Crítica literaria – Juliet, Naked (Nick Hornby)

Como já tinha comentado aqui na minha última crítica literária, eu estava começando meu terceiro Nick Hornby, seu livro mais recente chamado Juliet, Naked. E o problema de ser meu terceiro Hornby é que antes desse novo título, eu tenho como referência o excelente Alta Fidelidade (High Fidelity), e o hilário Um grande garoto (About a boy), o que faz de Julie, Naked o patinho feio dos três e dificulta minha capacidade de avaliar o livro sem a expectativa de um livro se não life changing, no mínimo altamente identificável. Porque os personagens do autor são sempre losers com bom gosto musical e muita cultura pop. Exato, eu acabei de me classificar como “loser”, mas fazer o que? rs

Eu acho que o livro começa bem, mostrando um casal (Annie e Duncan) na faixa dos 30, que não tem um relacionamento nada apaixonado, e nem muito romântico. E não é só porque estão ha 15 anos juntos, mas pelo simples fato que se juntaram porque estavam os dois sozinhos. Isso era interessante, esse casal que estava junto por conveniência, pelo medo e o preconceito que existe em relação a pessoas na faixa dos 30 que não estão num relacionamento estável beirando o casamento (como Sex and the City sempre frizou). O problema é que o livro começa num tom e termina em outro muito inesperado, mas de uma maneira negativa.

Duncan é um professor universitário e dono do maior portal de internet dos “Crowelogistas”, pessoas que dedicam seu tempo a dissecar a obra do músico Tucker Crowe. Crowe seria um desses artistas que nunca foi um grande nome em termos de vendas de cds, mas que foi aclamado pela crítica internacional, com seu último cd entitulado Juliet. O problema é que esse cd foi lançado ha mais de 10 anos e desde então Crowe sumiu do mapa. Ele ressurge no livro ao responder via email a crítica (negativa) que Annie fez a respeito de sua nova demo Juliet, Naked no tal site.

O problema pra mim foi quando o mundo de Tucker entra em cena, e todo o clima criado nos primeiros capítulos parece ter sido inútil. Como se tivesse faltado um editor pra virar e falar “Pra que essas 100 páginas então?”. Sei lá, acho que ele se perde e o livro fica parecendo que foi escrito por um Hornby-wannabe. Aquele tipo que você fala “que bonitinho. ele quase chegou lá”. Mas that’s just me! Agora vou trabalhar que tá acabando meu horário de almoço, rs. Inté a próxima.

Nota pro livro? Acho que dava um 6,0.

obs: Próxima crítica literária vai ser “Como a geração do sexo-drogas-e-rock n roll salvou Hollywood” (Easy riders, raging bulls) de Peter Biskind.

4 respostas a Crítica literaria – Juliet, Naked (Nick Hornby)

  1. ftostes diz:

    Ai, sabe o que tá parecendo? Fanfic de Nick Hornby! Nem quero ler não, não me empresta, nem se eu pedir muito! rsrsrs

    O Iluminado tá scary, e não tô nem na metade. Ai, ai!

  2. ftostes diz:

    Achei a capa interessantíssima e bizarra, me atraiu e repeliu surrealmente. Nem sei explicar porque…

    E um casal que fica junto por conveniencia… me lembra algumas passagens do Alta Fidelidade.

  3. Eu gostei mto dessa capa. E o livro é gostoso de pegar, sabe? rs

    E no final das contas foi uma leitura leve. E ele ainda menciona Fingersmith da Sarah Waters, o que fez o livro ganhar 1 ponto na minha crítica. Não foi oh soh bad, mas foi mediano.🙂

  4. carol patriarca diz:

    Se todos nós nós tivéssemos um pouco de “loser inside of us” o mundo seria um lugar muito melhor! já até comprei “about a boy” e “juliet, naked”. Agora só falta ler né…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: