Festival do Rio by Rafinha – Semana 1

Querida, chegay!

E não tem maneira melhor de retomar meu pique no Wicked Twins do que falando dos filmes que andei assistindo no Festival do Rio! Na verdade até tem, mas isso envolveria eu ter mais tempo pra postar, e entre trabalho, festival e séries inéditas, a coisa tá complicada. Falando nisso, vou ficar devendo um post sobre os recomeços de temporadas, e dicas pra quem não sabe o que assistir. Voltando ao tópico do Festival, eu infelizmente cheguei com o bonde andando e o trabalho integral não permite que eu assista uma quantidade suficiente de filmes que me permita não ficar puta caso eu assista um filme muito merda… o que acontece – e muito – em festivais como esse. Por isso mesmo vocês vão reparar que eu tenho aproveitado as dicas do meu wicked twin pra tentar não escolher mal nessas duas semanas de pura felicidade cinematográfica (arrem…).

Vou ser breve porque o tempo é curto. Pra se ter uma noção, eu comecei o post ontem e hoje é um novo dia de muito trabalho e tempo nenhum pra sequer reler o que escrevi acima. C’est la vie (tentando ser menos Madeinusa…NOT! rs):

. Sinto Sua Falta (Te Extraño, Argentina, 2010)

Na minha opinião, o cinema argentino está muito a frente do nosso cinema tupiniquim. Claro que eles tem filmes ruins (A invenção da carne, filme que o Fil deu zero, tá ai pra provar isso), mas quando acertam, essa diferença de qualidade entre nossos cinemas fica mais visível do que nunca. O que não é exatamente o caso do filme em questão, que eu achei mediano-pra-bom, mas que ainda assim ressaltou como eles trabalham roteiros muito melhor do que nós. E como sabem aproveitar melhor as produções simples de médio e baixo orçamento.

O filme de Fabián Hofman conta a história de Javi, jovem que é obrigado a ir morar com os tios no México depois do sumiço de seu irmão militante no período da ditadura argentina. Com boas atuações e um roteiro simples, e comovente na medida, o filme consegue ser simpático e dependendo do seu humor pode até arrancar uma lágrima (o que não foi o meu caso). Muito mais que um filme político, fala da dor da perda e da superação de traumas familiares.

Nota – 7,0

. Terça depois do Natal (Marti, Dupa Craciu, Romenia, 2010)

O Fil já comentou o filme no post dele, então só me resta dizer que ele estava absolutamente certo na nota que deu. O filme é espetacular e comprova que o novo cinema romeno está ai, pronto pra arrebatar os festivais de cinema no mundo todo com seus planos sequência carregados de tensão e atuações impecáveis. Realmente impressionante como outro cinema de baixo orçamento dá um banho no nosso. Acho que estamos precisando de umas aulinhas desse povo. Sério, é só olhar pra mostra competitiva que já dá pra sentir o “selo de qualidade”. Eu já assisti 3 dos filmes nacionais em competitiva e a maior nota foi um 6,0. Sem contar o vexame no Festival de Paulinia, que tanto deu o que falar. Ou até mesmo nosso filme escolhido pra tentar o Oscar ano que vem. A menos que o PT compre também o comitê gringo, vamos passar longe (e como!) da lista final dos indicados a filme estrangeiro.

Nota: 9,0

Pó (Dust, Áustria, 2010)

Aqui já discordo um pouco do meu twin. Onde ele deu 8,0 eu fico com 5,0. A premissa do filme era bastante interessante: poucos habitantes no mundo, sabe-se la o por que disso, e história centrada em dois irmãos (gêmeos, btw) que vivem suas vidas completamente isolados até o momento em que encontram um cara sujinho, mas gato, ferido no meio da rua. Eu adoro esse tipo de filme, de investigação da condição e natureza humana, essa coisa do “e se…”, mas achei que esse filme ficou muito na superfície e não aproveitou a boa idéia. Uma fotografia e elenco bonitos, mas em termos de filme e obra, deixou a desejar.

Nota: 5,0

Elvis e Madona (Brasil, 2010)

Eu fui pra essa sessão já esperando um filme kitsh, beirando o trash, que teve muitos problemas pra se concretizar e todo aquele bla bla bla, e o mais alarmante: o Fil tinha dado 6,0 numa sessão de pré-estreia onde a platéia estava num clima empolgante. Ainda assim, nada me preparou pra vergonha alheia que o filme gerou na minha pessoa. Eu achava que Sisi Spoladore, minha musa de Lavoura Arcaica, pagando de fanchinha butch, seria o suficiente pra me cativar e fazer com que eu esquecesse os outros problemas do filme. Mas não foi. Roteiro ruim, atuações fracas (principalmente do elenco de apoio que deve vim de formação teatral, que ficou over num filme que já era over por natureza… pode?), direção estranha (como diria minha cia no filme, dava vontade de falar: “Ajeita esse plano!” rs), e sabe-se lá mais o que. Queria muito ter gostado… Lembro quando li sobre o filme pela primeira vez e pensei “Brilhante!”. Sem contar que mais queer friendly (e starved!) que esse blog, não tem (até tem, mas nós estamos no top tops), então fazemos de tudo pra dar apoio e pegar leve com os filmes que tentam abordar o tema e enfrentam dificuldades de captação, apoio, e todo o bla bla bla do cinema preconceituoso nacional/mundial. Mas esse filme entra um pouco na categoria do filme Do Começo ao Fim, que não sei se vocês lembram, mas a gente esculachou por aqui.

Nota: 3,0

Como Esquecer (Brasil, 2010)

Eu confesso que não sabia muito o que esperar do filme, mas depois de assistir Elvis e Madona no dia anterior, rolou um certo medinho. Mas como é baseado num livro que dizem ser muito bom (eu tentei comprar mas tava esgotado. Relançar!- #ficaadica pra editora, rs), achei que tinha um pouco mais de garantias. E até que eu tava certa, foi melhor que o anterior, mas infelizmente não chegou a brilhar. Talvez se eu estivesse de fossa… Porque o filme é isso. A personagem da Ana Paula Arósio é uma chatonilda por natureza que está passando por um período de fossa pós-término de um relacionamento de 10 anos. Gostei da atuação da atriz, mas a personagem era muito chatinha. Sei lá, se fosse minha amiga ia rolar um block no msn, sabe?

Filme bonitinho, bem intencionado, que trata (muito bem) da questão homossexual, mas all in all dá pra esquecer assim que você sai do cinema. Não fica na sua cabeça, não te acompanha, não te lembra de períodos semelhantes na sua vida onde era difícil respirar pós-pé-na-bunda. Pelo menos não rolou pra mim. Acho que pra isso, melhor recorrer ao livro que dizem ser bastante denso em termos emocionais, mas ao mesmo tempo com pitadas de um humor peculiar, que acho que fez falta ao filme. Ficou tudo muito sério, muito deprê, muito cinza. Acho que essa foi a intenção da diretora Malu de Martino, mas curto não, lady.

Nota: 6,0

E por enquanto foi só. Hoje vou conferir Os lábios, filme argentino que ganhou prêmio de elenco feminino no Festival de Cannes. Espero que seja bom, mas depois passo aqui pra relatar a segunda parte do festival!

Inté meu povo wicked.

3 respostas a Festival do Rio by Rafinha – Semana 1

  1. Fabi diz:

    Gostei demais das dicas aqui.😉

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