Crítica: Servindo em silêncio (1995)

SERVING IN SILENCE(1994)Desde que eu entrei no mundo gay e comecei a catar tudo quanto é filme lés, me deparei com tudo quanto é tipo de filme, e com isso vem os incríveis (ou muito bons) e os “no-way-eu-acabei-de-assistir-a-essa-merda”. Obviamente eu comecei indo atrás dos mais falados, daqueles com atrizes conhecidas (ou gatas, rs), ou os que tinham plots minimamente interessantes. Eu realmente não sei porque eu demorei tanto pra assistir o filme feito para televisão Servindo em Silêncio (Serving in Silence, 1995), já que tinha no elenco ninguém menos que Glenn Close… e Judy Davis. E além disso se baseia numa história real, indicação de que não seria um roteiro mirabolante pseudo-intelectual-lesbianóide desses da vida (acredite, virou moda. Ex: L Word, Mango Kiss, Go Fish, etc).

Tá, eu sei o porque eu enrolei tanto… Dá uma olhada no cartaz do filme. Me diz que não parece uma capa de fanfic tosco lés? E eu deveria saber, já que eu li centenas desses na minha época pós-Xena, quando nada mais inédito existia, e o novo vício eram os fanfics (alguns muito bons, mas outros… dignos das capas). “A sargente fulana e sua amante com cara de velha coroca se amam eternamente, depois de enfrentar suas famílias preconceituosas, seus ex-maridos bigodudos com pança de chopp, e o final seria triste até não poder mais, provavelmente com uma delas – ou as duas – numa explosão sinistra”. Quanto preconceito, não é mesmo? E quebrei a cara. O filme produzido por Barbra Streisand e Glenn Close é excelente, e merece o destaque de um post no nosso Wicked Twins de hoje.

barbra

A verdadeira Margarethe e Barbra, a Diva.

O filme conta a história da oficial Margarethe Cammermeyer (Glenn Close, minha wicked muse), que depois de 25 anos em serviço, começa um relacionamento com a artista e professora universitária Diane (Judy Davis, excelente), e ao tentar uma promoção de cargo assume ser homossexual. Obviamente isso dá start ao caos que se transforma sua vida profissional dentro do exército, já que naquela época (início da década de 90) não existia a política do “Don’t ask, don’t tell”, que já é absurda, mas pelo menos permite que gays e lésbicas continuem a prestar seus serviços no exército.

Diante da pressão do exército, Cammermeyer se manteve firme e processou o exército, por sua decisão homofóbica. E o legal é ver o apoio que ela recebe da família, em parte tardio, incluindo os quatro filhos (Ryan Reynolds de fraldas, basicamente) e o pai consevador. Sem contar que a atuação da Glenn é fantástica, suuuuuper diria que ela tem um pézinho no arco-íris, mas ai seria diminuir o trabalho da atriz, e jamais! O figurino que é uma belezura que só, mas tudo bem. Faz parte da época também, rs.

serving_in_silence_the2Incrível pensar que num filme tão importante e polêmico por seu tema, o que mais “abalou” (no sentido de chocar mesmo) na época, foi a única bitoca que as duas dividem no final do filme. Mas “amem for that, my friends”, porque eu tava pra matar se ficasse naquela coisa celibatária…rs. Não tenham preconceito, vale a pena!

obs spoiler: de curiosidade, Margarethe e Diane ainda estão juntas e se casaram num desses estados americanos que liberam. Bonitinho né?

6 respostas a Crítica: Servindo em silêncio (1995)

  1. ftostes diz:

    Tinha que ter a Barbra no meio, né? rsrsrs Vou ver o filme sim, não vou julgar o filme pena capa. Eu tinha lido sobre ele na biografia da barbra “minha vida”, mas esqueci dele completamente. E a Judy Davis interpretou a Judy Garland num outro filme pra TV, então seu post lés tá cheio de Divas! =P

  2. Eu quero MTO ver o Life with Judy Garland: Me and My Shadows. Vc tem amore? Eu quero quero quero!😀

  3. Zuzu diz:

    Nooossa, Mango Kiss é ridiculamente ruim! Nem me fale sobre os filmes-furadas que eu já assisti só porque tinha visto/lido/ouvido em algum lugar que existia uma, mesmo que só subentendida, relação lésbica. Ai, ai…

  4. jackie diz:

    mangokiss é uma merda federal. ódio de ter perdido meu tempo c ele!!!

    mas esse… recomendado pela ralph? vou ver!

  5. Duda diz:

    Acordei lá pelas três da manhã para ir ao banheiro e na volta ao quarto resolvi ligar a televisão rapidinho para o sono voltar.Programei a t.v. para desligar dali a pouco, mas esbarrei com a sessão Corujão na Globo e o filme Servindo no silêncio.Pronto, não dormi enquanto o filme não acabou e ele só terminou quase às cinco.Eu levanto às seis para o trabalho, mas o filme me prendeu a tal ponto que nem liguei.A história é ótima, as atrizes fantásticas e a temática bem trabalhada.Vale a pena perder algumas horas de sono e assistir a um bom conteúdo.
    Beijos.

  6. ALICE diz:

    que idiota! ainda tem coragem de chamar esse monte de bobagem e deboche de critica. idiota!!

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