cerimônia linda (or so I heard) cheia de referências cinematográficas, da qual pretendo bancar o Rubens Edwald Filho numa faixa em áudio do dvd do casório. Mas vamos ao meu top!

5- Gilmore Girls

Então, como a Julie não disse que era pra escolher episódios de séries com casamentos, vou colocar combos e acreditar piamente que não estou roubando. Por exemplo, Gilmore tem o não casamento da Lorelai com o Max, mesmo depois dele mandar mil margaridas pra ela, numa cena tão linda… Teve o casamento de coadjuvantes na pousada da mesma, quando ela tava se acertando com o Chris, mas ele descobre no meio da festa que a ex-namorada estava grávida. Teve o não casamento dela com o Luke, que culminou com uma cena que eu mal conseguia olhar pra TV de tanta pena alheia, onde a Lorelai usa o casamento (viu? mais um!) da Lane pra fazer um discurso sobre como ela nunca iria casar, na frente da cidade inteira. E finalmente teve o casamento dela com o Christopher, em Paris, na finada temporada. Todos muito importantes e decisivos pra trama. E sim, eu sou meio girlie, e assisto Gilmore Girls.

4- How I met your mother

Essa é uma daquelas séries só eu assisto e todo mundo mais vai pular sem ler, né? Mas enfim, o casamento do Marshall com a Lilly (Alyson Hannigan, a Willow de Buffy) é um dos melhores momentos da série. Em primeiro lugar por ser um dos meus casais favoritos na TV atualmente. Eles estavam noivos desde o primeiro episódio da série, e depois de indas e vindas, eles finalmente casam. Quase teve casório em águas internacionais, mas o casamento em questão aconteceu no final da segunda temporada. Marshall estava impagável com as luzes no cabelo, no seu desespero em raspar só no meio, e passar a cerimônia inteira de chapéu (e sensacional que no começo da temporada, em um flash foward, ele já estava de chapéu, mostrando que tudo foi milimetricamente calculado). Além disso, Ted e Robin terminam, e foi realmente emocionante. Eles eram um casal fofo, mas que tinham que terminar para dar continuidade para a série. A cena onde Robin acha que Ted está pedindo em casamento, mas na verdade era o pessoal da outra mesa (fugurantes que realmente ficaram noivos) é bem bacana, e de partir um pouco o coração. Assim como Sex and The City prova que mesmo num episódio que deveria ser sobre a sacralização da relação de duas pessoas, o amor entre amigos é tão forte quanto.

3- Friends

Muita gente não lembra mas Friends começa com um casamento, que não se concretiza, entre Rachel e Barry. Impossível esquecer da Jennifer Aniston vestida de noiva entrando no ap. Tudo começa assim. E desde então, Ross se casa mais duas vezes, uma com Rachel e outra com Emily, Phoebe casa com Mike, e Chandler casa com Mônica. Difícil dizer qual é o melhor. Gosto muito da Mônica com o Chandler, e o episódio com ele freak out, e quase abandona a noiva no altar, que culmina com Rachel grávida, é bem legal. Mas desse casal ainda prefiro o noivado, em que tudo parece perdido, e Mônica que faz o pedido. Emily e Ross já foram citados aqui, eu gosto, mas é o anti-casamento, e eu odeio a Emily. Aquele episódio é totalmente roubado por Chandler e Mônica tentando fazer sexo antes de voltarem. Então acho que o meu favorito fica sendo o do Ross com a Rachel, na capela com os dois bêbados e de cara pintada. Se nâo me engano, tem um outro casamento hilário onde a Rachel canta “Copacabana”, mas nâo é o suficiente pra entrar aqui, mas vale citar…

2- Brothers and Sisters

Como nâo colocar meu casal gay favorito da TV, né? Pelo menos posso dizer que entre aprovarem o casamento gay, e o banirem com a Prop 8, Scott e Kevin se casaram. Tão lindos… Eu sei que o Scott é malinha de vez em quando, mas no geral, acho o casal muito fofo. E foi bem melhor que o casamento da Kitty, que tá se tornando uma personagem bem chatinha. O Justin deve casar essa temporada, mas eu ainda não comecei a assistir, mas ninguém barra o Kevin, o melhor personagem da família, junto com a Sarah. Ficam com a minha prata.

