Crítica literária – Tipping the Velvet de Sarah Waters

Tipping_livro

Eu me lembro bem de como foi que cheguei na literatura da inglesa Sarah Waters: na semana da diversidade sexual da GNT eles exibiram a mini série Tipping the Velvet, baseado no primeiro livro da autora. Estava trocando os canais e de repente “uh hu! De onde saiu ISSO?”. E assim começou um dos meus maiores casos de amor com a literatura inglesa,  sáfica, diga-se de passagem, e passei a comprar os livros da autora. Comecei pelos livros traduzidos para o Português, Na ponta dos dedos (Fingersmith, 2002) e Ronda Noturna (The Night Watch, 2006), depois Affinity (1999), e finalmente voltei onde tudo começou ao ler Tipping the Velvet (1998), que terminei anteontem. E é desse mesmo livro que pretendo falar um pouco.

Pra início de conversa, a história se passa nos tempos vitorianos da Inglaterra, e a protagonista do livro é a jovem de 18 anos Nancy “Nan” Astley, que vive e trabalha com a família numa cidadezinha a beira-mar. Ela se apaixona por uma artista chamada Kitty Butler, que se apresenta no teatro da cidade vestida de homem. Devido a sua frequente presença no espetáculo, e seus conhecidos que trabalham no local, as duas acabam se conhecendo e ficando amigas. Kitty então recebe uma proposta para levar seu show para Londres, e ela convida Nan para ir com ela e trabalhar como sua assistente pessoal. Daí pra frente a história apresenta reviravoltas inesperadas, e leva o leitor num passeio extraordinário.

Adaptação para Tv

Adaptação para Tv

Eu fiquei mais “preguiçosa” pra ler esse livro porque era o único dela que eu já tinha visto a série antes. Sem contar que o preço dele aqui no Brasil era bem salgado (agora você encontra por 34,90 na Saraiva online, que é um preço mais justo já que é importado). Tanto Affinity como Na ponta dos dedos também foram adaptados pela BBC inglesa, mas esses eu tive o cuidado de ler antes de assistir as adaptações. Afinal, os livros são sempre melhores (salvo raríssimas exceções, que um dia farei um Top 5, rs). Mas fiquei feliz de ter comprado e lido, valeu a pena. Uma vez que você entra na história não tem como parar! Recomendadíssimo!

Uma pena que o novo livro da Sarah seja “hétero”. Nada contra, mas acho que todo mundo sabe que de livro hétero já temos o suficiente, e de bons autores também. Mas infelizmente, livros com temáticas sáficas são mais difíceis de se encontrar, ainda mais na qualidade dos livros da Sarah Waters. Ela diz que tem mais um livro HT no contrato, mas depois disso volta a escrever histórias com casais lés. Amém!

Fica a dica!

3 respostas a Crítica literária – Tipping the Velvet de Sarah Waters

  1. ftostes diz:

    Parece ótimo esse livro, mas acho que a foto da adaptação não faz juz… E você tinha esquecido de me dizer over lunch que se passava na época vitoriana…

  2. Fúria diz:

    Eu ainda não li todos esses, só dois: Affinity e Night Watch, amei o primeiro, achei besta o segundo. Os outros dois, e duas das minisséries (Fingersmith e Tipping the Velvet) estão na fila pra serem degustados, mas agora não tô tendo tempo.

    Gosto do jeito como ela vai enredando a gente na história, como se não fosse nada, não estivesse nem ali…

    Bjo!

  3. Andresa diz:

    Eu vi a adpatação de Tipping the velvet, amei… Vou comprar os livros e tentar lê-los antes de ver as outras adpatações… Tbm acho que os livros são mto melhores…

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