Top 5 – Piores de 2010/1

Setembro 15, 2010

Já que a Wicked sis, antes de se esbaldar pela Europa, e enquanto eu me acabava nas praias de Miami (não contei que fui pra Miami? Desculpa, esnobe pela última vez), fez esse post tão fofinho sobre as bostas que assistimos no primeiro semestre, achei que seria de bom tom fazer a minha versão. Eu não tenho nenhum amigo de gosto duvidoso pra culpar, mas como vou em muitas cabines de imprensa, acabo assistindo todo tipo de cocô feito em Hollywood. Foi tanto filme ruim que pela primeira vez na vida comecei a questionar a minha relação com o cinema. Vale a pena ver 50 filmes num semestre, se em 35 deles você queria arrancar sua cabeça fora? Isso é uma questão muito mais profunda, fica pra outro post. No momento, vamos colocar o pingo nos i’s e citar quais 5 filmes você não deveria ter visto de forma alguma (embora seja muito provável que você tenha visto, pelo menos 1…).

5- Predador

Lawrence Fishburne com a mascara do Predador? OMG, it was him all along!

Ok, não era pra se esperar muito desse filme, diferente de um Sex and The City 2 que a Wicked Sis colocou. Mas ainda assim, não perdoo. Colocar um elenco com bons atores, se utilizar de um personagem icônico, pra fazer essa merda??? Não era pra pelo menos a gente sentir algum tipo de tensão, se importar com algum personagem? No máximo, me diverti tentando adivinhar a ordem com que os personagens morreriam (obvio que negros e chicanos vão na frente).

4- Fúria de Titãs

"Só tiro a camisa pintado de azul!"

A grande pergunta que esse filme me deixou no final foi: PORQUE DIABOS ESSE CARA NUNCA TIRA A CAMISA? Quer dizer, mentira, quando ele fica computadorizado e um gigante de 2 metros de altura e azul, ele aparece, mas aqui? Naaaada. Eles não aprenderam NADA com 300??? Quando a história é fraca, a gente precisa de um colírio visual! Filme ruim e que ainda por cima é censura livre tem graça NENHUMA! Você acaba focando na história, e isso não é bom… Ou se você tem que parar pra prestar atenção nas atuações… aí pronto, você tá quase saindo do cinema. É o velho efeito Razzle Dazzle, distrai que a gente não repara dos defeitos!

3- Eclipse

Prêmio Especial de melhor cena de Não-Sexo

Nem gosto de falar tanto desse porque sinto que é bater em quem está caído. Já postei uma crítica enorme aqui, avacalhando tudo que é possível, e ele merece tudo isso. Mas ele já nem é ruim o suficiente pra ganhar medalha de ouro desse top… Aos poucos, ele está indo de ruim pra indiferente, e não sei o que é pior, nesse caso… Mas vale dizer que esse filme tem algumas das piores cenas do ano, e é o único que é uma continuação (embora todos desse top tenham grande potencial pra ser uma franquia fracassada). Então ganha alguns pontos pela consistência. Foi ruim a vida inteira, e continua ruim, baseado em um livro ruim, com atores ruins, personagens ruins… Foi o suficiente pra ganhar o bronze.

2- Aprendiz de Feiticeiro

Nic Cage conversando com a gárgula do Empire States e eu lá embaixo gritando: "Pula! Pula!"

Um filme com Alfred Molina (Frida, Chocolate, Magnólia…), Nicolas Cage (Adaptação, Kick Ass, Despedida em Las Vegas) e Monica Belucci (bem, ela é estuprada por horas em Irreversível… e dizem que é boa sem falar muito em Malena). Parece que pode sair algo bom disso, não? Pois é, mas não. É um filme da disney, baseado em livros infato-juvenis, com direção de um cara podre e sem personalidade, e obviamente produzido pelo Jerry Bruckheimer. Olha, é ruim demais. As cenas são desleixadas, os efeitos não atingem o objetivo, não divertem, a história parece uma mera desculpa pra se utilizar tubos de dinheiro. As cenas de ação não possuem tensão, as cômicas não são engraçadas, os personagens não são carismáticos, e tudo que acontece durante a trama é tão previsível que em 15 minutos você já pode imaginar o desfecho. Até a cena referência ao clássico Fantasia, com o segmento Aprendiz de Feiticeiro, soa como ofensa num filme tão ruim. Definitivamente, esse é pra passar longe.

1- O Último Mestre do Ar

Dev Patel vai queimar no inferno por ter feito esse filme.

Esse aqui merece a medalha de ouro por todo o conjunto da obra. Quem em sã consciência dá o papel principal de um filme desse tamanho pra um ator tão medíocre? Juro, eu torcia pra ele morrer em todas as cenas, pra quem sabe, nascer um novo Último Mestre do Ar, com algum carisma e talento. Esse aí foi Fail total. Por favor, não dêem mais nenhum filme pra ele! Aliás, e esse roteiro? Que tal desenvolver um pouco os personagens? E por desenvolver, eu não quis dizer colocar uma voz em off dizendo que dois personagens se apaixonaram, colocar uma troca de olhares nada sutis, e logo depois matar um dos personagens e querer que a gente acredite que aquele era um amor maior que a vida. Mas ainda assim, não consigo explicar a dimensão dos erros desse filme. E em como ele não precisava ser tão errado. Mas nem os efeitos impressionam, e o que parecia ser uma história simpática fica totalmente perdida. E se tem uma pessoa que merece toda a culpa, mais do que o produtor de elenco que deveria nunca mais trabalhar na vida, é do diretor Shyamalan. E pensar que eu acompanhei com interesse sua carreira. Lembro de Sexto Sentido, Corpo Fechado A Vila, Sinais… pensar que ele seria um diretor de personalidade, de marca… um diretor que poderia vender um filme com o próprio nome, que você iria ao cinema assistir a “Um filme de M. Night Shyamalan”. E então ele comeu cocô. E quando eu pensei que ele não poderia ficar pior do que A Dama na Água, ou Fim dos Tempos, ele consegue cavar um buraco ainda maior pra se enterrar. Por favor, alguém tira a câmera da mão desse cara!

PS: Um aperitivo do Top 5 Piores do Segundo Semestre: PIRANHAS 3D!


Top 5 – Os piores de 2010/1

Agosto 25, 2010

Eu prometi, não foi? Então vamos ao meu top 5 dos piores filmes que assisti *no cinema* esse ano. Até porque minhas escolhas do que assistir em casa são geralmente bem sensatas, então não assisto muita porcaria não. E pelos mesmos motivos vou concentrar meu top 5 dos melhores no cinema também, ou seria uma covardia. Mas vamos ao que interessa (lembrando que vale até final de julho):

5. Sex and the City 2


E aqui eu poderia facilmente ter colocado Sherlock Holmes ou Percy Jackson e o Ladrão de Raios. Mas a verdade é que por se tratar de um filme baseado na série que eu tanto amo, ao mesmo tempo que eu dei um super desconto (clique aqui pra relembrar) eu tenho que admitir que é um abuso com os fãs. E olha que eu assisti na pré-estreia, regada de caipirinha, pipoca, e o cacete. As pessoas riram, e eu me diverti. Mas é *fato* que elas perderam o “mojo”, que era a alma da série. Não entendo porque nos filmes elas tem que sair de NY, que by the way era a grande protagonista da série. Mas ok, vamos que vamos que ainda tem muita porcaria por ai.

4. Robin Hood


Eu quase escrevi Robin Wood, e convenhamos, seria um filme muito melhor…rs. Mas ok, voltando ao filme, creeeeeeeeedo! Essa parceria Ridley Scott e Russell Crowe já tinha falido no filme Um bom ano, mas eles resolveram que um prequel do ladrão bonzinho seria sucesso garantido e tiveram uma brilhante idéia, abrir o Festival de Cannes com um filme (ruim) que malha os franceses. Fiquei meio decepcionada com a Cate Blanchett de ter aceitado esse filme, mas ela não erra muito, então eu consigo perdoar. O que eu não perdoo é o diretor dar um close nela, acompanhado de subida da trilha, pra dar um tom de “tcha-nãm” numa determinada cena! Poupe-me, Ridley Scott!

