Crítica – Onde vivem os monstros (2009)

Taí um filme de 2009 que merecia ter entrado na minha listinha de Top 10, último post do ano passado, lembram (clique aqui em caso de amnésia)? Exato, eu estava esperando ansiosamente pelo novo filme de Spike Jonze (Quero ser John Malkovitch, Adaptação) e realmente não fiquei nem um pouco decepcionada, muito pelo contrário, acho que foi melhor do que eu podia imaginar: mais wicked, mais sombrio, e certamente mais tearful. Sai do cinema com a cara do Rudolph, inchada, de ter chorado o filme do começo ao fim. Fazia tempo que não me emocionava tanto publicamente, foi quase embaraçoso.

O filme é baseado no livro homônimo (em inglês, Where the wild things are) de Maurice Sendak, que não só escreveu como também ilustrou o livro lançado em 1963. Max é um garoto com grande imaginação e extremamente solitário. Buscando sempre um pouco de atenção da mãe e da irmã, que aparentemente não são o suficiente, Max acaba tendo reações extremas e violentas. Numa briga com sua mãe, ele foge e sua imaginação o leva para outro mundo, onde os tais monstros o nomeiam seu rei e pedem que Max os ajude a manter-se juntos, como uma família para todo o sempre.

Dentre os monstros, é Carol (voz do maravilhoso James Gandolfini, mais famoso por seu papel como o chefão da máfia em Família Sopranos) quem se apega mais a Max. Os dois passam a maior parte do tempo juntos, e compartilham a necessidade de criar um mundo perfeito para aqueles que amam, e quando algo sai do controle deles, ou não acaba como eles gostariam, acabam recorrendo a ações incoerentes. É na metáfora que o filme leva qualquer um com o mínimo de sensibilidade as lágrimas, ou quase isso. É preciso entrar no mundo dessa criança, não necessariamente um mundo de monstros, mas um mundo de solidão, de medo da perda, da necessidade do carinho e amor materno, e principalmente da compaixão e compreensão.

O elenco do filme é absolutamente estelar e conta com Catherine Keener, Mark Ruffalo, James Gandolfini, Cris Cooper, Forest Whitaker, Paul Dano, Lauren Ambrose, entre outros… Mas é no jovem Max Records que está o grande trunfo do filme. Que atuação brilhante e adequada. Não existe um momento de over acting, e tudo isso sem perder o tom infantil. Realmente um achado esse menino. Tudo isso no embalo da trilha sonora mais “fitting” dos últimos tempos: Karen O and the Kids (liderada por Karen O, vocalista dos Yeah Yeah Yeahs) dão forma ao filme, e são a catapulta para o mundo do outro lado da tela. Desde que assisti o filme tenho ouvido non-stop (inclusive enquanto escrevo esse post. Queria lembrar o que senti quando vi o filme. It is *that* good).

Recomendo a todos! E que por favor ao entrarem na sala do cinema tentem esquecer quem está em volta e realmente entender o que se passa ali. Tem coisas simplesmente preciosas, como a cena em que Max se protege na barriga de KW, ou tantas outras que gostaria de citar, mas não quero colocar spoilers no post, pra ninguém fugir com medo de ler algo desnecessário. Acho que não via nada “infantil/adulto” tão bonito desde Ponte para Terabitia (Bridge to Terabithia, 2007), que por acaso estava passando ontem na tv e reassisti (chorei baldes *again*. Esses filmes me destroem). Minha nota?

Nota: 9,5

Awuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu…

6 respostas a Crítica – Onde vivem os monstros (2009)

  1. ftostes diz:

    Quero tanto ver esse filme e ele tá num número ridículo de salas no Rio, vou ter que ver num estação da vida. Tava tão acostumado com arteplex e cinemark. Humpf.

    Ótima crítica, babe. Pure Heart!

  2. Su diz:

    Awuuuuuuuuuuuuuuuuu

  3. Julie diz:

    Quero muito ver esse filme! Fiquei apaixonada pelo trailer e sua crítica me deixou com ainda mais vontade!!!! beijosssss

  4. […] já se esgotou. Pra quem não sabe nada do filme de Spike Jonze (Onde vivem…), pode clicar aqui e voltar na história do nosso blog pra ver minha crítica ao filme. Então porque esse novo post? […]

  5. sr.de todas as respostas diz:

    O FILME EM SI E BOM,MAS ALGUMAS PESSOAS HOJE EM DIA SE ACOSTUMARAM A ASSISTIR FILMES COM MUITOS EFEITOS ESPECIAS POR ISSO QUANDO VEEM UM FILME COMO ESSE ACABAM NÃO ENTENDENDO O SENTIDO E NO FIM ACABAM NÃO GOSTANDO.o filme não precisa ter efeitos especias para ser bom so precisa de uma boa historia,e um bom diretor que saiba o que faz.

  6. WeslleyReys diz:

    Tenho 34 anos e sou perfeitamente normal, nem sombra de insanidade em minha mente…assisti a esse filme por um acaso sem nem mesmo ter visto a crítica e me surpreendi com um filme tão simples e LINDO não há palavras para um roteiro tão bem elaborado ator de excelente performace trilha sonora tão cativante…recomento esse que na minha opinião é um dos melhores filmes que eu já assisti ( e olha que em 5meses eu já assisti a média de uns 480 filmes )…

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