Crítica literária – Os homens que não amavam as mulheres

Como prometido, aqui está a crítica pra minha última leitura: o primeiro livro da trilogia Millenium, Os homens que não amavam as mulheres, do falecido Stieg Larsson. Eu estava mesmo precisando de um bom mistério, de uma dessas tramas mirabolantes, que passadas algumas páginas, você não consegue descansar o livro imaginando qual vai ser o desenrolar da história e quem está por trás de todo o mistério. Esse livro é um ótimo exemplo dessa categoria de suspenses, e seus personagens são extremamente cativantes num livro muito bem escrito (embora a tradução tenha momentos pavorosos como: “(Ela) Ficou tiririca, mas foi embora“. TIRIRICA? Fuck that!).

Devo admitir que só fiquei realmente curiosa pra ler o livro depois de assistir ao trailer americano do filme sueco. Antes eu torcia o nariz pra “Trilogia Millennium” por dois motivos: já to de saco cheio de “trilogias” e as capas me lembravam uma coisa meio “vampiresca”, e taí um gênero que já tá über saturado (mas garanto que vou ler “Deixa ela entrar” assim que conseguir colocar minhas mãos em uma cópia). Mas vendo o trailer, e a matéria que saiu no AfterEllen, resolvi comprar e ter um momento “leitura divertida”. O pior é que eu tinha pensado em ler outra coisa agora no intervalo entre os livros, mas assisti o filme no final de semana e já me deu um pequeno spoiler pro segundo livro da saga, A menina que brincava com fogo. Óbvio que já comecei a ler e já já vai ser minha próxima crítica literária, rs.

Falando um pouco da estória, acompanhamos paralelamente Mikael Bromkvist, um jornalista acusado de difamar um grande empresário sueco, e Lisbeth Salander, uma menina problemática que ganha a vida utilizando seus talentos como hacker e trabalhando como investigadora profissional para a Milton Security. Os dois acabam cruzando o mesmo caminho quando começam a investigar o desaparecimento de Harriet Vanger. Mikael porque foi contratado pelo tio da menina como última esperança de desvendar o suposto assassinato da menina, e Lisbeth, porque foi contratada pelo advogado do tio para investigar o próprio Mikael. Na verdade existem alguns subplots no livro, mas todos vão se amarrando muito bem, e os que ficam “pendentes” já estão sendo abordados no segundo livro. Então sem medo, o material é de qualidade! rs

Noomi Rapace como Lisbeth Salander na adaptação para os cinemas.

Quanto ao filme, recomendo que assistam *depois* de ler o livro. E não porque o filme seja ruim, porque não é. Na verdade é o mais fiel possível e as escolhas do roteirista e do diretor são totalmente legítimas. Mudanças foram mais do que necessárias pra transformar um livro de mais de 500 páginas num filme coerente de 120 minutos. Mas não tem jeito, muito detalhe paralelo que faz parte do “charme” do livro acaba ficando de fora. E gostei muito da escolha da atriz que interpreta Lisbeth, Noomi Rapace. Ela realmente se entregou a personagem, fisico e emocionalmente (as tattoos são fake, mas ela realmente fez os piercings na cara! Sem contar o moicano do segundo filme…). O que me faz temer a refilmagem americana (alguma dúvida que ia rolar depois que os filmes foram sucesso absoluto na Suécia? Maior bilheteria, records e mais records, críticas positivas e bla bla bla) e a escolha do elenco. Já se falou em Kristen Stewart (please don’t), Ellen Page (maybe) e Carey Mulligan (desculpa, mas não consigo ver ela nesse papel. Mas posso ser surpreendida, who knows?).

Uma pena só que Stieg Larsson morreu, vítima de um ataque cardíaco, logo depois de entregar os manuscritos da trilogia a sua editora, ou seja, nunca viu o maior sucesso de sua carreira se concretizar. Isn’t ironic, don’t you think? rs

Recomendo muito! Tanto livro, quanto filme. E em breve comento o segundo episódio da série. Segue o teaser que me “iniciou” nesse mundo:

5 respostas a Crítica literária – Os homens que não amavam as mulheres

  1. ftostes diz:

    Não quero ler enquanto não ler o livro. Humpf!

  2. Thaís Maranhão diz:

    Passei duas semanas lendo os três livros da saga. É impossível não se apaixonar pela Lisbeth e pelo Mikael (principalmente pela Lisbeth). Adorei os livros e adorei sua crítica.😉

  3. […] sabem, eu gostei bastante do primeiro livro Os homens que não amavam as mulheres (leia a crítica aqui). Foi realmente um livro “bom entretenimento”, daqueles que você devora rapidinho e […]

  4. Bruno Datzmann diz:

    Que crítica é essa? Que linguagem é essa? Essas perguntas são retóricas. Acho interessante a adequação ao público jovem, ao qual o site visa, mas o seu texto traz algumas marcas extremamente desnecessárias. Os anglicismos, algumas expressões informais, lugares-comuns, subjetividade em excesso são bons exemplos de pontos aos quais deve ser dada atenção. Sua crítica deve ser objetiva, respeitar a norma culta sem entediar o leitor, e a mensagem a ser passada deve estar clara. Dessa forma o autor ganhará credibilidade, uma vez que seu texto se destacará em relação aos escritos por blogueiros de dezesseis anos.

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