3. Fúria de Titãs


Esse então foi um suplício. Que filminho xexelento, e olha que eu vi em 2D, me safando do desprazer de assistir a conversão tosca que todo mundo malhou. Depois de Avatar, Sam Worthington virou o herói da vez e a cada filme ele comprova o quanto sua boa atuação em Somersault (2004) foi uma exceção em sua carreira. Já atores de qualidade como Liam Neesom e Ralph Fiennes pagam um mico ridículo, incluindo voz rouca pra fazer o malvado da vez. Seriously? Mas gerou momentos de piada interna pra mim, e até hoje fico pro meu amigo que me arrastou pra esse inferno: “Essa é a última vez que vou te oferecer essa proposta! 5 minutos depois: What about now? Hum? Now? Maybe now? Wanna accept my offer?”. Gonga! Gonga!

2. Ninja Assassino


Sabe o “amigo” que mencionei acima? Então, ele foi a pessoa que me levou pra ver filmes como 2012, Fúrias de Titãs e Ninja Assassino. Tudo pago, já que ele sabia que eu ia odiar esses filmes, e não deu outra: 3 dos 5 filmes desse top foram na companhia dessa figura de gosto duvidável (embora ele diga o mesmo da minha pessoa). Eu preciso mesmo dizer porque NINJA ASSASSINO é digno da medalha de prata desse top? Acho que não né? E nem recebeu muita atenção. Deve ter ficado umas 2 ou 3 semanas no cinema antes de ser esquecido do mundo – até o momento em que se faz um “Top piores qualquer coisa de cinema 2010″. Melhor cena é o ninja passando um cigarro em volta da mulher pra disfarçar seu cheiro. HAHAHAHA. Morri!

1. Alice no País das Maravilhas


Eu sei que muita gente vai fazer cara de “Como assim? Affe!” ou “Duvido que seja pior que Ninja Assassino!” ou qualquer coisa do gênero. E quanto a segunda pergunta, você provavelmente está correto(a), mas não tem como eu perdoar o Tim Burton por ter assassinado Alice no País das Maravilhas, sendo que era O filme pra ele, se você considerar sua filmografia como diretor. Mas não, ele fez um filminho safado, com um elenco sensacional, emoção zero, tentando se sustentar no visual deslumbrante que realmente tinha. Foi uma decepção tão grande, que eu tinha garantido que ele levaria um ouro no quesito “piores do ano”. E olha que eu nem fui com a expectativa lá em cima não. Já sabia que não era a história original, mas um esquema “sequel”, e que poderia ser ou muito bom ou muito ruim, em termos de roteiro. Mas foi além de qualquer porcaria que eu pudesse imaginar, afinal, estamos falando de TIM BURTON!

Reconheço que foi um final polêmico. Sinta-se a vontade pra ficar revoltadinho(a) nos comentários, até porque se eu fosse esquizo, faria a mesma coisa.

obs: Não, eu não vi Eclipse. Muito provavelmente ele estaria aqui… E devo admitir que foi meio difícil fazer essa listinha. Graças a quem quer que seja (leia-se: moi) eu fujo de filmes duvidosos e tive boas experiências esse ano. O top dos melhores foi bem mais difícil de bolar. Se tudo der certo posto amanhã!


Top 5 – Momentos “Antes do amanhecer/ Antes do pôr-do-sol”

Julho 29, 2010

Faz tempo que não postava um top 5 aqui no blog, não é mesmo amiguinhos. Então resolvi aproveitar dois filmes que estão super frescos na minha memória já que reassisti duas vezes nas últimas duas semanas pra fazer um top que é basicamente uma versão pódio do nosso “quotes para a eternidade”. Estou falando dos filmes Antes do Amanhecer (Before Sunrise) e sua continuação Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset), do diretor Richard Linklater, e também dos seus protagonistas Ethan Hawke e Julie Delpy (que estão simplesmente perfeitos e tem uma química rara). Duas pérolas do cinema que basicamente criaram um gênero próprio e muitas vezes copiado ou adaptado, como é o caso do filme chileno Na cama, que por sua vez criou um novo hype de filmes envolvendo sexo e bate-papo (o plágio tosco brasileiro Entre Lençóis, e o novo filme de Julio Medem, Habitación en Roma – que estou aguardando ansiosamente e já postei aqui).

Acho que esses dois filmes estão no meu top tops da vida, e é impressionante como acho que eles revelam muita coisa sobre uma pessoa. Eu sempre acho que sei um pouco mais sobre as visões românticas de alguém quando essa pessoa me diz qual dos dois filmes prefere, quase como o Jesse analisando as opiniões dos jornalistas no começo do segundo filme. Quando preferem o primeiro filme sempre acho que são pessoas românticas, que acreditam em amor eterno, são idealistas, e gostam de filmes como O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Já os que preferem o segundo filme são pessoas extremamente racionais, que sabem que relacionamentos são finitos, e por isso mesmo morrem de medo de um terceiro filme que revele que aqueles dois personagens não ficaram mais que o período de seis meses  a um ano juntos. Ah sim, e o “vídeo de cabeceira” deles é How To Break Up With Your Girlfriend… in 64 easy steps (nunca viu? Clica aqui). Adivinhem em qual grupo eu estou? rs.

Bom, mas vamos as minhas 5 cenas preferidas hoje. Pode ser que amanhã mude… ou não.

5. Jesse e Celine no barco para turistas (Antes do Pôr-do-sol):


Gosto muito dessa cena, porque eles começam a finalmente falar com um pouco mais de intimidade de suas vidas pessoas, dos problemas, e das frustrações. Principalmente a frustração de não terem se encontrado em Viena aquele Dezembro. Sem contar que eu realmente amo o monólogo da Celine sobre como as pessoas mudam de relacionamentos como mudam de marca de cereal, e como pra ela esquecer uma pessoa é algo sempre muito difícil, e ai ela manda uma das minhas quotes preferidas desse filme: “You can never replace anyone because everyone is made up of such beautiful specific details”. Pra relembrar, ai vai a cena na íntegra:

4. Primeiro beijo (Antes do Amanhecer):


Se você juntar os dois filmes, acho que são no total quatro ou cinco cenas de beijos, e estão no primeiro filme. Então claro que eu tinha que escolher pelo menos um desses momentos, e apesar de amar o beijo apaixonado de despedida deles na estação de trem, o meu preferido ainda é o primeiro. Os dois meio hesitantes, testando os limites, até onde podem chegar, e depois de um momento apertadinho na cabine da loja de música ouvindo Come Here da Kath Bloom, eles estão sozinhos, vendo o pôr-do-sol e quando Jesse chega devagarzinho, Celine dá uma de Celine e pergunta se ele quer beijá-la. Como eu não achei só esse trechinho, é só colocar o vídeo abaixo em 0:40. Adoro que depois quando eles estão no parque e ele fala algo muito racional ela brinca com ele, ironizando o romantismo do beijo. Fica uma coisa tão natural. A melhor coisa desses filmes é que você realmente se sente como uma mosquinha, tendo o privilégio de participar daquele momento tão íntimo daquelas duas pessoas.

3. A waltz for a night (Antes do Pôr-do-sol)


A atriz Julie Delpy compôs três musicas para a trilha do segundo filme, mas acho que nenhuma outra foi tão marcante quanto a Waltz for a night. Gosto como a música nos é introduzida, desde a conversa no parque quando ela já menciona sua paixão por compor músicas e tocar seu violão. Quando assisti o filme pela primeira vez não imaginava que em algum momento realmente iamos ter a oportunidade de ver Celine cantando, e melhor ainda, cantando uma música que se fosse mais fofa provocaria gestos de “vou vomitar”. Mas é simplesmente perfeito. A câmera fica parada, só observando Celine ficando vulnerável a cada acorde. A maneira como ela ri em certos momentos, ou respira fundo antes de cantar o nome “Jesse”… Ah, que vontade de ver outra vez!

