Crítica – Festival do Rio

Tenho que admitir que estou um pouco “fraca” no Festival do Rio esse ano. Por enquanto vi somente quatro filmes, número realmente insignificante se comparado aos anos anteriores. Mas tudo bem, como meu Step Twin mencionou, a grande maioria dos filmes bons estreia, ou fica disponível na nossa “locadora virtual”, então não vamos arrancar os cabelos e nos desesperar. Até porque sempre tem filmes na lista de espera, e essa semana ainda tem o Telecine Cult fazendo programação de festivais antigos, o que é bacana, e consegui assistir ao excelente Revanche (do ano passado) assim.

Mas focando nesse festival vamos ao filmes que já vi, so far:

viajo pq preciso1. Viajo porque preciso, volto porque te amo de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes.

Ain, vou dizer que fiquei decepcionada. Sei que todos os super-cults que procuram o “cinemá avec savoir faire”amaram, mas eu realmente achei fraco. Achei forçado, e só chegou onde chegou porque é de quem é, rs. O filme está na tentativa de ir pras telas desde 1999, segundo os próprios diretores, e por muito tempo eles se perguntaram se tinha mesmo um filme ali. A minha resposta pra pergunta deles seria SIM, tem um filme, um curta metragem, ou talvez um média. Mas não, não tem um longa ali. Tem um longo tédio meu, remexendo na cadeira, olhando o relógio pra verificar quanto tempo faltava pra eu pular fora dali.

Nota: 4,0

barba zaul2. Barba Azul (Barbe Bleue) de Catherine Breillat.

Quando eu vi no jornal que a classificação indicativa desse filme era de 12 anos, eu sabia que algo estava errado. Filme da Catherine Breillar 12 anos? Impossível… Mas não, estava correto. O filme foi feito para TV e parece que ficou também no sai, não sai. É interessante, mas poderia ter sido infinitamente mais se soltassem as rédeas da diretora, famosa por seus filmes com forte sexualidade, como Romance X, A anatomia do inferno, Para minha irmã, e meu preferido: Brève Traversée.

Nota: 5,5


tokyo3. Tokyo! de Michel Gondry, Leos Carax e Joon-ho Bong

Esse foi uma boa surpresa. O Michel Gondry eu sabia que não ia decepcionar, e foi realmente o melhor dos três filmes. Ele tem uma criatividade que me dá vontade de comer o cérebro dele! Incrível! O segundo filme, Merde, dirigido pelo Leos Carax, é meio merde mesmo… E muito nojentinho demais pro meu gosto. Já o terceiro filme é muito bom! Vale a pena pelas diversas críticas ao isolamento social e a necessidade de se conectar com outra pessoa.

Nota: 7,0 (média dos três filmes juntos)


bright star4. O Brilho de uma paixão (Bright Star)

Melhor filme do Festival até agora! Obra prima da diretora Jane Campion. Pra ter noção de quanto eu amei, acho que passou Orgulho e Preconceito, rs. Direção impecável (pode render estatueta), fotografia belíssima, e uma Abbie Cornish de fazer chorar, literalmente. Que interpretação! Realmente provou que está a altura pra disputar o Oscar de melhor atriz com os pesos pesados de sempre, e as novatas já garantidas (a la Carey Mulligan, que parece estar garantida pelo filme An Education, que verei ainda nesse festival). Recomendadíssimo!

Nota: 9,0

2 respostas a Crítica – Festival do Rio

  1. rbrazao diz:

    Bright Star! mto bom!

  2. ftostes diz:

    ai, tenho que fazer meu textinho também, né?

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