Broadway – Dia 03 e 04 – The Curious Incident of the Dog in the Night-Time

Janeiro 30, 2015

Tudo estava certo para na segunda feira assistir a “O Fantasma da Ópera”, o programa mais típico de turista que não sabe o que assistir na Broadway. Mas eu queria ver por dois motivos: 1- Era aniversário de 27 anos no Fantasma da Broadway, e achei que isso poderia ser interessante e 2- Eu queria ver o Norm Lewis como Fantasma. Acho ele fantástico, desde que o vi em Porgy and Bess, e depois no DVD do Les Mis de 25 anos. Estava eu com ingresso na mão e todo feliz quando a nevasca chegou. Cancelaram TODOS os três shows da Broadway que funcionariam na segunda (é o que eles chamam de Dark Day pra maioria das peças) e avisaram que talvez cancelassem também os de terça. Deram toque de recolher, e avisaram que qualquer carro na rua seria multado. Todos preparados pra pior nevasca da história de NY! Mas que acabou sendo apenas uma nevasca normal. No dia seguinte, tudo branquinho, frio e molhado, mas nada preocupante, e com isso perdi meu Fantasma, por enquanto.

Com isso, na terça fui assistir “The Curious Incident of the Dog in the Night-Time”, uma peça que eu conhecia de nome por ter o maior número de vitórias no Olivier Awards, do West End. Soube que teve uma montagem no Brasil, mas alguns amigos falaram que era vergonhoso de tão ruim, e acabei não assistindo. Então não posso julgar nem a britânica, nem a brasileira, só a americana que vi aqui. E tenho que dizer, é fenomenal.

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Consegui os ingressos, pra variar, via ticket rush. Bastou chegar lá e pedir, sem grandes concorrências. A nevasca fez com que o pessoal ficasse com medo das filas. Mas ainda fiz amizade, e me contaram que aparentemente essa peça é baseada num livro muito popular por aqui, mas que eu nunca tinha ouvido falar, de um autor chamado Mark Haddon. Conta a história de um menino com uma espécie de autismo, que certa noite encontra o cachorro da vizinha morto, assassinado com um garço de jardinagem, e decide investigar pra descobrir o assassino. Parece simples, mas é bem longe disso, e a investigação entre as pessoas da vizinhança e com o seu pai vai desvendando a trama, e conforme conhecemos os personagens, mais vamos entendendo as relações entre eles, sempre pelos ponto de vista de Christopher, o menino autista.

Embora o texto seja excelente, o que mais chama atenção é a própria montagem, que com um cenário interessantíssimo, iluminação, efeitos, projeções e tudo o que se é possível, se desdobra pra tentar passar pro expectador a sensação que deve ser pro jovem autista ter que passar pelos acontecimentos, como andar de metrô, andar numa cidade grande, falar com estranhos, fazer uma prova, assimilar sentimentos, e boy, do they get it right! Nunca ofuscando, sempre acompanhando o texto, do jeito que o bom teatro pede.

O elenco também foi sensacional. Alex Sharp interpreta Chistopher, em seu primeiro papel profissional (embora ele tenha estudado em Juliard, segundo a Playbill), e com que segurança ele segura um personagem tão difícil. Pode não parecer pelo que eu tô escrevendo, mas é uma peça enérgica, tem um desgaste físico bem grande, além de todo o processo complexo que é pra qualquer ator de entrar na cabeça de um jovem com autismo. E ele consegue brilhantemente, daquelas que a gente esquece o ator, esquece a peça, se envolve. Eu prestaria atenção nele, acho que ele tem boas chances no Tony desse ano. O Ian Barford, que faz o pai, também é muito bom, assim como a Francesca Faridany, que faz a professora.

Eu e o Alex Sharp. Leva logo o Tony!

Eu e o Alex Sharp. Leva logo o Tony!

É uma produção incrível, vale muito a pena pra quem estiver por aqui. Não é arroz com feijão, como o The Elephant Man, mas também não é super cabeça, é gostosa, é comovente. Daquelas que quando acaba dá vontade de abraçar o elenco e agradecer por aquelas últimas horas. Das melhores peças que já vi em NY.