2. Celine liga para sua amiga em Paris (Antes do Amanhecer)


O primeiro filme tem muitas cenas apaixonantes, mas é *nessa* cena que eu penso o quanto a Celine era apaixonante. Foi ali que eu entendi como um cara conseguiu se apaixonar completamente e passar o resto de sua vida assombrado por aquela única noite. São cenas como essa que provocam uma sensação estranha, de um calor que sobe, e te deixa muito feliz e confiante no amor. Por isso digo que as pessoas que preferem o primeiro filme são as mais românticas. Nessa cena, Celine aproveita uma simulação de ligação para uma amiga em Paris para falar um pouco de si, de como está se sentindo no meio daquela situação inesperada. Como aquele encontro está mexendo com ela, e seu medo do que vai acontecer dali pra frente. Depois o Jesse faz a mesma coisa, mas a cena é dela e não tem como não se apaixonar.

1. Jesse e Celine discutem no carro (Antes do Pôr-do-Sol)


Alguém tinha alguma dúvida de que essa seria a minha cena preferida? Acho que é a cena preferida de quase todo mundo… Até porque o “ataque” da Celine é perfeito e fala tantas coisas que passam pela minha cabeça e pela minha vida que é surreal. Acho que é assim com todo mundo, principalmente quando ela diz “The concept is absurd. The idea that we can only be complete with another person is evil! Right?”. Pra mim esse é um dos maiores males das histórias românticas, e é completamente evil mesmo. Por isso eu acho romances como esse tween Crepúsculo tão perigosos para a cabeça de meninas que passarão o resto de suas vidas nessa busca enlouquecida pelo “the one”. Mas ok, voltando ao filme bom (rs) eu realmente gosto de como ela tem o seu meltdown e ele fica completamente perdido, principalmente quando ela confessa ter mentido sobre não lembrar de quando fizeram sexo no parque. E ai ele começa a revelar o caos que está sua vida, a saudade que ele sente daquela francesa que mexeu tanto com ele no intervalo de uma única noite. Quando ele revela os seus sonhos e vemos Celine tentativamente esticando a mão pra passar no cabelo dele… ain! Sério, essa cena é simplesmente perfeita!

**

Faltaram várias né? Mas ok, tinha que escolher cinco e foram essas. Mas eu poderia facilmente ter colocado quando ela abraça ele no segundo filme e diz “I want to see if you stay together or if you dissolve into molecules”, ou a cena em que a mulher estranha lê a mão da Celine no Amanhecer ou quando os dois estão no parque debatendo se devem ou não fazer sexo. São muitas e muitas cenas que ficam na memória. Amo amo amo.


Top 5 – Vídeos preferidos (Fil’s Version)

Julho 15, 2010

Esse top me deu mais dor de cabeça do que eu poderia imaginar a princípio. It turns out que a minha fase MTV assistindo clipes all day long foi muito curta, e muito trash. Quando Wicked Sis surgiu com esse tema, na minha cabeça só surgiam imagens da Britney Spears dizendo “But I though the old lady dropped into the ocean in the end”. Ou Nsync de marionetes cantando Bye Bye Bye. E quando eu quis surtar, pensando que eu sou a pessoa mais trash desse universo, e querer culpar minha mãe por ter me deixado assistir tv numa época tão influenciável da minha vida, eu lembrei de Blur e as caixinhas de leite. Elas eram a prova que eu tinha salvação (não muita, mais algumas). E vasculhando minha memória, fui lembrando de uma ou outra coisa que tinham dignidade em video-clipes que eu gosto. Até a Rafa estragar meu top usando Coffee & TV, e pronto, surtei de novo. Mas depois de muito pensar, e considerar seriamente entrar na terapia, eis meu top 5.

5- Feist – 1234

Bem, essa escolha é no mínimo, obvia. É o equivalente do “Oh so quiet” da Rafinha, musical na mais pura essência. A música é gostosíssima, e marcou minha vida over and over again por ser a trilha sonora de 9 entre 10 testes de elenco que eu fiz no ano passado. De resto está tudo no lugar, as cores, a coreografia, a Feist (que eu nunca acerto como se pronuncia o nome) é uma beleza, simpática, e um clipe que é a minha cara.

4- A-ha – Take on Me

Esse clipe tem mais história. Além de ser um clássico, a melhor música do A-ha, quase hino dos anos 80, ele é foda até hoje. Ok, ok, determinados elementos ficaram meio trash, ultrapassados, but a true soul can see past this. Eu lembro especificamente de assistir esse clipe no segundo grau, com meus amigos aficcionados por rock dos anos 80, e que primeiro me introduziram ao verdadeiro rock com AC-DC, Guns, Van Halen, e afins. infelizmente, tudo entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Ficou apenas Jump, Dance the night away, Sweet Child O’Mine (versão Sheryl Crowe) e A-Ha. Isso que chamo de tiro pela culatra. Mas esse clipe ainda é bem foda.

3- Bjork – Hunter

Se alguém me conhece, deve estar se perguntando o que Bjork faz nesse top. Cadê Beyoncê, Lady Gaga e afins. Pois é, a questão desses pops é que são muito efêmeros. Tirando o Michael Jackson (que nunca me marcou, mas eu entendo que tinha toques de genialidade), e o numero um desse top, todos eles meio que vêm e vão. São tão bons quanto seus últimos clipes, porque a bem da verdade, muito em breve você esquece deles, mesmo eles tendo sido martelados na sua cabeça over and over again. Por isso escolhi Bjork, que apesar de não ser minha cantora favorita, visualmente é fooooda demais. Esse clipe então… nem sei explicar. Tem alguns que falam com você de uma forma diferente, e esse, pode não ser o melhor nem o pior, mas é o meu clipe da Bjork. Eu acho que é por causa do urso, mas isso é papo pra terapia.

2- Gnarls Barkley – Who’s Gonna save my soul

Bem, esse clipe me ganhou totalmente pela originalidade, genialidade, estilo, e muito pouco pela música. É como se resumisse um término de relacionamento e todas as suas ramificações (embora de tão resumido possa parecer um cliché) em menos de 4 minutos. E não resisto ao coração cantando, é foda demais.

1- Madonna – Frozen

Bem, tinha que ter alguém mega pop por aqui, né? E Madonna provavelmente é a artista que melhor se expressou visualmente. Tinham vários clipes dela que mereciam estar aqui, Like a prayer, Express yourself, Vogue, todos muito importantes na sua época e com verdadeiras revoluções bla bla bla. Mas a verdade é que eu nunca vivi essa parte, então tenho que julga-los com o distanciamento de alguém cujo primeiro CD que realmente ouviu dela foi Ray of Light, e esse realmente me impactou. Frozen não é apenas visualmente muito bem resolvido, como a música é foda, representa um marco na carreira dela a meu ver e é a melhor música daquele CD (and that is saying something). Eu realmente acho que foi ali que a Madonna deixou bem claro que ela transitaria muito bem por todas as décadas, que ela saberia mudar, se adaptar e se tornar relevante sempre que quisesse, que sabia mudar sua imagem, sua postura, e que o pop estava em boas mãos. Tá quase na hora dela fazer algo assim de novo, e não duvido nada que daqui a alguns anos ela apareça com algo totalmente inovador.

Bônus Especial – Backstreet Boys – Quit Playing Games with my Heart

Ok, ok, tinha que ceder um poquinho ao mundo pop. Mas se tem algum clipe que me marcou na adolescência, talvez tenha sido esse. Foram horas e horas trancando no banheiro refletindo sobre a estrutura, o estilo, as cores, movimentos de câmera… e porque diabos o Nick e o Brian não tiram a camisa? Está calor, estão todos suados, tudo molhado, é incompreensível, um dos grandes mistérios da indústria fonográfica. Sou grato até hoje a Cultura Inglesa por ter me apresentado esse vídeo.


