Crítica – Festival do Rio

Então, mesmo achando que eu não ia ver nada esse ano (ha!), até que já deu pra ver alguns filminhos. Como sempre, tem merda no meio, é inevitável. Sabe aqueles filmes que só vão passar no Festival? Pois é, é porque você não precisa assistir! rs Sério, eu fico sempre imaginando: “Como alguém deu dinheiro pra isso? Como ninguém na equipe falou: ‘Cara, isso vai ficar ruim!’ “. Enfim, coisas de Festival…

Viajo porque preciso, volto porque te amo

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Bom, eu achei a idéia do filme espetacular. As imagens tremidas, o super 8mm, a narração, tudo. Mas, sério, para ser um longa falta muito ali. Acho que os diretores podiam ter usado mais o lado documental da coisa, como fizeram com uma prostituta local (melhor parte do filme). As vezes penso que esse tipo de filme é tão importante pra quem faz que fica difícil se distanciar e ver que precisa mudar algumas coisas. Afinal, são 10 anos na mesma ideia. Devia ter sofrido ainda algumas mudanças antes de ser lançado. Enfim, um bom filme, que poderia ter sido excelente. Pena.

O Brilho de uma estrela (Bright Star)

Ok, agora sim um filme excelente. Podem falar que é romântico demais, que é mulherzinha demais, mas é bom demais. E ser extremamente romântico é necessário num filme sobre um poeta romântico. O roteiro é lindo, assim como a fotografia. A química entre os protagonistas (perfeitos!) da ao filme um tom necessário: amor. Simples assim. A direção da Jane Campion (que finalmente faz alguma coisa realmente boa depois de “O piano”, que é um dos meus filmes preferidos) é primorosa. Planos incríveis, delicados. Filme muito recomendado. E preparem os lencinhos.

A Criada (La Nana)

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Supresa, pelo menos pra mim, que não sabia nada sobre o filme. É um filme chileno (se não estou errado) que passou em Sundance e até recebeu prêmios. Com uma cara super DV (quem é da área entende, difícil explicar de outra forma rs), o filme conta a história de uma empregada que trabalha numa casa há 20 anos e enfrenta dificuldades em receber uma ajudante. Super divertido, e ao mesmo tempo sensível. Você vai pouco a pouco gostando da protagonista. Bem legal, e recebeu palmas e tudo no fim (o que é meio ridículo, já que não tem ninguém da equipe lá ne…)

O clone volta para casa (Kuron wa kokyo wo mazasu)

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A gente sempre tem que ver um filme desses no festival. Se não não tem graça. Astronauta que assina contrato pra ser ressuscitado como clone e enfrenta problemas ao voltar por ter um trauma de infância com a morte do irmão gêmeo. Sim, meus caros, é isso aí. Vai dizer que não parece no mínimo engraçado? E não é! É chato demais! Credo. Entra na categoria: “Como alguém pagou pra fazer isso?” Uma pena pra quem tá correndo atrás de grana pra fazer um filme bom.

24 City

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Filme chinês, sobre trabalhadores de uma fábrica chinesa, e a mudança que isso traz nas suas vidas… chinesas. Ok, nada contra os chineses, amo filmes chineses, mas esse talvez seja um filme chinês demais, sobre um problema muito particular da China. Fica difícil se identificar. Sei que isso não é motivo pra achar o filme ruim. E o filme não é. Tem momentos ótimos (especialmente o final), mas tem uma construção tão estranha… com umas imagens demoradas demais entre os depoimentos, e rola até uma trilha eletro nada-a-ver. Filme com depoimentos muito bons (alguns), mas que no conjunto é chato e longo.

Por enquanto é isso. Vamos ver se assisto mais alguma coisa até o final!

2 respostas a Crítica – Festival do Rio

  1. Vc foi a primeira pessoa que eu vi falando “mal” do 24 City. Tava tão curiosa pra ver. E o “A criada” foi o grande vencedor de Sundance… queria ver, mas perdi a chance. Agora só em horários impossíveis pra moi =(

    Tava considerando ir hoje assistir Os Yes Men Consertam o Mundo ou algo assim, mas to com medo de ficar mto tarde e estar cansada. Bleh, to uma velha nessa festival…rsrsrs

    Bright Star é lindo DEMAIS! E o Piano é incrível mesmo…

  2. alguem diz:

    Sobre “O clone volta para casa”, acho que muita gente foi ao cinema achando que é uma comédia (por conta do resumo ou do que imagina ser um filme sobre clones e astronautas) e quando vê que não é, ou não consegue enquadrar o filme, botar um rótulo, acha chato e gasto de dinheiro. Adorei o filme (restrições, só ao médico, bem caricato, e a 2 ou 3 cenas, mas nada demais). No dia seguinte, gostava cada vez mais. Meio ficção científica, meio drama existencial (pronto, botei meu rótulo).

    24 City é espetacular. É CINEMA. Desculpa, mas não importa se é na China ou na África do Sul. Se fosse em Nova York ou Los Angeles a gente ia achar normal e próximo?! E, na boa, a história não é da China. É do nosso mundo, acontece aqui com a gente o tempo todo, é só olhar. E ainda por cima tem o belo (e bem humorado) uso (de um recurso que não é novo) de misturar pessoas e atores (em parte improvisando) sem dizer quem é quem. Você notou que parte dos depoimentos é de atores, né?! Inclusive aquela que diz que é parecida com uma atriz é a própria atriz. Shooooow. O melhor que vi até agora.

    Sugestão: “Mother”. Também quebra muito nosso hábito de ficar botando etiqueta nas coisas. É um filme sobre um assassinato. Mas é 100 milhões de vezes mais do que isso. Quando a gente vê, putz… Veja.

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