Nota: 9,5


Broadway – Dia 02 – The Elephant Man

Janeiro 29, 2015

EM2Meu segundo dia na Broadway foi definitivamente um dos mais cansativos de todas as minhas viagens pra essa terra. Pra começar, como é minha primeira vez no inverno, o frio finalmente começou a pegar pesado. Se você estava numa bolha e não leu nenhuma notícia sobre NY nos últimos dias, uma tempestade histórica estava programada pra chegar por aqui na segunda, e nesse meu segundo dia, o domingo, já estava bem frio. Como sempre faço, acordei e fui correr atrás de Rush Tickets. Como aos domingos as bilheterias só abrem ao meio dia, achei que chegar 10h estava de bom tamanho. Meu plano inicial era tentar algo menos concorrido, “It`s only a play” ou “Disgraced”, mas ao passar em frente ao teatro do “The Elephant Man” e ver a fila relativamente pequena, umas 10 pessoas, achei que era uma boa tirar essa mega concorrida do caminho. Afinal, o ator principal é o Bradley Cooper, queridinho de Hollywood, que acabou de ser indicado pela terceira vez seguida ao Oscar.

Aqui vale explicar como funciona o Rush Ticket dessa peça especificamente. Quando a bilheteria abre, se os ingressos pras sessões do dia estiverem esgotadas, eles vendem 16 ingressos chamados Standing Room Tickets. Isso significa que você assiste em pé, atrás da platéia, e paga um preço mais barato. Nesse caso, 42 dólares. Tudo parecia tranquilo, foram duas horas na fila batendo papo com outros fãs de teatro, no frio congelante, mas tudo dentro do esperado. O problema foi quando abriu a bilheteria, e descobrimos que a peça não estava esgotada… Como pode? Ator de cinema, peça clássica, fim de semana em NY… o jeito foi fazer o que qualquer pessoa normal faria. Ficar em pé na fila até a peça esgotar. Ou seja, fiquei em pé de 10h até as 15h, hora que começou a matiné. E a peça não esgotou. Desespero na fila, gritaria e confusão. Ninguém entendia como a peça não estava esgotada, mas ainda tinham 11 ingressos, a 159 dólares para serem vendidos. O que fazer? O que qualquer pessoa normal faria, continuar em pé pra ver se a sessão das 19h esgotaria. Até que deu 16h30 e a mulher da bilheteria se apiedou da gente e decidiu vender os ingressos promocionais, mesmo com a peça sem estar esgotada. Ou seja, foram 6h30 em pé esperando pra pagar 42 dólares para ter o direito de ficar mais 2h em pé assistindo uma peça.

Valeu a pena? Sim, sempre vale a pena. O Homem Elefante é uma peça de 1977, escrita por Bernand Pomerance, que já foi encenada diversas vezes (uma vez até com o David Bowie), ganhou vários Tonys e Drama Desks, e que é mais conhecida do grande público pelo filme dirigido pelo David Lynch com o John Hurt, se não me engano. O filme não foi baseado na peça, mas ambos, filme e peça, se inspiraram na vida de Joseph Merrick, um homem com severas deformidades pelo corpo que viveu em Londres no final do século 19. Viveu sendo exibido em feiras, até ir morar no Hospital de Londres, se tornando querido da aristocracia inglesa. A versão atualmente na Broadway tem Bradley Cooper como o homem elefante, Alessandro Nivola como o médico responsável por estuda-lo, e Patricia Clarkson como Mrs. Kendall, uma atriz que tenta integrar Merrick de volta à sociedade.

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O maior problema da peça é ser extremamente convencional. Dos cenários, ao tom dos atores, iluminação, ao texto… tudo parece carecer muito de coragem de ousar, de sair do seu quadrado… Talvez seja reverência demais ao texto original. Uma pena, e de um diretor experiente. Só pra dar uma dimensão, Scott Ellis, o diretor, tem outras 3 peças só essa temporada (You can`t take it with you, The Real Thing e On The Twentieth Century). Vamos ver se nas outras que eu assistir ele se sai melhor. Também é conhecido (aparentemente por todo mundo, menos eu, como descobri na fila pros ingressos) que Bradley Cooper é apaixonado pelo texto, e fez sua tese no Actors Studio sobre ela.

Como comparação, a última peça que vi no Brasil foi exatamente uma montagem de O Homem Elefante que está em cartaz no Rio e que é incrível. O que eles fazem com apenas 4 pessoas e um teatro intimista e uma iluminação fenomenal, e atuações viscerais… é uma aula de teatro que o Bradley Cooper devia ter assistido. A atuação do Bradley é até muito boa, assim como a de Alessandro Nivola. Sempre inteligentes, fazem todas as nuances do texto de forma correta. Bradley faz seu melhor personagem, mas nem sempre um texto super estudado significa que o resultado é extraordinário. Patricia Clarkson, por exemplo, parece tão mais a vontade, mais fluída, mais brincando com o texto, sempre tomando cuidado pra não destoar, mas sem se engessar dentro da montagem restritiva.

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Ainda é uma ótima peça, mas definitivamente não é tão memorável quanto eles gostariam que fosse. Aliás, tô me esforçando pra escrever sobre, pois de domingo pra cá eu já vi 3 peças infinitamente melhores, que realmente parecem querer levar o teatro pra outros caminhos. A Broadway não é lugar comum, e as peças aqui não podem se conformar em simplesmente serem corretas.

Nota: 6,0


Broadway – Dia 01 – Hedwig and the Angry Inch

Janeiro 28, 2015

O que fazer quando ao chegar em NY em um sábado, você já perdeu todos os Rush Tickets possíveis, está quase de noite e você ainda não tem ingresso pra peça nenhuma? O jeito foi apelar pro TKTS da Times Square, coisa que eu odeio e evito ao máximo. A fila é sempre enorme, mas confesso que anda bem rápido. Também faço mea culpa porque me diverti muito quando um assistente da fila perguntou pras brasileiras atrás de mim o que elas queriam ver e elas responderam Mamma Mia e ele só mandou um “Damn Turists”. Confeço que ri. E peguei uma dica de “Nevermore”, um musical novo Off-Broadway que o pessoal da fila estava falando muito bem. Vou tentar encaixar.

Captura de Tela 2015-01-28 às 03.14.40Fila enfrentada, ficou a dúvida: O que assistir? Eliminando tudo o que eu já comprei, e tudo o que eu possivelmente conseguirei via Rush Tickets, tudo o que vale a pena comprar full price, e principalmente o fator de que gosto de começar e fechar bem, não podia escolher outra que não Hedwig. Talvez eu conseguisse por Rush, mas essa merecia um lugar melhor, uma visão perfeita… queria estar mais perto do palco, queria ver o John Cameron Mitchell de perto, queria sentir a vibração de assistir um dos atores/diretores/autores que mais admiro interpretar essa personagem tão incrível.

Pra quem não sabe, Hedwig estreou em uma boate em NY em 1994 e demorou alguns anos até estrear off-Broadway em 1998, ganhando vários prêmios. Em 2014, foi montada enfim na Broadway com Neil Patrick Harris como a protagonista (JCM afirmou que não queria fazer, que não queria o compromisso de ficar meses em cartaz, fazendo 8 shows por semana). Originalmente, o personagem protagonista seria Tommy, que é levemente inspirado no próprio JCM, um filho de militar, gay, que tinha uma babá/prostituta alemã, mas aos poucos Hedwig se tornou a personagem principal. JCM escreveu o book, com músicas de Stephen Frask. Na peça, acompanhamos Hedwig stalkear Tommy, seu ex-namorado, que roubou suas músicas e a abandonou. Já tentei algumas vezes escrever a sinopse de Hedwig mas nunca consigo. São tantos os temas que transbordam durante a peça… o não pertencimento, o deslocamento, a tentativa de Hedwig se tentar encontrar sua metade, de entender o que é a metade… a forma como ela dá uma parte de si tentando encontrar esse amor, essa aceitação, e como ela vai ficando amarga… Vivendo sobre o motto de que “to be free one must give up a little part of oneself”, ela acaba dando demais.