Top 5 – Filmes de Ação

Junho 25, 2010

Eu queria falar de filmes de ação, Wicked sis queria falar de super heróis. Então cada um vai falar sobre o que quer e não encher o saco do outro. Cause thats love, to know when to give. Então depois de uma incrível negociação, eu ficaria apenas com filmes de ação, e ela com as pessoas com roupas de latex. O que acabou complicando a minha vida, afinal, o que é um filme de ação? Star Wars é? Ou é fantasia, que nem Star Wars? E O Tigre e o Dragão? Toda aquela filosofia… sei não. AMO esse filme, mas não era sobre isso que queria falar. Apesar de não gostar de filmes com explosões e tiros e bla bla bla, tiveram alguns que eventualmente me prenderam na cadeira, me fizeram engasgar com pipoca, filmes divertidos e absurdos na essência. E são esses filmes que eu queria de alguma forma homenagear aqui.

5- Velocidade Máxima (Speed, 1994)


Foi uma briga boa esse quinto lugar. Estava entre Planeta Terror e Speed, mas achei que o último era mais roots, mais original dentro da proposta. Eu VIBREI com Speed (ok, eu tinha 10 anos). Sandra Bullock virou namoradinha da América, Keany Reeves virou… bem, o Keanu Reeves, em toda a sua complexidade. Dennis Hopper me encheu de medo (alias, morreu a pouco tempo, né? Que pena!). Mas aquele ônibus desgovernado era tenso. E momento mais absurdo? O ônibus voando quando salta da falha no viaduto. Fun, fun, fun!

4- Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984)


Lembro de ver esse filme beeeem pequeno também e achar tudo suuuuuper groooosse! As sopas com olhos boiando, as cobras… e a cena que a loirinha tem que colocar a mão num monte de vermes e bichos nojentos pra apertar um botão pra salvar o Indy? Nossa, meus dedos iam tocar apenas o celular e encomendar uma coroa de flores pro enterro dele! E isso que me irritou no Indy novo. Bem, isso e todo resto. Era muito fake, e de um jeito que não era nem divertido. It sucked. Mas esse foi ótimo, adorava o vilão enfiando a mão no peito das pessoas e arrancando o coração, depois a pessoa mergulhando viva no fogaréu. Tive pesadelos com esse filme. E mais a cena clássica deles nos trilhos… tudo muito foda!

3- Kill Bill Volume 1 (2003)


Fiquei em dúvida se esse filme era elegível, mas depois entendi que a única coisa que o faria não entrar era o fato de que ele é bom. Tarantino se superou no quesito diversão aqui, Uma Thurman tá perfeita, Lucy Liu faz um dos poucos papéis em que presta (embora talvez seja melhor como desenho animado). Mas tá aí um filme que merece Quotes para a eternidade, mas isso tornaria o blog impróprio pra menos de 18 anos. Mas gosto muito de “Revenge is never a straight line. It’s a forest, And like a forest it’s easy to lose your way… To get lost… To forget where you came in.” Eu só terminaria com um Bitch!, só pra não perder o hábito.

2- Matrix (1999)


Mais um caso de filme bom, mas esse filme tem todas as explosões, tiros, efeitos especiais, que poderiam caracterizar um filme de ação. Tem até duas continuações ruins pra comprovar. Agora, se no meio tem filosofia, questionamentos sobre conceitos e realidade, e se no fundo ele é um filme muito melhor do que o gênero merece, erro de percurso, deixa ele assim. Lembro de sair de Matrix totalmente embasbacado, me senti até um pouco mal por ter comprado ingresso pra ver Nunca fui Beijada logo em seguida, queria uns segundos pra absorver o filme. Foi uma verdadeira revolução nos efeitos especiais, que não era visto desde Terminator 2, provavelmente. Ah, e a Trinity é foda, mulheres de couro rulez e bla bla bla. Essa foi minha parte da negociação, mulheres de couro sexys e fodas teriam que entrar. Mas verdade seja dita, a Trinity é a melhor personagem do filme, e o que não é tão difícil também. Carrie Ann Moss consegue fazer qualquer coisa ficar mais interessante, principalmente parada do lado do Keanu Reeves. Mas dou pontos pra ele por escolher dois filmes desse top e não ter feito Speed 2. Mais bom senso que a Sandra Bullock.

1- Jurassic Park


Again, bom filme, 2 péssimas continuações. Pra vocês terem uma idéia de como gostei desse filme, eu LI os livros do Michael Crichton que deram origem aos filmes, e guess what? They rule! E aquilo sim foi um passo gigante no mundo dos efeitos especiais. Pena que os filmes seguintes foram passos pra trás. Até o som desse filme me arrepia, e só de ouvir o rugido (ou sei lá que palavra usar) do T-Rex, me dá arrepios. Lembro que morria de tanta tensão na cena da chuva, quando Rexie (pros íntimos) primeiro aparece, e tenta pegar as criancinhas. Os raptors na cozinha também foram inesquecíveis, naquela época não sabia que Spielberg não matava crianças, e que nem dois filmes depois, e tantas outras crianças, ilhas diferentes, dinos diferentes, e todos falhariam. Deviam chamar Tarantino pra dirigir o quarto, ele daria conta do desafio.


Top 5 – Filmes de Super-heróis

Junho 24, 2010

Ontem a noite eu e Fil combinamos de postar um Top 5. Cada um jogou um tema na mesa e optamos pelo do Fil: Top 5 – Filmes de Ação. O problema é que eu sou péssima com o gênero, primeiro por não ser dos meus gêneros preferidos, e depois porque eu nunca sei quando um filme é ação e não sci-fi, ou o que seja. Realmente fico muito perdida e, depois de mostrar como seria meu top 5 pro Fil, decidimos que ele faria o Top temático (já que as escolhas dele são realmente os meus preferidos – se aquilo for mesmo ação, rs) e eu ficaria com o tema que tinha sugerido: Super-heróis. E foi o que fizemos, ainda que ele tenha vindo dar um pitaco no meu post. Eu estava restringindo a filmes que continham origem nos quadrinhos, mas abri uma exceção porque ele insistiu que tinha tudo a ver com o tema, e tem mesmo.

5. Kick-Ass (2010)


Que incrível não? O filme estreou sexta-feira e já entrou aqui no meu top super-heróis! Mas pra ser sincera, tem muito filme super estimado nessa leva heróis, sendo o maior exemplo deles a saga Homem-Aranha, que eu acho bem bobinha, pra ser sincera, ainda que eu tenha uma simpatia pelo Sam Raimi. Mas voltando ao quinto lugar do top, ele ganha pontos comigo por diversos motivos: primeiro porque não se tratam de heróis com poderes do além, mas de gente como a gente, que sai por ai levando muita porrada, com roupa de borracha, tentando imitar aquilo que admira. Sem contar que o diretor e produtor Matthew Vaughn foi rejeitado por todos os estúdios e teve que levantar o dinheiro pro filme todo sozinho, o que lhe proporcionou controle artístico total do material, e um filme redondo, com muita violência e nasty words (eu ficaria com peninha da Chloe Moretz, mas fucked it, a garota tem os pais mais liberais EVER). Saí do cinema com a sensação de dinheiro bem gasto e um filme a adicionar na minha coleção.

Resta saber se a continuação Kick-Ass 2: Balls to the Wall, programada para 2012, vai manter o clima do primeiro filme e merecer integrar um Top 5. Realmente espero que sim, mas antes disso vamos poder avaliar o diretor com seu próximo trabalho de heróis: X-Men First Class (sei não hein, Michael Fassbender no elenco or not, ainda fico com medinho).

4. Watchmen (2009)


Essa provavelmente vai ser a escolha a gerar mais controvérsia nesse top, e antes que me perguntem porque eu não coloquei o V de Vendetta aqui nesse lugar, a resposta é que eu não encontrei um site respeitável que classificasse ele como super-herói, já a turma de Watchmen se enquadra perfeitamente nesse top. Mas a controvérsia vem do fato de muitas pessoas (incluindo 99% dos meus amigos) terem achado o filme uma merda… mas eu vou ser bem sincera e dizer que eu gostei bastante. Tinha acabado de ler os quadrinhos de Alan Moore e David Gibbons uns meses antes e estava com a história e personagens frescos na cabeça, e acho que foi uma adaptação bastante fiel (até o bigulin’ azul do Dr Manhattan aparecia como nos quadrinhos), que me agradou bastante. Até a escolha do elenco, incluindo Malin Akerman como Silk Spectre II acabou dando certo, e os trailers ficaram sensacionais, com climão e música do The Smashing Pumpkins. But then again eu curto umas paradas que o povo odeia, vide o primeiro Hulk, do Ang Lee. Quanto mais eu assisto aquele filme, mais eu gosto. Vai entender…

3. Os Incríveis (2004)

Alguém tem alguma dúvida de que esse foi o filme que o Fil exigiu que estivesse no Top? Acho que não. E no começo fiquei meio assim, afinal trata-se de um roteiro original da Pixar e o fato de ser uma animação 3D, e um dia ainda vamos fazer esse top (animações 3D, já que a 2D bomba aqui no blog). Mas falando do filme, é certamente um dos meus preferidos nessa categoria, e os personagens são sensacionais: desde os membros da família Parr, até o vilão Syndrome (voz do hilário Jason Lee), e a hilária Edna Mode (voz do simpático diretor e roteirista do filme, Brad Bird). Os Incríveis se encaixa facilmente na linha dos desenhos “adultos” da Pixar trazendo heróis decadentes, problemas familiares, e piadinhas politicamente incorretas (vide: “You married Elastigirl? Oh and got biz-zay!”). Receita certa pra figurar entre meus filmes preferidos de super-heróis. Medalha de bronze pra família Parr!

2. X-Men (2000)


Muita gente prefere o X2, mas não é o meu caso. Eu realmente fiquei muito surpresa, positivamente falando, quando assisti ao primeiro filme da saga no cinema. Eu diria que X-men foi o primeiro filme de super-heróis dessa nova leva, que começaram a ficar visualmente muito bons e a dar montanhas de dinheiro pros Estúdios, mas isso é mentira. O primeiro filme a ressuscitar o gênero foi Blade, o caçador de vampiros, que by the way é o filme preferido de um grande amigo meu. Já eu nunca vi. Acho que a última coisa que assisti que tinha o Wesley Snipes no elenco foi Jungle Fever (1991) do Spike Lee, rs. Quanto ao filme de Bryan Singer, era inovador, sombrio, e camuflava questões como preconceito e intolerância em personagens extremamente carismáticos, ainda que eu tenha ficado um pouco broxada com o casting da Vampira (Rogue). Adoro a Anna Paquin, nada contra, mas a Vampira dos quadrinhos e do desenho era uma super-mulher, isso sim. Quem sabe no futuro ainda não rola um filme dela a nível? Bryan reviveu os filmes de um “público” jovem de uma maneira adulta como não se via desde os filmes da leva Batman, de Tim Burton. Falando nisso…

1. The Dark Knight (Batman – O cavaleiro das trevas, 2008)


… resolvi que Tim Burton ficaria “de fora” do top, pois eu elegeria apenas um filme da leva Batman pra representar o herói aqui no Wicked Twins, e por mais que eu ache sensacional Batman – O Retorno (1992), com Michael Keaton como Homem morcego, Michelle Pfeiffer como Mulher Gato e Danny DeVito como Pinguim, não tinha como não deixar ele sentadinho ao lado do filme mais sensacional de um super-herói já produzido: The Dark Knight! Eu lembro de achar o Batman Begins bem legalzinho e ter dado nova vida ao Bruce Wayne, mas não se compara a continuação, e isso por si só é um feito do diretor Christopher Nolan. Claro que o maior crédito do filme não vai nem pro Nolan, nem pro malcriado Christian Bale, nem muito menos pra belezura (not!) da Maggie Gyllenhaal, mas sim pra Heath Ledger, vencedor do Oscar de ator coadjuvante pelo filme. Ele é o coração – sombrio – do filme. Morrer um pouco antes do filme “ajudou”? Certamente. Mas isso não desmerece seu trabalho como ator, nem sua imortalização como Coringa (Jack Nicholson quem?). E ainda tem o Aaron Eckhart como Harvey Dent Duas Caras pra completar o alto-nível do filme.

Alguém tinha alguma dúvida que era o primeiro lugar? Era tão óbvio que fica até boring. Vai que não ia ter sido tudo – de bizarro – se eu tivesse colocado O Quarteto Fantástico em primeiro lugar? Ok ok, ou um filme bonzinho como Hellboy? Mas não, a medalha de ouro é do Dark Knight e ninguém tasca. Nem Homem de Ferro, nem Homem Aranha, nem Homem Whatever.

E por hoje é só!


Top 5 – Momentos musicais da 1ª temporada de Glee

Junho 9, 2010

Taí um top 5 que poderia ter sido um top 10 e eu ainda ia estar me rasgando toda por não conseguir me decidir. To inclusive pensando em mudar meu quinto lugar enquanto escrevo isso aqui. E é foda, porque eu estou contando com o Fil pra me “completar”mas to com medo dele deixar de fora uma música que TINHA que estar aqui, mas não está porque estou depositando toda minha confiança nele. Pra dar uma dica de qual é a música, trata-se de uma disputa entre Rachel e Kurt pra ver quem fica com o solo… Mas anyway, esse post está aqui pra celebrar o final da primeira temporada de uma das séries mais divertidas dos últimos tempos, sem contar que ela trouxe o gênero musical pra televisão, o que é basicamente inexistente. Não consigo me lembrar de nenhum outro seriado musical, conseguem? E o melhor, os atores – em sua maioria – são realmente talentosos e conseguem dar novo fôlego que ha muito não tínhamos saco de ouvir, ou nem sequer conhecíamos! Então vamos rever os melhores momentos musicais, enquanto a próxima temporada não vem.

5. The Girls – Halo/ Walking on Sunshine (Episódio 6: Vitamin D)

O melhor mash-up de Glee.

Eu fiquei muito na dúvida do meu quinto lugar, mas achei que seria justo colocar pelo menos um mash-up no meu top, já que eles povoaram a série e alguns foram realmente muito bons e criativos. Sem contar que esse episódio é realmente muito bom e twisted com a Teri oferencendo drogas basicamente pra garotada conseguir ficar pilhada e dar o seu melhor na guerra meninos vs. meninas, com o melhor mash-up. Os meninos mandaram bem com It’s my life/ Confessions Pt II, mas as meninas vieram em seguida e destruiram qualquer possibilidade deles serem lembrados como a melhor coisa do episódio com a mistura Halo/ Walking on Sunshine, e foi incrível. Uma das músicas que mais me animaram pra levantar e dançar na festa do Fil, e o discurso da Rachel logo antes da música começar, do porque elas tinham escolhido essas músicas, foi simplesmente hilário. Se ela já é frenética normalmente, imagina depois de uma dose de Vitamin D? rs

4. Rachel/ Jesse/ Will/ Emma/ Finn/ Santana – Like a Virgin (Episódio 15: The Power of Madonna)

Montagem roubada do AfterElton! ;)

Esse foi certamente um dos melhores episódios e provavelmente o melhor da segunda metade dessa temporada. Madonna deve ter ficado orgulhosa com o trabalho final, e muito feliz por estar um pouco mais rica (o episódio foi lançado junto com seu novo cd/dvd da turnê, e seu best of passou a vender 200 mil cópias por semana). A rainha do marketing fez um bom negócio, e o resultado foi um episódio delicioso, com direito a medley (Borderline/Open Your Heart), reencenação de clipe (Sue Silvester em Vogue) e coral no final do episódio. Mas de todo o episódio meu momento preferido foi com Like a Virgin. Três casais enfrentavam a “primeira vez” de uma maneira divertida, sexy, e musicada. E o resultado final foi – ainda que previsível – engraçado. Sei que revi a cena algumas vezes, realmente muito bem bolada. Me likes it!

