Velha Geração – Geoffrey Rush vs Anthony Hopkins

Fevereiro 12, 2011

Acabei de voltar do cinema, onde tive duas experiências bem diferentes, com atores igualmente talentosíssimos, mas que tomaram direções totalmente opostas em sua carreira. Como já está virando tradição, eu vou pro Plaza as sextas, assisto um filme bem ruim, que só me prepara pra assistir um filme muito bom em seguida. Nessa semana, fiquei com O Ritual e O Discurso do Rei.

Em primeiro lugar, O Ritual é ruim. De verdade. Personagens banais, esquematizados, que toda a hora que abrem a boca é só pra passar pro público alguma informação que o Demo vai usar contra eles na hora do exorcismo. Era pro chifrudo saber tudo da vida deles, detalhe por detalhe, mas acho que ele, assim como os espectadores, se contentou em saber apenas o “Thats what you missed in…. Rit”. Mas até aí, não posso reclamar de nada, o filme tá dentro das premissas dele. Mas eis que surge Sir Anthony Hopkins. Até eu tenho que concordar que coloca-lo incorporando um demônio não é uma idéia ruim. Eu olho pra ele e já morro de medo. É um dos maiores vilões de todos os tempos, certo? Mas não. O filme é tão ruim, mas tão ruim, que quanto Tony incorpora, eles enchem a cara dele de CGI. Isso mesmo, minha gente, a anta que fez esse filme julgou que a atuação não era assustador o suficiente. E no meio do martírio que foi assistir esse filme, pensei em qual foi a última vez que eu vi Mr Hopkins num filme bom… Ele tava uma bosta em Lobisomem. Ele foi o pai do Alexandre, naquela bomba. Fez uma animação ruim, Beowolf. Teve o último filme ruim do Woody Allen, um filme médio com a Gwyneth Paltrow, interpretou um negro no filme que a Nicole Kidman faz uma empregadinha. Chego a triste conclusão de a última vez que ele prestou foi fazendo Hannibal Lecter.

Meu primeiro instinto me levou a sentir pena. Ele deve ter contas pra pagar, né? Com uns 73 anos, os remédios devem estar caros, o sistema de saúde nos EUA são horríveis, ele deve estar vendendo a alma, quase que literalmente. O próximo dele vai ser Thor, pra você ter uma idéia. Mas eis que troco de cinema e me deparo com Geoffrey Rush. Ok, ok, ele só tem 60 anos, mas ainda assim. Geoffrey é relevante.

Assim como Tony, Geoffrey também ganhou um Oscar na década de 90, por Shine. E desde então, o que ele fez? De imediato lembro da dobradinha Shakespeare Apaixonado e Elizabeth. Não são filmes perfeitos, mas ele certamente está muito bem em ambos. E não podemos esquecer do inesquecível Marquês de Sade. E ele também vendeu a alma pro Piratas do Caribe, mas isso só o tornou ainda mais relevante e versátil. Fez o independente australiano Candy, teve Frida, Munique, a voz em Procurando Nemo, ganhou todos os prêmios de TV com o filme sobre o Peter Sellers. E agora está em O Discurso do Rei.

Aqui abro um parenteses. Geoffrey está MARAVILHOSO no filme. Só não rouba a cena do Colin Firth porque não tem como, são interpretações complementares. Se tivesse o Oscar de melhor dupla, certamente era deles. Mr Rush tem uma das melhores perfomances do ano, num dos filmes mais significativos também.

O que nos traz a uma questão: Por que Anthony Hopkins não consegue fazer um filme bom? Por que ele não consegue ter a relevância que o Rush tem até hoje em dia?

