Crítica – Spartacus: Blood and Sand

Eu tenho um amigo que diz que filme só é bom quando tem explosões e porradaria. Eu normalmente viro os olhos pra esse tipo de comentário e levo na brincadeira, mas no caso de Spartacus: Blood and Sand vou dizer que meu lado menino-bobo se aflora e me permite desfrutar de violência, nudez e putaria (muitas vezes gratuita). Quem liga pra veracidade histórica quando se tem Spartacus arrancando cabeças na arena? Mas ok, vamos por partes.

Spartacus: Blood and Sand é mais uma produção fruto da parceria Sam Raimi e Rob Tapert (Hercules, Xena, e cia) só que dessa vez feita pra tv a cabo, o que gera grandes vantagens pra um show que necessariamente precisa ter muita violência e sexo. Onde em Xena todas as lutas deixavam as espadas limpinhas (com exceção do episódio final, que tinha um gostinho de tv a cabo), Spartacus transborda de tanto sangue. A nudez se aplica a ambos os sexos, e é encarada com tanta naturalidade que as vezes soa gratuita (e acredito que em parte realmente seja). Outro fator positivo do show ter o perfil que tem, é que os roteiristas não se apegam aos personagens e histórias. Quando é hora de move on, não tem choro nem vela. E apesar do efeito choque, vale a pena.

A história é a clássica, já levada as telas de cinema com Kirk Douglas no papel de Spartacus de 1960. Traído no campo de batalha, separado de sua esposa e vendido como escravo, Spartacus se torna a mais nova sensação dos gladiadores em Roma. Futuramente, esse mesmo escravo vai liderar uma revolta contra o antigo império romano. Na série estamos vivendo o momento em que Spartacus vira a lenda entre os gladiadores e ainda falta para vê-lo liderar esse exército, o que nos garante pelo menos mais um temporada (assinada antes mesmo da estreia da primeira).

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A série vem do canal Starz, que acreditem, nem eu tinha ouvido falar a respeito, e parece que está sendo o maior sucesso do canal, garantindo mais de 1 milhão de espectadores por episódio (em nível de comparação, Dexter, um dos maiores sucessos da Tv paga Showtime, fica na média de 2 milhões de espectadores). Uma pena que a segunda temporada está atrasada devido a doença de Andy Whitfield, protagonista da série. Assim como Michael C. Hall, de Dexter, Andy foi diagnosticado com linfoma e está passando pelo tratamento. Tomara que ele melhore logo e retomem a produção de Spartacus, porque é realmente um guilty pleasure na minha rotina.

O visual é uma coisa meio 300 (2006) mas já me acostumei, e acaba sendo uma boa alternativa pra série: fica com uma estética própria que desculpa o sangue CGI. Pra quem ficou minimamente curioso segue o trailer , mas já aviso de antemão que o episódio piloto não é nada demais, e que a série só se acerta ao longo da temporada. Acho que revi o final do episódio 10, dessa semana, umas 20 vezes, de tão bizarro e emocionante que foi.

Então quem sabe? Pode ser sua mais nova série, esperando por você, rs.

13 respostas a Crítica – Spartacus: Blood and Sand

  1. Julie diz:

    Passa na HBO? Vou ter que baixar? Aaaaah!😦

    Fiquei mega curiosa!

    Feliz Páscoa, queridos!!!

    beijos

  2. ftostes diz:

    Vou me abster de comentarios pq nao assisti ainda, mas vi umas cenas sobre penis sendo decepados que muito me interessou. rsrsrs

  3. Marcelo diz:

    Duas coisas:

    Primeiro, como assim voce vira os olhos para meus comentarios e leva na brincadeira?!?! Isso significa que voce vira os olhos para 68% do que eu falo! E isso é muito serio, nao eh brincadeirinha!

    Segundo,penis decepados? Ieculti (onomatopeia mal sucedida de nojo)…

    • Como é que você sabe que esse amigo é você? Rs, annoying orange!

      Segundo, estou gravando um dvd com todos os eps pra vc, então se preparare pra assistir e ser meu buddy de comentários! To nem ai se vai ficar fruity com o pênis decepado😀

  4. Daniel Santos Moraes diz:

    SÓ TEM PUTARIA E MASSACRE NA SÉRIE! TIREM AS CRIANÇAS DE PERTO! \o/

  5. Daniel Santos Moraes diz:

    SÓ TEM PUTARIA E MASSACRE NA SÉRIE! TIREM AS CRIANÇAS DE PERTO QUANDO ASSISTIREM! \o/

  6. What he said! Crianças, pra fora! rs

  7. marco diz:

    Consegui a serie na net e achei chatissima…clone mal feito de 300/gladiator e troia…chega a irritar as cenas de luta…com as imagens sendo congeladas no estilo 300 e o sangue jorrando exageradamente…parece propaganda de vinho…as vezes fica comico até…as coreografias das lutas são TOTALMENTE chupadas de 300 dando uma sensação de Déjà vu constrangedora…não recomendo!!decepcionante…

  8. arlequim diz:

    assisti a serie e achei muito massa…vale a pena assistir concerteza…é como a critica diz, tem muita apelação mas no decorrer dos epsodios o expectador vai se envolvendo e quando a serie termina tem vontade de assistir denovo…recomendadissimo!

  9. Essa série é epica! The Walking Dead e Spartacus – Blood and Sand são minhas série favoritas!

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