3. April Rhodes – Home (Episódio 16: Home)

A atual diva nº1, Kristin Chenoweth.

Já falei aqui antes que não achei essa episódio grandes coisas. Ele foi ao ar logo depois do tributo à Madonna, então não caiu muito bem, mas em compensação ele tinha uma carta na manga pra me fazer amar as músicas: Kristin Chenoweth reprisando seu papel de April Rhodes. Eu ia escolher pra esse top ela cantando Maybe This Time, mas algo me diz que meu wicked twin vai fazer isso também, então aproveitei pra colocar aqui uma das duas músicas que eu mais tenho ouvido – do universo Glee – nos últimos tempos: One less bell to answer/ A house is not a home (apareceu no post anterior) e Home, que escolhi pra ficar com a medalha de bronze. Até porque ela é visualmente e musicalmente perfeita! Kristin no centro do palco, com o spotlight todo pra ela, colocando os meninos de Glee onde eles devem ficar quando ela está por perto: no coral ao fundo! Certamente uma grande homenagem a diva “La Cheno”. Quero mais April nas próximas temporadas de Glee! Fica a dica, Ryan Murphy.

2. Rachel – Don’t Rain on My Parade (Episódio 13: Sectionals)

Don't Rain On My Parade (do musical Funny Girl)

Glee possui uma grande estrela, uma diva, e o nome dela é Rachel Berry (Lea Michele). Não importa que a Mercedes consiga atingir as notas de And I am telling you I’m not going, nada barra a voz e o talento de Rachel. Só ela consegue chegar junto dos grandes nomes como Kristin Chenoweth e Idina Menzel sem deixar nada a dever. E sua versão de Don’t Rain on My Parede veio pra tirar qualquer dúvida – se é que alguém ainda tinha – de que essa menina vai longe. E se alguém ainda vier com o papo de “autotune” é só procurar as versões ao vivo no Youtube. Será que a diva-mor (aka Barbra Streisand) viu? Porque é uma música realmente muito difícil, e é preciso muito mais que um narigão pra dar conta… E ai está: Rachel Berry! O momento foi tão arrepiante que os grandes “finales” You can’t always get what you want e My life would suck without you ficaram basicamente apagados. A glória era toda dela, e só não ficou com o ouro desse top porque eu tenho um carinho todo especial pela  música medalha de ouro.

1. Rachel/ Finn/ Kurt/ Mercedes/ Tina/ Artie – Don’t Stop Believing (Episódio Piloto)

A primeira vez a gente nunca esquece, rs.

Essa música já fazia parte do meu repertório musical porque meu pai adora Journey, mas depois do episódio final de Família Sopranos, ela ganhou uma nova referência, meio macabra até, e foi preciso Glee para mudar essa história e me fazer cantorolar feliz por ai Don’t Stop Believing enquanto faço air guitar e air drums (I am THAT good! rs). Sei que o Mr Shue deu nota 9 e falou que eles precisavam de um 10, e acho que eles conseguiram isso no episódio final da série, que foi uma grande homenagem a ex-banda de Steve Perry, mas pra mim a escolha da versão era óbvia. Até porque foi exatamente a versão que eles fizeram dessa música que me puxou pra Glee. Eu via o teaser na FOX onde nada acontecia, só se ouviam os “Da da da da. Da da da da…” e era realmente empolgante e intrigante. Eu ficava imaginando o que seria essa série, e onde a música se encaixava… E ao assistir o episódio piloto, foi de arrepiar quando eles finalmente começaram a cantar esse clássico do Pop/Rock. Naquele momento eu *sabia* que eu me tornaria uma gleek!

[abaixo o clipe - for real!!]

From the top!


Top 5 (Musical Monday) – As novas divas dos musicais

Junho 7, 2010

Eu vou admitir que hoje entrei em crise existencial porque ia montar um top 10 que não deu certo pela minha insegurança no assunto. Sério, pasmei. Como assim? ME? Ok eu não conseguir montar um top 10 “Novelas” porque eu certamente não assisti mais de 2 ou 3 na íntegra (se isso), mas um top 10 com tema musical? Tá certo que eu não sou o Fil (freak dos musicais/cinema), nem muito menos a minha irmã (freak dos musicais/Broadway), mas ainda assim… Isso me deixou tão bolada que vou ver se monto um intensivo pro meu final de semana, rs. Eu até montei o top 10, mas os três últimos colocados screamed “esgotei todos os nomes que eu conheço e agora to apelando”! Então achei melhor eu vestir as sandalhas da humildade, baixar a bola, e parar de colocar mais 5 coisas no meu top megalomaníaco. Vou do tradicional “Top 5″ mesmo. E o tema da vez é sobre as “novas” divas, aquelas que na minha opinião vão ter os nomes consagrados perto das grandes e eternas (um dia faço um top 5 dessas). Pesado né? Aposto que o Fil tá pensando “As if!” nesse exato momento, mas até ele ha de concordar com algumas das minhas escolhas… I hope! rs

obs: Tony = oscar do teatro norte-americano. Now you know.

5. Sara Ramirez


Eu sei que todo mundo conhece a Sara por seu papel como Dra Callie Torres em Grey’s Anatomy, mas poucos sabem como foi que ela chamou a atenção da ABC pra conseguir esse posto. Sara já tinha um backgroung de teatro fazia um tempo, e ganhou grande destaque – além do Tony de melhor atriz – com a comédia Monty Python’s Spamelot baseado no filme Monty Python e o Cálice Sagrado. Reza a lenda (rs) que alguns produtores da ABC compareceram a peça e gostaram tanto da atriz que disseram que ela podia escolher qualquer uma das séries em andamento, que um papel seria escrito especialmente pra ela. Espertinha que só, ela escolheu a série número 1 do canal e virou o novo interesse romântico de George O’Malley. Eu só espero que a Sara não abandone por completo a música, ou já já vai sair da listinha. Mas como ela cantou pra trilha da série, e diz que pretende retornar a Broadway, vamos deixá-la aqui para futuras referências… e vai que rola um episódio musical em Grey’s?

Sara Ramirez canta Find Your Grail (Spamelot @ Tony Awards 2005):

4. Audra McDonald


Taí outro grande talento da Broadway que a Shonda Rhimes conseguiu pra uma de suas séries, mas contrário ao sucesso de Grey’s Anatomy, eu acho Private Practice uma chatice só. O que é um absurdo se você considerar que é da mesma criadora e tem duas “lendas” dos palcos no elenco principal: Taye Diggs (elenco original de Rent, e maridão da nossa medalha de bronze) e a sensacional Audra McDonald. Talvez a Audra até merecesse o terceiro lugar, em termos vocais, mas no conjunto da obra ela perde pra queridona que vem a seguir. Anyway, em Private, Audra vive Naomi, uma médica nhenhenhe, que vive imersa nos dramas e relacionamentos da série (ali é impressionante, um troca-troca sem fim entre o elenco principal), mas o que poucos sabem é que ela é detentora de quatro Tonys (3 deles antes dos 28 anos, uma prodígio) e dois Grammys. É, a mulher é sinistra e foi eleita recentemente pela Times como a terceira maior diva da Broadway atual. Vamos conferir o vozeirão?