Fui, estava com medo, mas fui com medo mesmo. Medo de me decepcionar. São anos e anos de expectativa, um filme que marcou minha vida, uma das melhores atuações que eu vi no cinema, a melhor trilha sonora, e ano passado eu tinha assistido com o Neil Patrick Harris, o que por si só já é big high heels to fill. NPH tinha sido fenomenal. Ou seja, JCM tinha um pedestal pra escalar, embora eu soubesse que ruim dificilmente seria. Achei que não viveria pra ver o dia que assistiria JCM fazendo a peça.

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E o que dizer? Desde a entrada o público foi ao delírio. Percebi logo ali, de cara, que eu não era a única pessoa que sonhava em ver o JCM fazendo Hedwig na Broadway. Nem de perto. Era êxtase total. Chegou a um ponto onde o público levantava pra aplaudir no meio da peça. E merecido. Ao final da peça, não sei dizer quem estava mais satisfeito, mais destruído emocionalmente pela viagem que percorreu, JCM ou o público.

Sobre as diferenças da versão anterior pra essa, são tantas que é até difícil enumerar… as piadas com o público mudam muito, até pq é quase um stand up, muitas piadas com fatos atuais… Eu senti JCM mais a vontade, como é de se esperar. Menos “ensaiado”. Dava pra perceber que ele fugia muito mais do roteiro, brincava mais livre… Eu sentia NPH interpretava muito bem Hedwig, mas JCM é Hedwig, e isso é muito difícil de competir. Aliás, os momentos menos inspirados da versão de Mitchell é quando ele parece “obrigado” a seguir uma coreografia… NPH é Broadway, combina com ele. Os saltos, os movimentos coreografados de microfone… lindos, e certamente ele pula e cai todo dia no mesmo lugar. E não tem nada de errado com isso. Mas JCM é punk rock, ele não acerta as notas como costumava fazer, nem como o NPH fez, mas ele é puro coração, sentimento. A cada música você vê aquele personagem sendo despido (até literalmente) e é emocionante demais. Não tem como não sentir que é o próprio JCM se despindo, se doando, entregando uma parte de si pra platéia, vivendo aquela catarse. Pra quem estiver na Broadway pelas próximas semanas, vale muito a pena.

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PS: JCM é muito tímido, e no final ele não assina as Playbills, nem tira selfies, mas sai distribuindo balas autografadas, as mesas citadas na letra de “Sugar Daddy”.

Destaques

Nossa, escolha de Sofia… Amo tanto todas as músicas dessa trilha… Mas acho que a minha favorita, e principalmente, a que ficou mais foda nessa versão da Broadway atualmente, é The Origin of Love (mas o que segue é a versão do filme, com o JCM)


Musical Monday – Promises, Promises

Setembro 13, 2010

Bem, quem lê isso aqui, nem que seja de vez em quando, deve ter reparado que essa Wicked Family tirou férias e foi conhecer o mundo. Bem, eu na verdade, só vi praticamente o que eu já conhecia, mas vi com outros olhos, e a Wicked Sis está se aventurando por mares nunca antes navegados. Como ela é chique demais, vai demorar um pouco mais pra voltar. Enquanto isso, eu tento animar isso aqui um pouquinho, embora todo mundo saiba que não tem a mesma graça sem ela.

Então, quando estava em NY (sim, sou esnobe e adoro começar conversas com essa frase), pude realizar um sonho. Ok, é brega dizer isso demais, mas eu cresci assistindo Xuxa. Fora que como eu poderia chamar a sensação de conhecer Kristin Chenoweth em pessoa, ouvi-la cantar bem de pertinho, a poucos metros de distância? Não apenas cantar, como atuar, e muito bem, e depois, na saída, ela assinar seu livro-biografia, e até tentar falar 2 palavras em português? Admiro tanto essa atriz, então embora seja brega demais, e eu não sou uma pessoa tiete por natureza, posso dizer que fiquei muito feliz, uma pessoa muito mais leve e muito mais agradável de se ter ao lado depois de assistir Promises, Promises.