1- Ally McBeal

Ally, em 5 temporadas, tenta casar de qualquer jeito, e tudo teria dado certo se o Robert Downey Jr não tivesse estragado tudo. Mas como isso não aconteceu, dou meu ouro pro que provavelmente é o melhor não casamento da TV. Ally aceita ser dama de honra de uma das suas clientes, e no meio da cerimônia reconhece o noivo (e dá um grito histérico enquanto a noiva sobe ao altar) como um cara com quem ela transou num lava-carro. Obviamente, minha advogada delusional favorita decide interromper a cerimônia numa cena hilária com um grande “nooooooooo” em slow motion. Quando o padre pergunta porque eles não podem se casar, ela sussurra (em seu microfone) que transou com o noivo. A mulher o perdoa mesmo assim, e decide continuar com a cerimonia. Não satisfeita, Ally decide interromper novamente, é vaiada, só pra contar pra noiva que não apenas transou, mas que foi o melhor sexo da vida dela, e que se a noiva não achava que ele era um bom amante, é porque tinha alguma coisa errada. O casamento não prossegue e alguns episódios mais tarde, a noiva processa Ally por ter estragado o casório e pelo sofrimento emocional. Defintivamente, mereceu meu ouro.

Segue o vídeo que eu mesmo ripei correndo pra vocês verem como é hilário:

 

 

Quando eu e o Fil abrimos o tema do Top 5 dessa semana para sugestão de amigos existe sempre o perigo de você não saber nada do tema, ou simplesmente não conseguir fazer nada interessante dele. E guess what? O tema dessa semana é casamentos em séries, o que é um ótimo tema pro Fil, mas “péssimo” pra mim já que eu sou quem eu sou, a pessoa mais mal humorada e menos-sunshine que conheço. Ou pelo menos brigo pelo posto. Então vamos ver o que eu consegui tirar da cartola dessa vez:

5. Dexter e Rita (Dexter)

Desde a primeira vez que vi Dexter eu entrei no clima humor negro da série e nunca mais desgrudei. As duas primeiras temporadas foram excelentes e me fizeram dizer que a série era a melhor das que estavam no ar. Depois veio a terceira e quarta temporada, que perderam um pouco o fôlego, mas não deixam de ser divertidas e bem boladas. No final da terceira temporada Dexter finalmente resolveu levar ao altar sua namorada Rita, que assim como ele mudaram muito ao longo da sério. O casamento foi imporante porque mostrou que Dexter está realmente tentando ser mais humano: se apegar as pessoas, ter sua família, blend in, ser “normal”. E ao mesmo tempo, mater seu “lado negro”.

4. Charlie e Kirsten (Party of Five)

Antes de mais nada quero esclarecer que não se trata do casamento per se dois dois personagens que só realmente aconteceu na 5ª temporada (ou algo assim). O casamento a que me refiro aqui não chegou a acontecer, já que Charlie surta e deixa Kirsten esperando no altar. Escolhi o não-casamento porque foi muito marcante, muito dramático, e teve uma ótima atuação do Matthew Fox. Obviamente eles voltam a ficar juntos depois de algumas temporadas, mas nisso a Kirsten ficou piradinha da cabeça, coitada. Viu, eu não sou uma pessoa muito happy-go-lucky, aposto que no top do Fil só vão ter casamentos legais e felizes…

3. Margaret Sterling e um fulano ai (Mad Men)

Pra vocês verem como esse tema não é minha especialidade eu escolhi o casamento desses fulanos ai que nem fazem parte da trama realmente importante de Mad Men. Então o que fez com que ganhasse o bronze? Os pequenos detalhes escandalosos que fizeram parte do evento como um todo: primeiro a morte de JFK impediu que 90% dos convidados comparecessem a festa, Roger Sterling fez um discurso pra sua ex-mulher enquanto a atual ninfetinha assistia o funeral do presidente na tv, e o mais importante, Bets definiu ali o destino do casal mais pop da série. Foi um bafão só, mas como tudo em Mad Men, muito por debaixo dos panos da vida perfeitinha americana. Um excelente episódio, e um casamento que deu o que falar.

2. Miranda e Steve (Sex and the City)

Eu adoraria dizer que isso foi idéia minha, mas nem. Foi total o Fil mencionando que ia entrar no dele e foi ai que eu pensei “vou roubar sua idéia, escrever antes e fazer todo mundo pensar que ele que me copiou!” (rs). E o pior é que eu pensei nesse casamento, mas não consegui me lembrar do que realmente acontecia no episódio. Isso que dá ver a série inteira numa só tacada, e agora que comprei o box completo vou ver se aproveito pra rever e memorizar mais os detalhes. Eu não ia colocar porque não lembrava que era nesse mesmo momento que a Samantha contava as amigas que estava com câncer. Foi realmente um momento muito tocante, principalmente porque reforçava aquilo que Sex in the City sempre proclamou: que amizade está acima de tudo.

1. Ross e Rachel (Friends)

Eu pensei em usar o casamento do Ross com a Emily e o famoso “I take the Rachel”, mas como o Fil já mencinou esse outro casamento em top, e eu nem acho “oh” o casamento da Monica com o Chandler, resolvi colocar Rachel e Ross em Vegas como meu número 1! Afinal, o que é mais o meu estilo? Um casamento fofo, com discursos pra choradeira, e bla bla blas, ou um casamento de amigos bêbados, com as caras todas rabiscadas, em Vegas (Vegas baby!)? Exato, eu sou esse tipo de pessoa.

E assim termina meu Top 5 Casamentos em séries. Espero que não tenha ficado muito chato, mas eu realmente sou péssima nesse assunto. Vamos esperar o do Fil que com certeza vai ser muito mais divertido que o meu, acreditem…

Fazia um tempinho que eu não conseguia fazer uma conexão de separados pelo nascimento, e eis que nesse final de semana, ao assistir a série mais chata dos últimos tempos (sério, os personagens são muito chatos), Private Practice., encontrei a luz Porque eu ainda não parei de assistir a série, você pergunta? Não sei… Acho que eu amo demais a Addison (Kate Walsh) e adoraria que ela voltasse pra Grey’s Anatomy, onde ela era minha personagem preferida, ainda na época meio evil, meio mistress. Mas então, voltando ao assunto do post, a vítima da vez foi uma loirinha que eu lembrava da época de Once & Again (a mãe dos “Brothers & Sisters” da vida) e que sempre me fazia pensar na hermanita perdida dela: Beatrix Kiddo, aka Black Mamba, aka Uma Thurman.

O mais interessante é que a tal loirinha desconhecida é Ever Carradine, sobrinha de David Carradine, o eterno Bill. De Kill Bill. Então é quase uma trama familiar: Uma-Black-Mamba tenta matar o próprio tio, com quem manteve um caso basicamente incestuoso por grande parte de sua vida adulta! É ação E novela mexicana all in one… Muito interessante!

Ever Carradine e Uma Thurman

Vai… dá pra chamar de irmãzinhas! Uma é mais caidinha, menos Hollywood, mais sujinha, mas tá valendo. Parece sim, e dá uma boa continuidade pro meu bloco “Separadas no Nascimento”.

glee

(SPOILERS ALL THE WAY)

Glee essa semana veio com mais um episódio foda de bom, como só ele tem conseguido fazer. Três histórias se desenvolveram, mostrando que Glee não tem filler em momento algum. E tenho que dizer, não sei qual foi melhor.

Sue, a professora que todos adoramos odiar, parecia ter um evil plan ao colocar uma menina com Síndrome de Down como cheerleader, e ao fazê-la treinar com o mesmo afinco e dedicação que todas as outras. Por fim, aprendemos que mesmo os personagens sendo exageros de protótipos normais de qualquer high school americana (e falo isso tendo estudado por 1 ano em uma), há espaço pra torná-los tridimensionais e mais do que simples piadas de um roteiro afiado. Sue com sua irmã no hospital foi um momento lindo, e muito raro na TV falarem sobre Síndrome de Down.

Outra história lindamente desenvolvida foi a de Artie, o menino da cadeira de rodas que tinha pouca visibilidade no grupo até então. Quando o Glee Club recebe a notícia de que precisaria arrecadar dinheiro para alugar um ônibus especial com acesso de cadeiras de rodas, o pessoal não gosta muito e sem perceber, ferem os sentimentos do amigo. Foi muito interessante acompanhar a história pelos olhos dele, e o número de “Dancing with myself” foi bem bacana. No final, foi divertido ver a coreografia de “Proud Mary” com todos em cadeiras de rodas. Já o romance dele… não sei, Artie foi tão duro com a japinha. Mas entendo, a vida é dura com ele, e na adolescência, as pessoas não costumam cut some slack pra ninguém. Mas deu pena, fiquei com mais pena dele do que dela. É claro que comparado a não poder andar, o problema da maioria pode parecer menor. Mas como diria Ally McBeal, o que tornam os nossos problemas maiores do que o dos outros é o fato de que são nossos, e nós temos que lidar com eles. Logo, cadeira de roda beats timidez any day, mas nem por isso ele pode crucificá-la.

Chegamos então em Kurt, que ao saber que o grupo cantaria “Defying gravity”, uma música de “Wicked” com a qual ele claramente se identifica e sonha em cantar, fica frustrado quando o professor entrega pra Rachel, sem nem deixá-lo audition. Alias, Will levou vários tapas na cara nesse episódio. Seja pelo pai do Kurt, seja pela Sue. Prova de que é fácil ter um discurso e uma ideologia, mas é bem difícil coloca-la em prática. O pai do Kurt (que tem uns olhos liiindos, mais alguém reparou?) compra uma briga na escola para que o filho possa cantar uma música de menina. Foi emocionante, fofo. Parabéns pra quem escreve esses roteiros.