Audra McDonald canta I have Confidence (A noviça rebelde – foi difícil escolher uma dela. Cantou tantos clássicos nesse show, desde Judy, a Barbra, a Julie Andrews. Essa mulher é foda!):

3. Idina Menzel


Lembro bem a minha iniciação no “culto Idina”, rs. Eu estava vendo o filme Rent e lá vinha ela na pele da bissexual Maureen. Foi sensacional, ela parecia muito cool, e tinha aquela voz… Depois disso eu fui descobrir que ela fazia parte do elenco original da peça, que foi um dos maiores sucessos da Broadway ever! O filme eu já falei que, pra mim, deixa a desejar, mas Idina estava sensacional. Depois disso, ela se consagrou como Elphaba, aka Bruxa Má do Oeste, na peça Wicked, e ganhou seu primeiro Tony. além de umas costelas quebradas em sua penúltima apresentação (no dia seguinte ela apareceu de roupas normais e cantou a música final, sendo ovacionada de pé por umas 3 horas, rs… ou algo assim). Também fez participações pequenas na série Private Practice (do maridão Taye Diggs) e no filme Encantada, mas foi como Shelby Corcoran em Glee, que Idina se fez conhecida a um público mais pop. Tomara que ela volte pra segunda temporada da série! Medalha de bronze pra ela que fez um dueto sensacional de Poker Face com nossa segunda colocada do top…

Idina canta Defying Gravity (do musical Wicked):

2. Lea Michele


Deve ser muito difícil travar um dueto com a Idina Menzel e não se sentir intimidada. Se isso aconteceu com Lea Michele, não transpareceu. Ela não só chegou junto, como foi além. Eu fico só com medo dessa hype toda subir a cabeça da Lea, porque afinal de contas, elas ainda é “baby”, e ouvir o criador da série comparando sua voz a divas como Barbra Streisand, infla o ego de qualquer um(a). E uma coisa é fato: the girl can sing! Atuando nos palcos da Broadway desde os 8 anos, Lea ganhou visibilizadade ao viver a protagonista de O despertar da primavera, no elenco original. Mas foi como Rachel Berry, em Glee, que sua vida se transformou do dia pra noite. Agora resta observar e ver qual caminho Lea vai traçar e se vai efetivamente se firmar como uma das maiores divas da atualidade. E vou dizer, a versão dela de Defying Gravity é ainda melhor que a original! Essa aí vai longe… os wicked twins são fãs de carteirinha.

Lea Michele canta Touch Me (difícil achar coisa dela ao vivo com qualidade decente, e não aguento mais Own my own)

E quem será o primeiro lugar?

(drums rolling)

1. Kristin Chenoweth (aka La Cheno)


Alguma dúvida? Eu estou completamente em “awe” pela voz e talento dessa mulher, quem não lembra, já coloquei ela cantando I’m hopelessly devoted to you aqui no blog! Veterana da Broadway, La Cheno, como foi carinhosamente apelidada, levou o Tony por You’re a good man, Charlie Brown, atuou junto a Idina no elenco original de Wicked, como Glinda, a bruxa boa, e finalmente, em sua migração para a Tv levou o Emmy como atriz coadjuvante em Pushing Daisies. Com uma das carreiras mais sólidas na Broadway, Kristin já deixou seu marco e continua atraindo atenção onde quer que passe. Sem contar que sua participação em Glee como April Rhodes foi certamente a cerejinha dessa temporada, e deu tão certo que aproveitaram pra dar repeteco depois do break (a temporada ficou dividida em duas partes devido ao American Idol). E o mais incrível é que o segundo episódio que ela participa é meio fraquinho, mas se salva por seu cover de One less bell to answer/ A chair is still a chair (dueto com Matthew Morrison), da Barbra, e a música final Home, do musical The Wiz. SENSACIONAL! Sem contar que ela por si só é foda, e foi a primeira a descer o cacete – com muita finesse – no babaca do Ramin Setoodeh, que escreveu um texto super homofobico pra Newsweek (quer saber mais, clica aqui). Palmas pra ela que a gente s2!

Como conseguir vídeos de Glee no Youtube é Missão Impossível, ai vai o clipe com sync duvidoso de One less bell to answer/ A house is not a home:


Top 5 – Filmes de sempre

Maio 27, 2010

A idéia pra esse top 5 da semana veio quando o Fil comentou “Outra vez?!” depois que eu postei o cartaz do filme assistido no orkut (ok ok, suspense porque o filme vai entrar no top) e parei pra pensar em quantas vezes já tinha visto aquele filme, e porque tinha escolhido exatamente aquele filme quando ainda tinha uma pilha de filmes inéditos esperando na fila. E comecei a pensar em filmes que sempre me deixam feliz quando eu os assisto, ou que eu simplesmente tenho prazer de deixar passando enquanto tento pegar no sono (e acabo vendo o filme na íntegra e acordando com cara de cruz-credo no dia seguinte). Acho que todo mundo tem um filme assim na lista, e normalmente são filmes felizes, ou minimamente tearful. Não?

A minha lista começa assim:

5. Um homem e uma mulher (Un homme et une femme, 1966)

Esse filme é lindo! Eu amo amo amo, mesmo com todo o badabadabada brasileiro afrancesado, e tem minha musa Anouk Aimée na sua melhor fase diva de cabelos wellaton. Esse filme não é nada bobinho, nada comédia romântica, nada cliché, e pra mim é um dos poucos filmes que conseguem passar a sensação de estar se apaixonando. Vergonhoso admitir que assisti a esse filme pela primeira vez no ano passado, então ainda não consegui transformá-lo num concorrente mais forte nessa lista de filmes que eu gosto de assistir “do nada”. Porque essa é a idéia, você tá em casa num domingo a tarde, com um monte de filme inédito pra assistir, e acaba voltando nesses mesmos filmes, por qual tem uma espécie de carinho, pelas emoções que eles evocam. Recomendo a todos assistirem esse clássico do diretor francês Claude Lelouch. O filme  ganhou uma continuação “20 ano depois”, mas dizem que é ruim, e que estraga um pouco as memórias do primeiro filme, então ainda não resolvi se assisto ou não (a segunda opção está ganhando so far). E eu prometo que isso é o mais “cult” que esse top vai ficar, rs.

Agora um guilty pleasure que até hoje me persegue:

4. Show Bar (Coyote Ugly, 2000)


Eu sei, eu sei! Mas o que eu posso fazer? Esse filme marcou uma época da minha vida onde eu tava meio mal, e pra me sentir melhor colocava esse filme porque era bobinho e nada ameaçador. E eu precisava daquilo. Era ótimo, eu via a protagonista passar da menina bobinha do interior à mulher confiante que cantava Blondie no balcão do bar e pegava o cara gostosinho do filme. Era previsível e ainda assim divertido. Sem contar que esse filme trouxe a minha “vida colorida” ninguém menos que Piper Perabo herself e Maria Bello (que como diria meu amigo Dennis, deveria chamar-se Maria Bella). E ainda tinha a Bridget Moynahan, que não é lá boa atriz, mas é boa. rs

3. Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes, 1991)


Esse era o filme a que me referia quando comecei o post. Aquele que escolhi pra assistir no final de semana e contabilizou a 47ª vez que vi o filme (brinks, contei não, mas deve ser por ai)! Eu sempre ouvia falar do filme, da famosa cena da Kathy Bates surtada batendo o carro mas foi só depois de ver o doc The Celluloid Closet, sobre a homossexualidade em Hollywood, que decidi ver o filme e como era aquela relação cheia de subtextos (eu já tava craque nisso depois de 6 temporadas de Xena). O mais bizarro é que mesmo não sendo explanado, o filme ainda é melhor que o livro de Fannie Flagg. Go figure! Mas o que importa é que Tomates Verdes Fritos sempre me deixa feliz, e adoro ver a interação e química da Mary-Louise Parker com a Mary-Stuart Masterson. Um clássico.

