Crítica – Drag me to hell

drag-me-to-hellO Sam Raimi teve um passado com filmes de terror B que eu já tinha ouvido falar, mas que ainda não tinha assistido. Acho que o mais próximo de terror dele pra mim foi o Por Amor, com Kevin Costner, ou O Dom da Premonição, com a Cate Blanchett prevendo a morte da Katie Holmes, e ainda assim conseguiu ser ruim. Mas depois desse Arraste-me para o Inferno, fiquei curioso pelos Evil Dead. Acho que se tem algum estilo de filme de terror que eu goste é esse, repleto de humor negro.

O mais difícil, e acho que Sam Raimi conseguiu brilhantemente, é encontrar a linha entre a comédia e o terror, se levar a sério só o suficiente. E eu morri de rir com esse filme, MESMO. É a comédia do ano. Mas ainda assim o terror dele é bacana. A concepção estética é ótima, as imagens criadas são assustadoras, mas a elaboração das cenas é que tornam tudo perfeito. Por exemplo, a melhor cena, a velhinha atacando no carro. É creepy, é nojento, e acima de tudo, é divertidíssimo. Ela mordendo sem dentadura, a régua, a pedra quebrando o vidro… é sem noção, é nojento, causa aversão, e eu AMEI.

A história impressiona pela objetividade. Christine (que nome, né? Já remete a Stephen King!) é amaldiçoada depois de recusar um adiamento da cobrança de hipoteca a uma velha cigana. Bem… basicamente é isso. Não tem muita enrolação. Alison Lohman tá perfeita, bem longe de ser as péssimas atrizes tão comuns ao gênero. A cena em que ela tem que abrir um túmulo, no meio de uma tempestade, tinha tudo pra ser cliché, mas parece tão divertido, e é tão bem feita, que parece uma homenagem ao gênero. Também gostei muito dos efeitos pouco computadorizados. Sempre gostei de uma coisa mais old fashion, talvez por isso não goste dos novos Indiana Jones, e ache o primeiro Jurassic Park mais assustador. E acho que depois de quase uma década fazendo Homens Aranhas computadorizados voarem por NY, Sam Raimi devia estar com saudades de suas raízes.

Dou crédito também pro Rodrigo, meu movie buddy. Tirando a Wicked Sis, ninguém é melhor pra ver um filme trash assim, com comentários precisos pra engrandecer a obra. Principalmente quando eram direcionados pro Sr. Sem Noção procurando algo numa sacola barulhenta por 10 minutos, ou o peso oscilante da Alison Lohman, que variava 3 vezes na mesma cena. Muito bom! Eu recomendo!

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Nota: 7,5

3 respostas a Crítica – Drag me to hell

  1. Eu quero mto ver, mesmo vc já tendo me contado várias paradas! hihihi, Mas acho que vou achar hilário também. Que pena que não pude ir com os dois no cinema. Sei que ia rir mais dos comentários que do filme😀

  2. Re Freihof diz:

    Me bateu uma invejinha da Christine, gente! Queria tanto uns beijos daquela velhota também! rs Hummm, delícia!😉

  3. Julie diz:

    Ahn… ainda não me animou pra ver não! Hahauahuahua!
    Filme de terror só vou se for de grátis!😛
    beijos =****

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