Mas depois de uma ligação anônima chamando o filho de fag, o pai começa a sentir os efeitos de aceitar a sexualidade do filho tão abertamente. Kurt percebe o sofrimento do pai e desafina durante a audition da música de propósito. Foi de cortar o coração. A conversa que eles tem sobre o assunto foi bem tocante pra mim, difícil não se identificar. Acho que de certa forma, muita gente que é gay passa por isso. Ok, você se assumiu, e seus pais sabem de você, mas você precisa se expor tanto? Um argumento é: Sim, é claro. Eu não tenho vergonha de quem eu sou. Por que eu deveria podar o que falo, o que faço, por causa dos outros? Ao mesmo tempo, temos que levar em consideração que temos pais, irmãos, avós, amigos, que vão ter que lidar com as consequências dessa exposição. Ok, foda-se, se eles me amam, vão ter que aguentar? Ou será que nós podemos tentar nos conter um pouco, já que também não queremos ver ninguém sofrendo? Um exemplo claro e real? Será que eu preciso fazer um filme de formatura que fale sobre homossexualidade? Eu preciso ter um blog que fale sobre o tema? Eu preciso postar links gays no meu twitter, sabendo que tem familiares me seguindo?

É um terreno bem complicado, cheio de decisões difíceis. Kurt decidiu não cantar a “música de menina” na frente de milhares de pessoas pra poupar o pai. Mas deixou bem claro que isso não vai segurá-lo, que é apenas o começo. Glee continua bem atual e sem censuras na hora de lidar com a homossexualidade. E eu continuo achando que I was born to watch Glee.

Eu tenho memória de peixinho dourado, fato. Por isso, um top como esse pra mim é tortura total. Tenho certeza que tem 500 participações especiais que me fizeram chorar, rir, suspirar, me entupir de chocolate, fazer dancinhas idiotas e outros sensações diferentes que só a Deusa sabe porque eu sinto. Mas no momento eu pensei nessas e estou satisfeito, embora quase que 48h atrasado. Outro grande problema é que Wicked Sis postou muito antes e se eu colocasse algum dela, seria totally cheating. Ainda assim, Tracey Ullman  e Patricia Clarckson entrariam na minha lista any day. E a participação da Cher é uma das coisas mais engraçadas que Will and Grace já fizeram. And that is sayin’ something. But here we go again.

5- Victoria Beckham em Ugly Betty

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Pra quem vê Betty (ninguém? ok, just me then…), o episódio do casamento de Wilhemina pra entrar na família Meade foi imperdível. Talvez pelo noivo ter um infarto e a noiva acabar roubando o sêmen do defunto, e depois tentado engravidar a amiga escocesa da Betty com o marido moribundo, mas que fez sexo antes da inseminação e estragou os planos da vilã, mas principalmente pela Victoria Beckham aparecendo em flashes o episódio inteiro tentando steal the thunder e aparecer mais do que a noiva. Gosto quando as celebridades brincam com suas imagens. E Betty teve algumas participações interessantes, a última foi a modelo brasileira que tinha fixação por uma fruta que só dava aqui e que supostamente seria a fruta da moda na próxima estação. No mesmo episódio, Lindsay Lohan em fim de carreira destrói todas as frutas antes do photoshoot. Pena que ainda assim a audiência esteja tão baixa.

4- Christina Ricci em Grey’s Anatomy

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Mais do que a participação dela, esse episódio foi fooooda, definitivamente um dos melhores de Grey’s. Todo o storyline da bomba, onde Miss Vandinha não podia tirar o dedo senão explodiria foi eletrizante. Ali também começou o lado suicida de Meredith (que mais tarde praticamente se suicidaria), e o gatinho que fazia Early Edition e depois fez King Kong, terminou explodindo com a bomba, numa cena super chocante. Christina Ricci também ganha pontos por ter feito uma participação foooda em Ally McBeal como uma advogada super bitch que teve um casinho com John Cage.

3- Kevin Bacon em Will and Grace

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Talvez depois da Cher, essa seja uma das melhores participações de Will and Grace, série que ficou muito marcada exatamente pelos ótimos special guests. Nesse episódio, Jack McFarland se torna stalker do Kevin Bacon, que numa auto-paródia de si mesmo, acaba contratando Jack como seu assistente. O bacana é que Kevin, na série pelo menos, é totalmente obcecado por si mesmo, e gosta de ter um stalker. E em dois momentos pelo menos ele faz a dancinha de footloose. Clap Clap por saber se rir de si mesmo.