2. Livrando a Cara (Saving Face, 2004)


Eu falei desse filme no meu último top 5, non? Ou um dos últimos que postei aqui. E esse filme é uma delícia de se assistir. Eu morria de preconceito contra o filme mas decidi dar uma chance num momento tão queer-starved, que a princípio estava topando qualquer migaylha, e não é que valeu *muito*  a pena? Até porque atualmente figura no meu top 3 filmes lés ever. E o filme não fica só nisso, é a relação mãe e filha também, que é hilária. Joan Chen, que faz a Ma (mãe) está simplesmente sensacional e hilária no papel. O melhor é ver depois uma entrevista com a diretora Alice Wu que tem no Youtube onde ela conta que estava com receio de escalar a Joan pro papel porque a considerava muito sexy, e que quando a Joan ficou sabendo disso começou a bombardiar sua caixa de emails com fotos em que ela julgava estar “normal”! Sensacional essa história, e depois de ver o filme fica ainda mais engraçado. Pra ver que não é tão bobo quanto você pensa, o filme foi selecionado pro festival de Sundance, meu queridinho dos filmes indies weirdos. Então porque não dar uma chance?

1. Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice, 2005)

Quem quiser ler a crítica já feita no blog, clica aqui.

Elizabeth Bennet e Mr. Darcy levam a medalha de ouro no filme que eu mais gosto de rever e rever quando to num mood feliz ou num mood duvidoso, meio blé. Tudo nesse filme me deixa feliz, desde a fotografia linda, a trilha sonora de Dario Marianelli, as atuações impecáveis do elenco como um todo. Engraçado que esse é mais um filme que eu deixei de ver no cinema por puro preconceito. Achei um porre o trailer e essa coisa “história mulherzinha de época”, mas o filme vai tão além… é muito mais do que isso. Eu tenho que admitir que li muito pouco Jane Austen, mas dos que li, é Orgulho e Preconceito meu romance favorito, e Elizabeth Bennet uma das personagens mais intrigantes e “revolucionárias”. Adoro a paixão com que ela argumenta suas idéias, sua postura perante aquela sociedade, e sua admirável capacidade de entender quando errou e pedir desculpas. Lindo!

E por hoje é só, pessoal!


Top 5 – Momentos de VA no entretenimento

Maio 14, 2010

Antes de mais nada, pros que vivem na estratosfera e não sabem o significado de VA, anotem mentalmente: VERGONHA ALHEIA. Sim, existe uma sigla pra definir a sensação que te consome quando vê uma pessoa fazendo algo que deveria ser proibido por lei. As vezes é sem querer querendo, e é muito hilário, mas não te impede de colocar a cabeça – roxa de vergonha alheia – em baixo do travesseiro e cantar “lalalalalala”. Eu sofro desse mal. E pelo visto a Zuzu também, porque foi ela que deu a idéia de fazer o post. Como era esperado que eu fizesse VA no cinema, eu resolvi mudar o recorte e fazer “VA no entretenimento”, dando margem para alguns momentos clássicos e obrigatórios no nosso repertório de piadas internas.

Ah sim, detalhe, o Fil me deu um dos 5 integrantes desse top e pediu que eu dissesse que era “nosso”. E não, não é nosso, mas ele certamente mandou muito bem e tirou da cartola uma cena suuuuper VA. Não vou dizer de cara qual foi. Tentem adivinhar!

5. Avril Lavigne canta Fuel numa homenagem ao Metallica.

Sério, foi muita vergonha alheia ver os caminhoneiros do Metallica com sorrisos amarelos vendo a fedelha tosca da Avril Lavigne fazendo cover de Fuel e tentando dar uma de “metaleira” ou “rockeirinha estilosa”. Os caras não sabiam onde enfiar a cara. Ela é o tipo de artista que eles sacaneariam under normal circumstances. Pavoroso! Tinha que ser a MTV pra fazer um “cruzamento” desses. Os caras já tão na fase “fim de carreira” desde o St Anger (aquele cd onde o Lars usou latas de Suvinil como bateria), e esse momento foi como enfiar uma estaca no coração, urinar e depois tacar fogo nos coitados.

4. Crepúsculo/Twilight School of acting

Essa saga por si só já provoca doses extremas de VA, seguidas de ódio mortal a la “Um dia de fúria”,  obviamente. Mas quando você assiste ao filme, começa a se contorcer na cadeira por diversos motivos: história pavorosa, vampiros porpurinados, lobos de CGI.. e por fim: as atuações (se é que você pode chamar de atuação)! Pra mim, o pior ali é o queridinho das menininhas, o tal Robert Pattinson/ Edward Collen. As caras e bocas do cara são surreais de Joey Tribianni Acting Class, sabe? Tipo, arranca um pentelho através do bolso e faz cara de dor? Exato. Infelizmente, se tem uma montagem malhando o galãzinho, eu não achei. Em compensação, Kristen Stewart vai queimar no inferno do Wicked Twins, porque achamos uma montagem perfeita pra ilustrar sua inabilidade de atuar nessas bostas de filmes. Eu não gosto de levar pro lado pessoal da coisa, porque pra mim ela tem seu charme “estranhinha” e atuou direitinho em filmes como Speak, Adventureland e The Cake Eaters. Sem contar que ela tá trilhando um caminho indie interessante… Mas por enquanto a gente queima ela aqui e ainda manda um “Bem feito. Quem mandou fazer essa merda?”.

3. Justin Bieber não fala alemão. Nem sabe do que se trata.

Eu não fazia idéia de quem era essa criatura. A primeira vez que vi uma foto dele achei que era mais uma lésbica arrumadinha cantando ao violão. Mas não, era muito pior que isso. Um garotinho esqualido, que se diz cantar alguma coisa (não sei, nunca ouvi. Nem muito menos pretendo), começa a virar top TT (trending topic) no twitter e ganha fama em proporções irritáveis. Eis então que ele solta uma pérola, uma baita pérola, digna de muita vergonha alheia, mesmo que você deseje a ele morte por sufocação de gel de cabelo lésbico. Basta dizer que o garoto é um ignorante. Uma anta. Se o pescoço fosse comprido, ele aparava a grama do seu jardim. Não vou transcrever a conversa não, clica no play e morre…de VA, claro!

2. Michael Jackson – Aniversariante… ou Melhor artista do milênio?

Esse foi um episódio tão VA que até hoje ele provoca o mesmo efeito “Eu não quero olhar! É vergonha demais pra uma pessoa só”. Mas vamos explicar o que aconteceu, caso você não faça idéia desse momento, mais uma vez originado pela Mtv americana (mas dessa vez não foi culpa deles): Britney Spears subiu ao palco com seu outfit dominatrix para chamar ao palco o rei do pop, Michael Jackson, e presenteá-lo com um bolo de aniversário. Em algum momento de seu discurso de apresentação, ela se referiu a MJ como o artista do milênio, e ai já sabe como megalomaníacos funcionam, né? O cara só captou aquilo da apresentação, e prontamente subiu ao palco para agradecer seu PRÊMIO DE MELHOR ARTISTA DO MILÊNIO! Hahahaha. Sério, é muita VA. Quase ficou com o primeiro lugar, mas perdeu pra outra pérola. Com vocês, o vídeo do lapso megalomaníaco de MJ! Don’t stop ’till you get enough!

1. Tom Cruise surta no programa da Oprah

Pra quem adivinhou o primeiro lugar: “boo hoo pra vocês”! Era óbvio que esse ia ser meu momento número 1. Eu já não gostava muito do Tom Cruise antes, mas depois desse surto na Oprah, ele virou uma caricatura, a personificação da VA, e impossível de se levar a sério seja como pessoa ou como ator. Se eu fosse a Katie Holmes tinha terminado ali mesmo. Na hora que ele vai atrás dela, OH MY FUCKING GOD, é de ficar roxo e cair da cadeira. Que momento riiiiiidículo! Esse mané nunca devia ter mandado a assessora anterior dele embora. Pelo visto ela era a única coisa, barreira, entre o verdadeiro Tom Cruise e a humanidade. E vou dizer, o verdadeiro Tom Tom é um louco! Um maluco beleza! Um cientologista (hihihi)! Agora vamos ao que interessa, os vídeos que revelam esse momento!

1º vídeo: O “original”…

2º vídeo: Como realmente aconteceu…

3º vídeo: Uma paródia, ou simples reencenação?


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