Crítica – The Blind Side (Um sonho possível)

Tem títulos traduzidos que me irritam, esse é um deles. Só não me irrita mais porque o título remete a um filme super-mega-ultra água com açúcar, a la sessão da tarde, e é exatamente isso que o novo filme da Sandra Bullock é.

Eu já sabia que eu ia ficar um pouco (leia-se: pra car*lho) indignada com o fato da mesma ter roubado o Oscar da Meryl Streep (ou da Helen Mirren, segundo o Fil, rs), mas foi além disso, o filme em si está longe de ser um filme Oscar worthy. Tendo dito isso vamos a experiência de assistir The Blind Side, que é bem agradável. O filme é fofo, comove e faz você se sentir bem. Ele faz exatamente o que um filme entretenimento deve fazer, e nisso ele acerta em cheio. Quem dera metade da diarréia Hollywoodiana do ano tivesse a qualidade dele pra simplesmente entreter, tirar sua cabeça dos problemas do dia-a-dia e fazer duas horas passarem num mundo completamente diferente (NOT!) do nosso.

E não é que a Sandra Bullock tá bem? Mesmo loira, ela continua a namoradinha da América, fofa, forte, boca-suja, engraçada, do jeito que a gente gosta, e mesmo não esquecendo em momento algum que era A Sandy Bullock, eu esqueci do atual barracão com o marido xexelento dela (que parece um integrante do Metallica na fase caminheiro) que andou botando um par de chifres com uma tatuada piranhuda dessas da vida. Barracos a parte, Sandra é o carisma do filme. Se fossemos depender só do bonzinho mas sem sal Whateverhisnameis (Quinton Aaron) o filme ia ser sonífero, mas vem do fogo de Sandra como a pirua com bom coração, que o filme encontra seu centro.

The Blind Side traz um pouco de bondade. Te faz querer dar uma de bom samaritano e adotar um gigante pra fazer flexão te usando de peso. E mais do que tudo, te da saudades da sua sensação “família”. Acho que nada no filme é mais forte que o “espírito família”. Como é importante ter uma, e por mais que a gente reclame, na maioria das vezes, nunca iamos aceitar uma troca. Porque não importam as loucuras, são as SUAS loucuras. E é ai que o filme brilha, e foge dos clichés, ao mostrar uma família branca, republicana, que tinha tudo pra ser nojentinha, aceitando de braços abertos o caladão Big Mike. Desde o mulequinho engraçado até a irmã adolescente patricinha.

Minha nota final? 6,0. Um bom Sessão da tarde pra quem tiver no clima de “passar duas horinhas no cinema”.

14 respostas a Crítica – The Blind Side (Um sonho possível)

  1. Su diz:

    Senti que vc tá de TPM só de ler o post, rs.

  2. Rafaela diz:

    Antes fosse. Eu to mais pra inferno astral mesmo, misturado a humor volátil e impaciente c/ humanos e objetos inanimados. Mas ainda assim fiquei feliz que consegui ser relativamente positiva em relação ao filme! Wow!

  3. ftostes diz:

    aposto que chorou!! Little babyyyy!

    Me deu vontade de ver o filme, só n sei se vou ao cinema ou vejo em casa mesmo…

  4. carol patriarca diz:

    nossa! fui assistir ao filme ontem, torcendo pra me fazer chorar, mas só dei risada (o molequinho do filme é engraçado d+). Ri até mesmo na hora que (spoiler) eu vi que a cena do carro ia dar em merda….aqueles dois cantando e balançando a cabecinha. Me decepcionei, i like to feel like a little girl sometimes…

  5. Ana diz:

    Concordo em quase tudo, Rafa. Vi e gostei, ri muito, me emocionei várias vezes, adorei o Big Mike, achei que ele trabalhou muito bem, na medida certa entre o idota e o bem intencionado. Filme de Sessão da Tarde, realmente, entretenimento sem compromisso mas de boa qualidade.
    Adorei a frase “quem diria que teríamos um filho negro antes de conhecer um democrata…”
    E adorei a Sandra Bullock e achei que ela mereceu os prêmios. Péra, não me xinga ainda. Eu adoro a Sandy, acho ela uma gracinha, fofa, engraçada, vejo sempre os filmes dela porque sei que vou me divertir, mas não acho que ela seja melhor atriz que a Meryl ou a Helen, nem que a atuação dela nesse filme foi superior às delas nos seus. Mas nesse filme ela se rasgou, deu tudo de si num trabalho de atriz que realmente foi diferente de tudo o que ela já tinha feito – basta dizer que ela não dá um sorriso no filme inteiro, e está com um sotaque que (aí, sim) a Meryl, famosa pelos sotaques, não faria melhor, com aquele cantado típico do Sul. Então, acho que os prêmios foram merecidos – e dados a ela – justamente porque os “jurados” perceberam que era uma atriz mediana chegando à maturidade de seu ofício.
    E não se esqueçam que o filme vai indo bem nas bilheterias apenas com o nominho dela como chamariz. Tem até um recorde aí que ela bateu, mas não lembro qual é…
    Ah, o filme é legal! E eu daria 8,0, exatamente por conta da performance da Sandra. “Don’t you dare lie to me!”.

    Beijo!

    • O filme fez mais de 200 milhões de dolares, só no mercado doméstico. Foi um record para uma atriz, e realmente ficou de fora da minha crítica.

      Mas fazer o sotaque pra Sandra deve ter sido mole. Ela vive com um caminhoneiro! Ou melhor, vivia. Porque a crise matrimonial tá séria, rs.

      Bjocas Fufa!

      • Ana diz:

        Não, caminhoneiro tem sotaque de macho texano, aquele cantadinho sulista é diferente e beeeem mais bonitinho. Vc resolveu implicar, tá bom, mas não esculacha a nossa amiga não…

        Cara, o mais triste da crise doméstica é vir à tona depois que ela se declarou e se derreteu pelo cara em todos os agradecimentos. Que mané…

        Beijo!

    • Não to falando do Tim McGraw não! Ele é marido dela no filme, mas na vida real é casado com a Faith Hill. E tá beeeeeem longe de caminhoneiro.

      To falando do marido (que tá pra virar ex-marido) da Sandra Bullock, o Jesse James. Cada ele ai no google pictures que vc vai ver do que eu to falando😉

  6. carol patriarca diz:

    Gente, fiquei triste com a separação da Sandra. O Jesse James tava até com lágrimas nos olhos no Oscar (devia ser culpa. rssss). Mas que isso sirva de lição pra todas as outras atrizes! Halle Berry se declarou no Oscar e se separou logo depois, Sandra Bullock também, e Hillary swank também. Isso sim que é apraga do Oscar. Daque a pouco será a vez de Mo’Nique. E de Mariah Carey, se é que podemos chamá-la de atriz ha!(mas até que tava bem em Precious).

    • Coitada mesmo. Ainda mais porque hoje surgiu uma outra jornalista ai da vida que disse ter dado pro caminhoneiro umas 4x, e que tem msg pra provar tb…
      O casa pisou feeeeio na bola. Go Bullock, coloca uma bateria no Oscar e manda ver on your own! kkkkkk

      • ftostes diz:

        HUahauhauhauh, eu super pensei: quem precisa de um caminhoneiro quandos e tem uma conta bancaria com 100 milhões e 1 oscar? Mas n tinha pensado tão num nível sexual. You little pervert!

  7. carol patriarca diz:

    daqui a pouco* sorry, hehe

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