Festival do Rio by Rafinha – Pt 2

Cheguei no meio do Festival, trabalhando, cansada, de tpm, mas consegui assistir algumas coisinhas e acho digno postar aqui minha opinião sobre os filmes vistos. Afinal, é a minha. rs

Vamos as notas:

. Os Labios (Los Labios, Argentina)

Eu adoro falar bem do cinema argentino, mas vou dizer que se tem um nome que vai sair meio xingado, esse nome é do diretor e roteirista Santiago Loza. Como ele “só” co-dirigiu e co-roteirizou o filme em questão, que não teve uma nota muito boa, eu diria que está ok, nada demais. Mas o povo que assistiu A Invenção da Carne (La invención de la carne, 2009) garante que foi o pior filme do Festival e que ele merecia um tapa, rs. Prova-mor disso é meu wicked twin Fil, que no fundo é uma pessoa sem muito ódio no coração, ter dado zero pro filme. Tipo, ZERO! Pra um filme ganhar zero em meio a outros 40 filmes, provavelmente 20 deles também muito ruins ou em níveis de, é preciso ser muito, mas muito ruim. Fiquei então feliz de ter vendido meu ingresso e ter ido ver Como Esquecer, que não é um filmaço, mas pelo menos garantiu uma “nota azul”. Quanto ao filme “Os lábios”, são três mulheres, de diferentes gerações, viajando algum lugar miserável da Argentina afim de registrar as condições da população ao mesmo tempo em que tentam melhorá-las. Mas all in all é um filme meio bleh, que se estiver no fim da noite, é sonífero garantido.

Nota: 4,5

. Ano Bissexto (Año Bisiesto, 2010)

Enquanto escrevia a respeito desse filme, mudei minha nota umas três vezes e cheguei a conclusão de que merece um 7,0. Anteriormente, eu achava que o filme merecia 5,0 basicamente pela entrega do elenco que realmente comprou o filme e os personagens e topou se submeter a determinadas situações que não tem como não ser desagradável. Mas a verdade é que pensando a respeito cheguei a conclusão que merece mais. O filme tem personagens complexos com dificuldades de interação em sociedade, muito sexo cru, s&m, drama psicológico, e escatologia. What’s not to like?  (tirando a parte da escatologia, rs)? Sério, eu tenho uma lista de filmes que figuram como “filmes Rafinha” que tem exatamente esse perfil, a única diferença é que nesse filme a protagonista é uma trubufu, ao invés de uma Francesca Neri, Yekaterina Golubeva, ou Caroline Ducey. Foi então que parei e pensei em quanto estava sendo fútil, ainda que nesse filme a escatologia tenha colaborado. Meleca, não lavar as mãos pós-gigi, e (não vou contar porque seria spoiler, é uma cena fortíssima e vale a surpresa do take) fizeram com que eu torcesse um pouco o nariz pro primeiro longa de Michael Rowe. Sem contar que eu cheguei em cima da hora no cinema, não lembrava do se tratava o que eu ia ver no momento, e também não tava muito no clima denso.

Nota final: 7,0

Carancho (2010)

Escolhido como o indicado da Argentina ao Oscar, Carancho traz o excelente Ricardo Darín no papel de Sosa, um ex-advogado que, após ter sua licença caçada, trabalha numa empresa mafiosa que extorque dinheiro de seguradoras e clientes. Apesar de tudo é um personagem carismático, consciente, que apresenta remorso e vontade de abandonar a vida que leva. A coisa se agrava quando ele conhece Luján (Martina Gusman), médica com forte senso de ética e moral, ainda que adore uma picadinha no pé (rs). Os dois acabam se envolvendo, e isso cria problemas a partir do momento em que Sosa realmente começa a se desprender do lugar onde trabalha. Um bom filme, bem dirigido e atuado (se bem que com o Darín não tem erro, né?) mas que cai em situações bastante previsíveis, como a cena final. Não acho que tenha chances no Oscar, mas é certamente mais um exemplo do bom cinema argentino, pra gente morrer de inveja.

Nota – 8,0

. Que mais posso querer (Cosa voglio di più, 2010)

Esse dia eu supostamente ia assistir Somewhere, novo filme da Sofia Coppola. Mas o Festival do Rio demorou a liberar, e quando liberou, não liberou a compra antecipada. Foi uma confusão e acabei perdendo a sessão no Vivo Gávea, que lotou muito rápido. Mas anyway, acabou que gostei bastante do filme. Boas atuações, relações complexas e o tema mais feliz do ano: traição. Feliz no sentido de bem sucedido cinematograficamente falando. Foi o terceiro esse ano a acertar, junto de Mademoiselle Chambon e Terça depois do Natal, que pra mim ficou como o melhor filme do Festival do Rio. Se alguém tiver curiosidade de assistir, vai passar na repescagem durante o feriadão. Fica a dica!

Bom pessoal, ainda rolou mais um filme, mas vou dedicar um post especial a ele. Não pelo filme em si, mas pelo comportamento das pessoas que estavam presentes na sessão. Ficou curioso(a)? Então volte aqui ainda hoje ou amanhã que vai poder ler meu desabafo.

Uma resposta a Festival do Rio by Rafinha – Pt 2

  1. O wordpress tá de sacanagem com a minha cara e não consigo por nada no mundo editar esse texto. A nota do último filme foi 7,5.

    ¬¬

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