2- Christina Applegate em Friends

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Ok, então a Patricia Clarckson participou de 7 episódios e ganhou 2 Emmys. Big Deal. Christina Applegate participou de 2 e ganhou por um e foi indicado pelo outro. God knows quantos ela ganharia com uns episódios a mais. Não querendo comparar as duas, mas a participação da ex-Kelly Bundy é hilária. E Friends tem 1 zilhão e meio de participações especiais memoráveis (incluindo a Punky da antiga série de tv, lembram dela? Ela faz a namorada do Joey que fica batendo nele. Bizarro, né?) Mas a briga das irmãs é clássica, acho que pouca gente conseguiu ofuscar os atores principais como Applegate (embora a crazy lady with the plates Monica esteja on fire). Mas Brad Pitt também foi ótimo, e Danny De Vito, e Jean Claude Van Damme, Helen Hunt, George Clooney, Julia Roberts…

1- Barbra em The Judy Garland Show

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Ok, mais um musical… grow up. Mas fazer o que, né? Thats who I am. Eu tento não ser esse ser cantante e pulante, mas eu não consigo. Não apenas a música é foda, Happy Days are here again não apenas é linda como se tornou hino do partido republicano depois. E Barbra, que na época não tinha feito nenhum filme e ainda se preparava pra se tornar a artista mais rentável por décadas, ganhadora de Emmys, Grammys e Oscar. E a Judy teria seu show cancelado pouco depois, teria uma overdose e morreria. Mas naquele instante, durante aquela participação, elas foram eternas, e graças ao youtube, nós podemos ver mesmo sem pagar 200 dolares em DVDs importados. E o bacana é que uma já alfineta a outra, just like the two divas they really are. E pra quem acha que isso foi muito musical, esperem até a semana que vem. hihihi

E segue um video com a participação do Kevin Bacon em Will & Grace seguido de algumas outras participações clássicas:

Engraçado como eu normalmente já sei quem ou o que vai entrar no meu top 5, mas de vez em quando eu acabo tirando da cartola uns temas que vão “crescendo dentro de mim” e a memória corre devagar tentando alcançar o que já tá no papel (sim, eu coloco sempre os 5 no papel antes de começar a pensar em escrever aqui). Esse top foi um desses e quando eu pensava “fechado” me vinha outro nome importantíssimo em mente, e por isso acabei deixando muita gente de fora.

O título do top da vez? Participações especiais em séries. E como eu sou uma junkie pelo tema tive muitas lâmpadas acesas ao longo do dia. No final cito aqueles que ou passaram muito perto ou até estavam no top antes de terem sido jogados pra trás por um dos seguintes:

5. Zooey Deschanel como Kat  (Weeds)

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Eu não sei quando foi que eu me apaixonei pela Zooey, mas já faz um bom tempo que esse caso de amor psycho começou e obviamente fiquei em êxtase quando ela apareceu numa das minhas séries favoritas, fazendo o papel de uma “maluquete” hipponga ex-namorada psycho do meu queridíssimo Andy Botwin (Justin Kirk). Por quatro episódios, Kat chegou, desarrumou, e foi expulsa pela mamãe traficante. Levou consigo a van de Andy e o filho mais novo de Nancy, Shane, que assim como eu não resistiu aos belos olhos azuis da digníssima Zooey Deschanel.

4. Evan Rachel Wood como Sophie-Anne Leclerq (True Blood)

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Eu amo o Alan Ball de paixão, mas o casting de True Blood é muitas vezes duvidoso, se você é fã dos livros. Mas um acerto “bullseye” foi colocar a diliça da Evan Rachel Wood no papel da jovem rainha Sophie-Anne. A primeira cena de Evan na série consistia nela se deliciando no sangue da priminha da Sookie (super mal casted) e revelando seu lado lés, afinal nos livros ela realmente gostava da moçoila. Ela quase caiu do top, mas a possibilidade de mais Leclerq na próxima temporada me deixa on “edge” e garante a ERW o quase-bronze.

3. Tracey Ullman como Dra. Tracey Clark (Ally McBeal)

Tracey Ullman (Ally)

Por 5 episódios de Ally McBeal, a personagem título teve a brilhante idéia de se consultar com uma psicóloga mais sequelada que ela. E foi simplesmente hilário e imperdível. Eu não tenho as temporadas de Ally, e a última vez que assisti a um episódio da série faz bastante tempo, mas assim que o top pintou ela pipocou na minha cabeça, e por ser tão marcante, mereceu entrar não só no top, mas no pódio e conquistar o bronze por uma série que teve muitas participações memoráveis (ex: Barry White, Al Green, etc).

2. Patricia Clarkson como Sarah O’Connor (Six Feet Under)

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Me diz que atriz faz 7 episódios de uma série e leva 2 Emmys como atriz convidada por isso? Só ela: Patricia Clarkson. Uma das minhas atrizes indies preferidas, PC entrou na série como a irmã maluquete-hipponga (a segunda do top! rs) da certinha Ruth Fisher (a maravilhosa Frances Conroy) e roubou a cena, feito nem um pouco fácil numa série com um elenco fodasso como aquele. Eu queria que ela tivesse participado mais, e que as cenas dela com Frances e Kathy Bates se prolongassem, porque eram excelentes e deixaram muito desejo de “quero mais”. Só não ganhou o ouro, porque a próxima é invencível! No fim do mundo só resta ela…e as baratas:

1. Cher como Cher (Will & Grace)

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Sério, não tem participação mais relâmpago, inesperada, e hilária que essa! Will, Grace, Jack e a boneca Cher saem para jantar, passam horas na espera, afinal, a boneca não vai se sentir confortável com todo mundo encarando ela. Presisava ser um local reservado. Finalmente sentados, Jack continua na obsessão e quem aparece pra dizer que ele precisa “Get a life”? A diva herself. Mas pra surpresa de todos, Jack diz ao “traveco-mister-sister” pra não se intrometer e ainda tenta ensiná-la a como imitar a entidade. Pra quem nunca viu, segue a cena. Ouro merecidíssimo do meu top de hoje!

Menção especial para: Kathleen Turner como o pai do Chandler (Friends),  Kate Winslet como ela própria (Extras), Isabella Rossellini como ela mesma (Friends), Alanis Morissette como uma qualquer (Sex and The City), Edie Falco e Chloe Sevigny como o casal lés (Will & Grace) e o único homem da lista, Steve Buscemi como Tony Blundetto (Sopranos).

nicole-kidman

Já foi época em que eu tinha um respeito tão absurdo pelo talento de Nicole Kidman que eu praticamente acreditava que ela podia se transformar em qualquer coisa que ela quisesse. Mudaria não só o nariz, como a estatura, a voz, o cabelo e o que fosse, mas essa fase acabou e cai na real. Eu e a torcida do Flamengo. Não estou dizendo que Nicole não tenha mais talento, ou que sua carreira tenha acabado, afinal eu sou brasileira e não desisto nunca! Então tenho boas espectativas quanto a sua performance em Nine, do Rob Marshall, com estréia pro ano que vem.

Human StainO que me motivou a escrever esse pequeno post foi o anúncio de que Gwyneth Paltrow agora integra o elendo de The Danish Girl junto de Nicole Kidman. Eu particularmente acho a Gwyneth inexpressiva e chatinha, mas não é ela que me preocupa mais no filme. A história fala da vida do pintor Einar Wegener, que foi o primeiro homem a fazer a operação de mudança de sexo. Esse é o futuro papel de Nicole Kidman. Ficou com medo? Eu, certamente. Ainda mais quando você pensa que Nicole fez a “empregadinha fudida” de A Marca Humana (foto ao lado), filme com o pior casting evah!

Ainda assim estou curiosa pra ver Kidman e Paltrow fazendo esse casal lés. Afinal, Einar/Lily era uma mulher, se sentia como mulher, e se apaixonou por uma outra mulher.

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Einar Wegener, e depois como Lili Elbe (Igualzinho a Nic né?)

Crítica – V

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No ano de 1993 a Fox americana trouxe ao ar pela primeira vez a série Arquivo X (The X-Files) e foi um sucesso absurdo, com nove temporadas, e dois longas. Obviamente nem tudo que o Chris Carter fez foi ouro, prova disso foi o último longa medíocre da série, que se a deusa quiser eles remediam em 2012 voltando a mitologia da série. Mas esse post não é sobre Arquivo X, e sim sobre a novíssima série da ABC (emissora que eu adoro implicar), V.

Mas todos os problemas de V são clássicos de quem subestima um estilo Arquivo X de ser. Todo o dinheiro da tv não vai poupar uma série de ser tosca e provocar risada não-intencional. Arquivo X é aula de como trabalhar histórias de alienígenas e manter a tensão e o suspense, sem cair no ridículo (a menos que intencionalmente). E o mais interessante é que V é uma série antiga, mas como não sei nada a respeito da versão dos anos 80, acho melhor me ater ao que assisti ontem.

V começa querendo provocar um tom sombrio com frases de efeito no estilo “Onde você estava quando o presidente Kennedy morreu?” (Peggy Olsen diria “Na cama com o Pato”, rs – piada pra quem assiste Mad Men) e “Onde você estava quando aconteceram os ataques de 11/9?” e ai começa. Sinceramente, só duas perguntinhas dessas não criam tensão, ou você coloca mais e variado, ou começa com uma só frase de *muito* efeito. Depois começamos a ser apresentados a nossos personagens principais, que vai de 8 a 80: da excelente Elizabeth Mitchell (GIA e Lost) aos inexpressivos fulanos que nunca vi na vida.

