Rainbow News, TV Review – Glee s01e09

glee

(SPOILERS ALL THE WAY)

Glee essa semana veio com mais um episódio foda de bom, como só ele tem conseguido fazer. Três histórias se desenvolveram, mostrando que Glee não tem filler em momento algum. E tenho que dizer, não sei qual foi melhor.

Sue, a professora que todos adoramos odiar, parecia ter um evil plan ao colocar uma menina com Síndrome de Down como cheerleader, e ao fazê-la treinar com o mesmo afinco e dedicação que todas as outras. Por fim, aprendemos que mesmo os personagens sendo exageros de protótipos normais de qualquer high school americana (e falo isso tendo estudado por 1 ano em uma), há espaço pra torná-los tridimensionais e mais do que simples piadas de um roteiro afiado. Sue com sua irmã no hospital foi um momento lindo, e muito raro na TV falarem sobre Síndrome de Down.

Outra história lindamente desenvolvida foi a de Artie, o menino da cadeira de rodas que tinha pouca visibilidade no grupo até então. Quando o Glee Club recebe a notícia de que precisaria arrecadar dinheiro para alugar um ônibus especial com acesso de cadeiras de rodas, o pessoal não gosta muito e sem perceber, ferem os sentimentos do amigo. Foi muito interessante acompanhar a história pelos olhos dele, e o número de “Dancing with myself” foi bem bacana. No final, foi divertido ver a coreografia de “Proud Mary” com todos em cadeiras de rodas. Já o romance dele… não sei, Artie foi tão duro com a japinha. Mas entendo, a vida é dura com ele, e na adolescência, as pessoas não costumam cut some slack pra ninguém. Mas deu pena, fiquei com mais pena dele do que dela. É claro que comparado a não poder andar, o problema da maioria pode parecer menor. Mas como diria Ally McBeal, o que tornam os nossos problemas maiores do que o dos outros é o fato de que são nossos, e nós temos que lidar com eles. Logo, cadeira de roda beats timidez any day, mas nem por isso ele pode crucificá-la.

Chegamos então em Kurt, que ao saber que o grupo cantaria “Defying gravity”, uma música de “Wicked” com a qual ele claramente se identifica e sonha em cantar, fica frustrado quando o professor entrega pra Rachel, sem nem deixá-lo audition. Alias, Will levou vários tapas na cara nesse episódio. Seja pelo pai do Kurt, seja pela Sue. Prova de que é fácil ter um discurso e uma ideologia, mas é bem difícil coloca-la em prática. O pai do Kurt (que tem uns olhos liiindos, mais alguém reparou?) compra uma briga na escola para que o filho possa cantar uma música de menina. Foi emocionante, fofo. Parabéns pra quem escreve esses roteiros.

Mas depois de uma ligação anônima chamando o filho de fag, o pai começa a sentir os efeitos de aceitar a sexualidade do filho tão abertamente. Kurt percebe o sofrimento do pai e desafina durante a audition da música de propósito. Foi de cortar o coração. A conversa que eles tem sobre o assunto foi bem tocante pra mim, difícil não se identificar. Acho que de certa forma, muita gente que é gay passa por isso. Ok, você se assumiu, e seus pais sabem de você, mas você precisa se expor tanto? Um argumento é: Sim, é claro. Eu não tenho vergonha de quem eu sou. Por que eu deveria podar o que falo, o que faço, por causa dos outros? Ao mesmo tempo, temos que levar em consideração que temos pais, irmãos, avós, amigos, que vão ter que lidar com as consequências dessa exposição. Ok, foda-se, se eles me amam, vão ter que aguentar? Ou será que nós podemos tentar nos conter um pouco, já que também não queremos ver ninguém sofrendo? Um exemplo claro e real? Será que eu preciso fazer um filme de formatura que fale sobre homossexualidade? Eu preciso ter um blog que fale sobre o tema? Eu preciso postar links gays no meu twitter, sabendo que tem familiares me seguindo?

É um terreno bem complicado, cheio de decisões difíceis. Kurt decidiu não cantar a “música de menina” na frente de milhares de pessoas pra poupar o pai. Mas deixou bem claro que isso não vai segurá-lo, que é apenas o começo. Glee continua bem atual e sem censuras na hora de lidar com a homossexualidade. E eu continuo achando que I was born to watch Glee.

3 respostas a Rainbow News, TV Review – Glee s01e09

  1. O ator que faz o pai do Kurt fez My Name is Earl (que eu adorava e acho que só eu tô sentindo falta…). Ele era um policial machão e caipirão que saía do armário e se casava com o ‘amigo gay’ do Earl. Ele era ótimo na série, como o cara que ainda tava se acostumando com o fato de ser gay e ter um namorado super queer. Ai, saudade de My Name is Earl… =(

  2. Foi muito foda. E depois do episódio fiquei muito viciada na versão dos dois de Defying Gravity =)

    Ia ser legal uma aparição da Idina Menzell na série, depois de termos a outra Wicked Kristin Chenoweth. rs

    E sim Glee é muuuuito divertido, mas episódio foda de bom tem outros fazendo: Mad Men (finale fodaaa), Dexter (embora tenha caido depois da 2ª), Sons of Anarchy, e Bones. Hihihi, brincando. Bones eu sei que é série B… mas eu gostcho!

    Bitocas no nariz amore!

  3. Julie diz:

    FELIPE, AVISA QUE VAI TER SPOILER! hauhauahuaha!

    Eu to acompanhando na FOX!!!!

    beijos

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: