Crítica – V

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No ano de 1993 a Fox americana trouxe ao ar pela primeira vez a série Arquivo X (The X-Files) e foi um sucesso absurdo, com nove temporadas, e dois longas. Obviamente nem tudo que o Chris Carter fez foi ouro, prova disso foi o último longa medíocre da série, que se a deusa quiser eles remediam em 2012 voltando a mitologia da série. Mas esse post não é sobre Arquivo X, e sim sobre a novíssima série da ABC (emissora que eu adoro implicar), V.

Mas todos os problemas de V são clássicos de quem subestima um estilo Arquivo X de ser. Todo o dinheiro da tv não vai poupar uma série de ser tosca e provocar risada não-intencional. Arquivo X é aula de como trabalhar histórias de alienígenas e manter a tensão e o suspense, sem cair no ridículo (a menos que intencionalmente). E o mais interessante é que V é uma série antiga, mas como não sei nada a respeito da versão dos anos 80, acho melhor me ater ao que assisti ontem.

V começa querendo provocar um tom sombrio com frases de efeito no estilo “Onde você estava quando o presidente Kennedy morreu?” (Peggy Olsen diria “Na cama com o Pato”, rs – piada pra quem assiste Mad Men) e “Onde você estava quando aconteceram os ataques de 11/9?” e ai começa. Sinceramente, só duas perguntinhas dessas não criam tensão, ou você coloca mais e variado, ou começa com uma só frase de *muito* efeito. Depois começamos a ser apresentados a nossos personagens principais, que vai de 8 a 80: da excelente Elizabeth Mitchell (GIA e Lost) aos inexpressivos fulanos que nunca vi na vida.

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Elizabeth Mitchell como a agente Erica (FBI)

Um dos maiores agravantes pra mim é a maneira como a série fica em cima do muro entre ou escurecer a fotografia e dar uma tensão a la Arquivo X, ou deixar tudo as vistas mesmo e tentar um Battlestar Galactica, que dizem ser muito bom, mas eu nunca vi. E sinceramente, essa indecisão acaba não dando muito certo. Mas ainda dá tempo de consertar. A gente sabe que episódio piloto é algo a parte e que a partir dali a série pode sofrer boas modificações (ou não), ainda mais porque foi um sucesso de audiência.

Os maiores acertos pra mim foram colocar a Elizabeth como centro da trama, porque ela é sempre instigante (embora o cabelo esteja tosco. Alguém faz algo a respeito, por favor?), dar um climinha entre ela e o padre católico (adouro quando esse povo pisa no calo do Papa, rever o Scott Wolf, (eterno Bailey do Party of 5), e ter uma trama de aliens malvados e rogues atual. Tomara que depois do piloto a série dê uma melhorada no “tratamento” como um todo. Lidar com ficção é complicado, não se deve take for granted os geeks desse mundo. Eu deveria saber, já que sou um deles (rs).

Nota final pro episódio piloto: 5,5

Promo de V

Uma resposta a Crítica – V

  1. Julie diz:

    Estão dizendo que essa série é a nova “Lost”. Bom, mais uma que eu não vou conferir, hehehe

    beijos =***

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