 


Musical Monday – Our Love Affair

Julho 12, 2010

Vocês provavelmente já cansaram de ouvir Judy Garland por aqui, e devem achar até um pouco previsível. Se esse for seu caso, faça seu próprio blog. Aqui Judy reina, fazer o quê? E eu tenho pesquisado muito sobre a vida dela, e assistido uns filmes que só agora tive acesso, e descubro pequenas jóias que nem essa. Our love affair é do filme O rei da alegria (Strike up the band), um dos mais famosos da dupla Garland e Rooney, e apenas um dos 3 que ela fez em 1940. And believe me, eles fizeram vários, incluindo a franquia Andy Hardy (Love finds Andy Hardy, Andy Hardy meets Debutante, Life begins for Andy Hardy). Acho que eles nutriam um verdadeiro carinho um pelo outro, o Mickey Rooney, pelo menos, sempre deu umas entrevistas muito calorosas a respeito dela, o que é quase um milagre. Trabalhar com Judy não era fácil, filmes foram cancelados devido a quantidade de atrasos que ela causava. Mas aqui ela ainda não era a diva que se tornou, era só uma menina, que interpretava a Girl Next Door, apaixonada por um menino que não dava muita bola pra ela. Judy demorou pra crescer nas telas, que eu me lembre foi só em Minha namorada favorita (For me and my gal), de 1942, dançando e cantando com Gene Kelly, que ela deixa de ser uma high school girl. E com o vozeirão que ela tinha, e a tendência pra uma música de fossa, é surpreendente que ela tenha durado tanto na fase menininha.

Our Love Affair foi indicada ao Oscar em 1941 mas perdeu merecidamente pra música do Pinóquio, When you wish upon a star. Strike up the band ganhou ainda o Oscar de melhor som e só por curiosidade, naquele ano Ginger Rogers ganhou o Oscar de melhor atriz, desbancando Bette Davis e Hatherine Hepburn. Mostra que o Oscar sempre gostou de quem traz the big bucks pra casa (outros perdedores do ano incluem Charles Chaplin pro James Stewart e Alfred Hitchcock pro John Ford).

Assistam então a versão de Our love affair do filme Strike up the band e depois uma pequena “reunion” de Judy e Mickey Rooney séculos depois, eles ligeiramente mais acabados, satirizando a si próprios, no programa de tv que a Judy tinha. Espero que gostem!


Crítica – Coração Louco (Crazy Heart)

Março 9, 2010

Crazy Heart vai ser sempre lembrado como o filme que deu o Oscar pro Jeff Bridges. Daqui a uns anos, numa mesa de bar, alguém vai perguntar: Não foi O Grande Lebowski? Não, por esse ele nem foi indicado. E The Last Picture Show? Não, nesse ele não ganhou. O Príncipe das Marés? Esse era o Nick Nolte (juro! Eu chequei no IMDB). Então Coração Louco, um pequeno filme com grandes atuações vai ter sempre esse mérito, coroou “The Dude”, como Wicked Sis constantemente me lembra. Um Oscar merecido e que já veio com atraso. Por sorte esse ano ele nem teve competição tão forte.

Tirando o Jeff, o filme é ruim? Não. Ouso até dizer que é o melhor filme sobre um cantor country que se afunda no mundo das drogas e encontra em uma mulher a razão pra dar a volta por cima desde Johnny e June. Música country não é meu forte (a menos que você REALMENTE ache que Dixie Chicks e Shania Twain são considerados country), mas a trilha não me incomodou de forma alguma. Não fica cansativo, principalmente devido a forma como o roteiro é construído. As cenas de palco são bem inseridas, acrescentam bastante pro desenvolvimento da história, seja na relação que Bad Blake tem com o público, seja pelo carinho que o pupilo Tommy Sweet divide o microfone com o seu mentor, e não é a toa que “The Weary Kind” levou também a estatueta de melhor canção.