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Elizabeth Mitchell como a agente Erica (FBI)

Um dos maiores agravantes pra mim é a maneira como a série fica em cima do muro entre ou escurecer a fotografia e dar uma tensão a la Arquivo X, ou deixar tudo as vistas mesmo e tentar um Battlestar Galactica, que dizem ser muito bom, mas eu nunca vi. E sinceramente, essa indecisão acaba não dando muito certo. Mas ainda dá tempo de consertar. A gente sabe que episódio piloto é algo a parte e que a partir dali a série pode sofrer boas modificações (ou não), ainda mais porque foi um sucesso de audiência.

Os maiores acertos pra mim foram colocar a Elizabeth como centro da trama, porque ela é sempre instigante (embora o cabelo esteja tosco. Alguém faz algo a respeito, por favor?), dar um climinha entre ela e o padre católico (adouro quando esse povo pisa no calo do Papa, rever o Scott Wolf, (eterno Bailey do Party of 5), e ter uma trama de aliens malvados e rogues atual. Tomara que depois do piloto a série dê uma melhorada no “tratamento” como um todo. Lidar com ficção é complicado, não se deve take for granted os geeks desse mundo. Eu deveria saber, já que sou um deles (rs).

Nota final pro episódio piloto: 5,5

Promo de V

Começo esse post com um protesto. Wicked Sis, evil as only she can be, vetou vários dos meus filmes, todos com plentttty comédia e romance. Só porque eu vetei vários dos filmes dela, que nem chegavam perto de serem elegíveis. Humpf! Mas revoltas a parte, esse é um post fofo. Hora de tirar as fitas de VHS do armário, colocar Mariah e Celine do aparelho de som e se permitir ser brega e torcer pelo casal. Who cares se você sabe que eles vão ficar juntos no final? De algum jeito o mundo tem que fazer sentido. Recomendo os filmes seguintes acompanhados de muito Milka e Hersheys Cookies’n'Cream.

5- O Diário de Bridget Jones (Bridget Jone’s Diary, 2001)

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Confesso que tava uma briga por essa posição. Tinha Sandra Bullock pegando cara em coma , Marilyn Monroe pegando homem vestido de mulher, Barbra emagrecendo pra pegar o James Bond. Mas cheguei em casa bêbado, a Lua tava zombeteira, passei o dia esperando uma ligação que não veio, me empanturrei de chocolate e cerveja, e com isso não teve pra ninguém. Alias, qualquer erro de português é culpa da Skol. Bridget significa uma parte muito importante de mim, quando eu ainda era inseguro, tinha baixa auto-estima, me sentia carente, um pouco grudento, viciado em relacionamentos inexistentes, infeliz com o trabalho… Back in the good old days (aka 2h atrás), Bridget Jones era parte de mim. E quem disse que It takes 2 to tango? Eu tenho romance all by myself, ok? Mas voltando ao filme, o que é Mark Darcy dizendo “I like you just the way you are”? O que é, minha gente? Até me arrepio. O rivotril de qualquer depressão. Algo me diz que vou ler isso amanhã e perceber que não faz sentido.

4- Sintonia de Amor (Sleepless in Seatle, 1993)

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A década de 90 foi o auge das comédias românticas. Antes de alguém dizer que “Ele não está tão afim de você”, milhares de filme repetiram incessantemente “Viu? Existem amores perfeitos. Ele te ama, e é só uma questão de tempo e sorte”. Meg Ryan foi líder nesse marcado, teve Harry e Sally, Mensagem para você, A Lente do amor, até que as pessoas se tocaram, ela fez umas plásticas erradas e foi pro ostracismo. Mas poucos chegaram perto de Sintonia de Amor. Pra começar (e aqui vai um major spoiler), é uma comédia romântica onde os protagonistas tem UMA cena juntos, a última, e ainda assim é de partir o coração, engordar 3 kg na expectativa, e chorar baldes que davam pra inundar Seattle. Mais um spoiler? ELES NEM SE BEIJAM! Já viu isso? Um grande romance sem interação física?  Não é pra qualquer um. Pra melhorar, tem cenas antológicas, como o menino no telefone, no programa de rádio, dizendo que o pai se sente sozinho, as conversas do Tom Hanks, e o diálogo zuando a Rita Wilson sobre como mulheres reagem a romances. Beyond imperdível.

3- Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany`s, 1961)

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Essa é mais uma das Ultimate Comédias Românticas, e quem não viu é bobo (yes, in your face, Wicked Sis). Audrey Hepburn em sua melhor forma, interpretando com genuína verdade uma pessoa de carisma irresistível. Quando li o livro, escrito por Truman Capote (lembra do filme Capote? Estrelado pelo Philip Seymor Hoffman?) descobri que aquela biba é o alter-ego do protagonista. Ele era apaixonado por ela assim como eu sou apaixonado pela Wicked Rafa. Do tipo “Que mulher incrível! Se um dia eu me apaixonar por alguém 1/3 do que eu amo essa menina, eu vou ser uma pessoa muito feliz”. E fizeram disso uma das melhores comédias românticas que já vi. Crédito pro elenco também, pra direção do Blake Edwards, pra trilha “Moooooon Riiiiiver, larararara”, bem, pra tudo. Filme virou ícone até hoje não é a toa. E de vez em quando, me pego pensando que eu deveria fazer todo dia algo que nunca tenha feito, just for the fun of it. E mesmo não fazendo, isso me deixa feliz.

2- Uma Linda Mulher (Pretty Woman, 1990)

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Méritos a parte, Julia Roberts sempre marcou minha vida cinematográfica. Por exemplo, Uma Linda Mulher, eu assisti numa sessão da tarde. É o primeiro filme “adulto” que eu lembro de assistir. Sempre assisti Branca de Neve e Dumbo em loop, até por isso talvez ninguém tenha pensado que um dia eu seria cinéfilo. Até que um dia, numa mesa de jantar, eu falei “Assisti Uma Linda Mulher hoje. Muito bom”, e isso foi um icebreaker, e todos começaram a falar do filme. Pela primeira vez eu falei de um filme e não foi seguido de “Shhh, shhh, come seus legumes”. Tendo dito isso, e devido a minha eterna necessidade de aprovação familiar pra “compensar” minha homossexualidade, em pouco tempo eu sabia as falas de cor (dubladas). Believe it or not, Uma Linda Mulher era um sinal de amadurecimento pra mim. Como um menininho que joga as bermudas fora e usa calça pra ir na missa aos domingos. No meu caso, um jeans transadíssimo da Abercrombie. Mas voltando ao filme… que lindo. A puta e o capitalista com father issues. Ainda temos George Constanza de Seinfield como um quase vilão e a Maya de Just Shoot me como a puta amiga da puta. Digo quase vilão porque o filme não tem isso. Tudo que os protagonistas tem que superar pra ficarem juntos são seus próprios problemas. E a Julia Roberts fez muita coisa depois disso (e até algumas coisas antes… Flores de Aço é ótimo…), mas ela nunca mais foi tão linda, sexy, doce, carismática, Hepburn-wanna-be, quanto nesse filme. E o Richard Gere, que eu não gosto muito, carrega muito bem o papel. Adoro também o Hector Helizondo, fofo e protetor. Ele é quase a fada madrinha da Cinderela. E Vivianne (ou whatever you want her to be) e Edward são definitivamente um dos casais mais lindos do cinema moderno. Ai, ai.

1- O Casamento do meu melhor amigo (My best friend`s Wedding, 1997)

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Ok, então já aprendemos nesse post que eu preciso de terapia e que adoro a Julia Roberts. Se eu fosse justo, Notting Hill também tava nessa lista, só não está porque ele é apenas meu 3o filme favorito com a JR. Quem consegue não se apaixonar com o “Im just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her”. Meu Deus, é de partir o coração. Mas, meu número 1, vai pro Casamento. Assisti esse filme trocentas vezes no cinema, e em todas saí extremamente tocado. Não sei nem explicar porque ou como, mas depois desse filme eu cheguei a uma conclusão importantíssima, que de certa forma guiou minha vida depois disso: “O cinema pode tocar você, pode te provocar reações, te pegar pela mão e falar Agora fique feliz”. Uma aula de manipulação que absorvi com todo o prazer que o cinema pode proporcionar. E não, ele não tem final feliz, mas tem o final que precisa ter. É lindo, triste, engraçado, emocionante, envolvente, torço contra e a favor ao mesmo tempo. Começo a rir zombando de Cameron Diaz cantando “I Just Dont Know what to do with myself” e termino chorando pensando “That bitch merece o homem que tem”. E em todas as vezes que assisti, quando Julianne e Michael estão no barco dançando pela última vez a música deles “The way you look tonight” e ela tem uma última chance de dizer pra ele que o ama, e o momento passa, eu fico maluco pensando “se ao menos ela tivesse dito…”. E é tudo tão relatable. Quantas vezes não nos apaixonamos pela pessoa errada, ou no momento errado, ou deixamos o momento passar, ou nos tornamos pessoas que não gostaríamos tentando conquistar alguma coisa ou alguém, sem perceber que se fôssemos apenas nós mesmos isso bastaria, ou que se não basta, tem que deixar passar, que só podemos ser reféns de sentimentos até certo ponto, and then it`s time to call. 00:48, fim do post.

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