Top 5 – Clássicos imperdíveis para cinéfilos relapsos

Nosso querido amigo Rafael, que essa semana *finalmente* lançou seu hilário blog BrinksTv, deu a sugestão do Top 5 de hoje, que consiste em (nas palavras de nosso querido Rafucko): “Clássicos do cinema que um estudante de audiovisual relapso e não cult TEM QUE VER. Mas que tem que ver MESMO. Bons!” E mesmo com toda essa peneiração de ser absurdamente bom eu ainda estou até querendo arrancar meus cabelos pra tentar encaixar grandes clássicos merecedores de entrar nessa listinha.

Eu tentei ao máximo trazer diferentes gêneros e diretores, mas ainda assim não consigo abranger tudo que é obrigatório de se assistir para os não-cinéfilos que ainda assim apreciam ver bons filmes. Porque você não precisa respirar cinema e ver mais de 200 filmes ao ano pra pra entender e querer ver o bom cinema.

Espero que quem nunca assistiu fique na vontade e corra atrás. Já digo que cortei um da minha lista (e a do Fil, claro). Até porque essa foi a primeira vez que os twins compartilharam suas listas, pra serem 10 filmes “TEM QUE VER”. Acabei tirando dois da minha lista, just so you know! Então ai vamos nós:

5. O garoto (The Kid, 1921)


Por incrível que pareça, esse vai ser o único filme americano da minha lista. E acreditem, nada contra, eu poderia citar diversos filmes Hollywoodianos excelentes de todas as décadas clássicas, mas acabei elegendo esse aqui pra representar o que ha de bom e inovador no cinema americano. Charles Chaplin é certamente um dos maiores nomes no cinema, e dentre seus trabalhos, eu destaco o belíssimo “O garoto”. No filme, uma mãe em busca de melhores condições para seu filho, o coloca no carro de uma família rica. O problema é que o carro é roubado e logo que os bandidos percebem o que aconteceu, deixam o menino num beco. É assim que Chaplin e o tal menino se encontram. O filme é muito lindo, as interpretações perfeitas, e emociona como poucos filmes falados conseguem. Um clássico imperdível!

4. Sopro no coração (Le souffle au coeur, 1971)


Acho que a primeira vez que eu vi esse filme foi no ano passado, então sempre dá tempo de dar um “check” nessas listinhas, sem se sentir (tão) mal. Eu tenho vários aqui na minha. Mas ok, vamos falar do filme. De autoria de Louis Malle o filme conta a história de Laurent Chevalier, o caçula de três irmãos, que cresce no seu mundinho burguês (como define o imdb) e vive situações que na época chocaram, e muito, a platéia. Inclusive pela maneira como tudo é tratado no filme. Eu gostaria de falar um pouquinho mais desse filme, mas não quero dar spoilers aqui, fica pra um post crítico depois. Realmente obrigatório pra qualquer cinéfilo.

3. O porteiro da noite (Il portiere di notte, 1974)


Talvez o “must see” mais obscuro e menos visto da minha lista, mas tratando-se da minha pessoa, não tinha como esse filme ficar de fora. Dirigido por Liliana Cavani o filme conta a história de uma ex-prisioneira de campo de concentração que se apaixona por seu carcereiro nazista. Óbvio que o filme foi lançado imerso na controvérsia e foi proibido em diversos lugares. Mais motivo ainda pra estar na minha lista, já que eu adoro uma polêmica. O que importa mesmo é que o filme é fantástico e traz atuações absurdamente brilhantes de Charlotte Rampling (belíssima) e Dirk Bogarde. O filme tem uma cena famosíssima que inspirou um videoclipe da Madonna. Cuidado pra quem for baixar, pra não se deparar com o filme em italiano,  o áudio original é em francês! Nesse caso eu recomendo a compra do Dvd mesmo (experiência própria).

2. Hiroshima meu amor (Hiroshima mon amour, 1959)


Esse filme tem um sabor especial. Ao mesmo tempo que começa amargo, chocante, ele seduz o espectador, comove, apaixona, e no final deixa um gostinho prazeroso, de quem acabou de presenciar algo muito especial, de caráter atemporal. Alan Resnais rege o grande clássico, seu primeiro longa, precursor da nouvelle vague francesa, com uma sensibilidade que faz inveja a atual geração de diretores. São poucos os diretores de carreiras autorais tão bem sucedidos como Resnais, e pra mim, esse é o mais imperdível de seus filmes, e certamente o mais obrigatório pra todos os cinéfilos não-cults.

1. Persona – Quando duas mulheres pecam (Persona, 1966)


Se me botassem uma arma na cabeça e mandassem eleger o maior diretor de todos os tempos, eu acho que ia com o Ingmar Bergman. Então eu não tinha dúvidas que ele seria meu top clássico da vez, o problema foi a dúvida cruel entre colocar Persona ou Sonata de Outono… até o último minuto não sabia qual escolher. Eu simplesmente amo os dois filmes, e as atuações das “mulheres de Bergman”. Em Persona temos duas grandes atrizes: Bibi Andersson (13 filmes com o diretor) e Liv Ullman (10 filmes + 1 criança com o diretor, rs). Andersson interpreta a enfermeira Alma, que vai ao auxílio de Elisabeth Vogler (Ullmann), grande atriz de cinema que agora vive isolada e se recusa a falar. Não conto mais que isso não. Tem que assistir pra entender a grandiosidade da coisa. Bom filme!

BÔNUS:

Matou a família e foi ao cinema (1969)


Eu e Fil combinamos que cada um de nós teria direito a um bônus pra dar chance ao cinema nacional, e como eu e ele somos apaixonados por dois clássicos de 1969, resolvemos dividir. Eu fiquei com o maravilhoso filme experimental de Júlio Bressane, Matou a família e foi ao cinema. O filme já apareceu num post do blog (clique aqui para ler) então não vou me prolongar. Certamente vale conferir ou no Canal Brasil, ou no CCBB. Só cuidado pra não se confundir com “Matou o cinema e foi com a família”(rs) refilmagem do Neville D’Almeida. A menos que você queira rir da Claudia Raia de maiô tosco se esfregando na égua… exato!

E ai cinéfilo relapso, já viu tudo?

4 respostas a Top 5 – Clássicos imperdíveis para cinéfilos relapsos

  1. Ana diz:

    Putz, só vi dois!

    Mas fiquei com vontade de ver os outros…

  2. Julie diz:

    Não vi nenhum e fiquei com vontade de ver todos!😉

  3. brinkstv diz:

    mais uma cacetada que eu tenho que alugar… =/
    vc sabia que O Garoto foi tipo o primeiro filme na vida que eu vi e falei “ca-ra-lho”. hahahaha nao, serio, eu lembro exatamente o dia em que eu vi, tudo, todos os detalhes… é lindo!

  4. […] Eu vou tentar pegar leve com a Charlotte, porque existe uma controvérsia se ela está ou não acabada. Afinal um amigo meu disse recentemente que traçava, mas sei não. Eu passo longe desse maracujá-de-gaveta, porque esse foi o mais grave problema da Charlotte, ela ficou com cara de fruta seca, as pálpebras simplesmente não resistiram a gravidade e hoje funcionam como “sombrinhas” pros olhos claros da Charlotte. Ok que não precisa colocar silicone por IV que nem a Sophia Loren, que também merecia entrar nessa lista, mas ela já virou um boneco de cera de museu, mas podia dar uma retocadinha, ou colocar um durex pra deixar os olhos aparecerem. Pelancas a parte, vamos fazer jus, essa mulher era simplesmente magnífica e não tinha pudor nenhum em mostrar tudo e mais um pouco em seus filmes. Clap clap pra ela que pra mim ficou eternizada num dos meus filmes preferidos: O porteiro da noite (1974) que já mencionei algumas vezes aqui no blog (como nesse post aqui). […]

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