A peça em si não é nada demais… é quase bobinha. E a Kristin nem é a atriz principal do elenco. A peça é totalmente dominada por Sean Hayes, o Jack de Will and Grace. Essa foi sua estréia na Broadway e foi um perfeito veículo pro seu talento cômico. Diversas vezes eu percebia que o elenco ria de cacos que ele colocava, e ele decididamente dá conta do recado. Cantando ele é bem afinado, tem um tom de voz agradável, mas o principal é que ele consegue fazer com que o roteiro bobinho seja divertido. Seu personagem, um cara meio pateta, que empresta seu apartamento pros seus chefes levarem as amantes em troca de uma promoção no trabalho, até que ele se vê apaixonado por uma das amantes.

Mas por incrível que pareça, quem rouba a cena mesmo não é nem o Sean Hayes e nem a Cheno. Katie Finneran interpreta uma bêbada que dá em cima do personagem de Sean Hayes e quando ela está em cena, você até esquece que você comprou o ingresso esperando ver outros atores. Ela é hilária, e mereceu o Tony que ganhou. Pra quem pretende ir pra NY em breve e considerar assistir essa peça, corram, porque a Kate deve sair em outubro (tá prenha) e no lugar deve entrar a Molly Shanon, de Saturday Night Live.

No geral, a impressão que fica é que a peça é pequena pra quantidade de talento que tinha ali. O Sean, a Kristin e a Katie arrebentam, e as músicas são deliciosas. Mesmo! Mas a peça deixa um gostinho de quero mais. Ainda assim vale muito a pena ver. Por que? Bem, vejam esses vídeos e vocês vão entender…

Olha, ver isso ao vivo é impagável. Só isso já teria feito minha vida mais feliz, mas continua, e algumas são realmente inesquecíveis. i`ll never fall in love again é linda demais:

Detalhe que A house is not a home e I Say a little prayer (a próxima) foram inseridas só pra aumentar o personagem da Kristin. E ainda acho que ela merecia muitas músicas mais!

Promises, Promises vale muito a pena pela quantidade e qualidade dos talentos envolvidos. Não é a melhor peça da Broadway atualmente, mas certamente diverte e é uma experiência que eu gostei muito de ter tido. Gostei é pouco, aliás. Eu lembro exatamente de ter tido um dia MUITO ruim antes, e quando saí do teatro, pensar: Tudo valeu a pena. Nossa, tô brega hoje, né? Liga não, já já passa o efeito da alegria da viagem e volto a ser meu bitter self.


Musical Monday – Tony Awards

Junho 14, 2010

Se tem uma premiação que nunca teve muita hype de exibição e repercussão pelo mundo, ela se chama Tony Awards, o “Oscar” do teatro norte-americano. Ontem a coisa mudou de nível, e não sei se foi pra melhor. Os grandes premiados foram muito pop pro meu gosto, incluindo Scarlett Johansson (WTF right?), Denzel Washington e Catherine Zeta-Jones. E pelos comentários da mídia “engraçadinha” americana, o grande vencedor da noite foi mesmo o seriado Glee, que teve trizilhões de comerciais no intervalo, e chamou muita atenção pras apresentações de Matthew Morrison (Will Shuester, o professor do Glee Club) e a nova diva Lea Michele (Rachel Berry). Enquanto Morrison foi fofinho, mas ficou evidentemente sem ar pra cantar o grand finale, Lea arrasou com Don’t Rain On My Parade (bronze do Fil, e minha medalha de prata no Top 5 momentos musicais em Glee, da semana passada). Tanto que o povo todo já tá falando que vai ser ela a dar vida a Fanny Brice no revival de Funny Girl (musical da Broadway que catapultou Barbra Streisand para o estrelato), já marcado para 2012 na Broadway.

Será, será? Mas isso significa no more Rachel em Glee… Hummm, complexo. Pra nós brasileiros, que não temos a Broadway na esquina, preferimos ver Lea cantando semanalmente em Glee, massssss que seria interessante ela no papel, certamente!

Se alguém tem alguma dúvida, só ver o clipe a seguir, com as performaces dos dois no Tony de ontem. Sem autotune. E com direito a Idina Menzel aplaudindo sua “filhota”.