So long, farewell…

Wicked friends, com a volta do nosso querido Fil das terras do Norte, eu me despeço de vcs (oh, lágrimas! rs). Não pra sempre, claro, de vez em quando eu dou uma postadinha aqui, pra não perder o nosso bom hábito. Até porque onde mais a gente vai destilar o veneno? (e fazer um bom bate boca? rs)

Pra fechar, queria fazer um post falando sobre o livro que acabei de ler, é que é absurdamente maravilhoso, tipo virando preferido ever, que é “A Insustentável Leveza do Ser”, do Milan Kundera. Existe um filme também, do Philip Kaufman, que verei hoje a noite, com Juliette Binoche e Daniel Day Lewis. Pelo que eu andei passando pelo filme são muitas putarias e pouca filosofia, diferente do livro.

O livro conta, entre outras coisas, a história de Tereza e Tomas, um casal na Tchecoslovaquia do fim dos anos 60. Kundera usa do romance dos protagonistas para fazer reflexões sobre a vida, e o peso da leveza. Não quero contar muita coisa (e é dificil mesmo escolher algo do que falar, são muitas coisas), mas vou misturar mais uma coisa (já foi “Critica literaria” e “Criticia de cinema” prometida, nesse post), e fazer dois “quotes para a eternidade” do livro:


“Se Karenin fosse um ser humano em vez de um animal, certamente já teria dito a Teresa muito tempo antes: “Escuta, não acho graça de ter que levar todos os dias um croissant na boca. Não poderia descobrir alguma coisa nova?”. Essa frase contém toda a condenação do homem. O tempo humano não gira em círculos, mas avança em linha reta. É por isso que o homem não pode ser feliz, pois a felicidade é o desejo de repetição.”

“Se lhe perguntassem o que lhe acontecera, não teria palavras para o dizer. Pode sempre explicar-se o drama de uma vida através da metáfora do peso. Costuma dizer-se que nos caiu um fardo em cima. Carregamos com esse fardo, suportamo-lo ou não o suportamos. Lutamos com ele, perdemos ou ganhamos. Mas o que acontecera ao certo a Sabina? Nada. Deixara um homem porque queria deixá-lo. Esse homem tinha vindo atrás dela? Tinha querido vingar-se? Não. O seu drama não era o drama do peso, mas o da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser”.

“Até aqui, os momentos de traição exaltavam-na e ficava sempre cheia de alegria só à idéia do novo caminho que se abria e da aventura sempre nova da traição que a esperava no fim da viagem. Mas que aconteceria se a viagem acabasse? Pais, maridos, amores, pátrias podem trair-se, mas o que resta para trair quando já não houver pais, nem marido, nem amor, nem pátria? Sabina sentia um grande vazio em tomo de si. E se esse vazio fosse precisamente o fim de todas as traições?”.

“Até aqui, é claro que não tinha consciência disso, e é bem compreensível: o fim que se persegue está sempre oculto. Uma rapariga que quer um marido, quer uma coisa que desconhece completamente. O rapaz que anda em busca da glória não faz a mínima idéia do que a glória é. O que dá sentido à nossa conduta é sempre uma coisa completamente desconhecida. Também Sabina não sabe que fim se oculta no seu desejo de trair. A insustentável leveza do ser poderá ser considerada como um fim?”

7 respostas a So long, farewell…

  1. Ana diz:

    Puxa, agora que tava ficando bom?

    Volte sempre!

  2. ftostes diz:

    Thank you for the music, Wicked Brow. Ainda não li tudo que vocês escreveram nessa minha folga, mas vou tentar colocar em dia! Saudade de você! Seja bem vindo a postar quando quiser! E muito obrigado por fill in, you were a sweetheart!

    Bisus

  3. ftostes diz:

    E Obrigado, ¬¬

    graças ao seu titulo, n paro de cantar A Noviça Rebelde!

  4. Mas ele vai continuar escrevendo de vez em quando. =)
    Vai ser nosso colunista! rs

  5. ftostes diz:

    Só pelo charme de falar que tem colunista, né?

  6. step twin diz:

    com colunista eh mais gostoso ahuahaua

  7. Marcela diz:

    So long, farewell, auf Wiedersehen, goodbye
    Goodbye, goodbye, goodbye…

    *esse último é mto agudo tá? hahahahahaha

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