Aliás, o roteiro de Coração Louco é… louco. Em alguns pontos ele é extremamente interessante e imprevisível, e em outros é bem falho. Gosto particularmente da construção do personagem do Colin Farrell, e consequentemente da relação entre ele e Bad Blake. Tava todo mundo pronto pra odiar Tommy Sweet e achar que ele usurpou de alguma forma nosso vovô Panetone, que quando ele finalmente aparece afetuoso, dedicado e querendo ajudar, fiquei desconcertado. Em compensação, o cara fica o filme inteiro a ponto de morrer devido ao alcoolismo, e a resolução dessa trama se dá em 15 frames. Como fruto de um lar desfeito devido ao alcoolismo, me senti irritado com a simplificação que o roteiro deu. Fora a cena Oscar da Maggie, que foi dúbia, quando era claramente pro Jeff Bridges ter feito merda, e da forma como foi filmado, parece que foi simples distração. Parece que faltou balls pro diretor colocar o protagonista fazendo merda de verdade.

Mas Coração Louco é bacana. Provavelmente o melhor filme sobre pessoa que já fez sucesso e está no declínio de sua carreira, abandonou um filho no auge, tem problemas de saúde, e se apaixona por mulher solteira com filho pequeno, vendo nela a solução pros seus problemas, a redenção que tanto necessita, desde O Lutador, do ano passado. É, mas O Lutador está a quilômetros de distância. Em comum, além dessas características que mencionei, só o brilhantismo das atuações de Jeff Bridges e Mickey Rourke.


Oscar 2010 – Girl Power

Março 8, 2010

E não é que pela primeira vez na história uma mulher ganhou o Oscar de melhor direção? Foi uma noite histórica, porém melhor do que aquele Oscar das cotas de uns anos atrás. Dessa vez a sensação foi de que não teve favorecimento. Hurt Locker mereceu tudo que veio em seu caminho, e como Mo’Nique disse no seu discurso, o prêmio levou em conta a atuação (e nos outros casos, o mérito), e não a campanha. Não apenas porque Avatar tinha 2 bilhões pra usar em campanha, mas porque os produtores (ou um produtor, Nicolas Chartier) fizeram merda atrás de merda, na semana que as pessoas estavam enviando seus votos pelo correio.

Avatar foi alvo de piadas. E essa foi sua contrbuição para a noite.

Então a noite teve pontos altos e baixos. E eu discordo de muita coisa que foi dita por aí. Discordo até de mim mesmo, pra vocês verem o nível da esquizofrenia. Com todo respeito ao Christopher Waltz que levou merecidamente o Oscar de coadjuvante, o Jeff Bridges de melhor ator, e a qualquer homem que tenha subido ao palco do Kodak Theater, a noite foi das mulheres. Em todos os sentidos. Chegando ao nível de um diretor tentar agradecer seu prêmio de curta documentário e uma mulher louca roubar o microfone e deixar ele sem poder falar quase nada. A música estava sempre impiedosa.

Não tem como não comentar o prêmio de melhor atriz pra Sandra Bullock. Fiz campanha contra ela durante a temporada inteira, mas ontem eu acho que finalmente entendi que o Oscar era dela, simplesmente porque é difícil não apreciar a ex-princesinha da América. Você pode não amar “Enquanto você Dormia”, “Miss Simpatia”, “Velocidade Máxima”, ou até mesmo odiar com todas as suas forças “Velocidade Máxima 2”, “Miss Simpatia 2” ou “Forças da Natureza”, mas ela é simpática, e só de ouvir as pessoas falarem sobre ela, já me deu vontade de lhe dar o prêmio. Isso ficou ainda mais claro no discurso, emocionante na medida, divertido, com boas tiradas… No final, apesar de saber que ela não merecia, me pareceu uma perda menor. E Meryl, mesmo não ganhando, e vestindo um roupão de banho pra ir ao Oscar, brilhou a noite toda, encantando da primeira fileira as várias menções ao seu nome.

"Estava tomando um banho com minha amante Sandra Bullock e só deu tempo de colocar o roupão."

Além disso, foi muito bom ver as gordinhas de “Preciosa”, e desconfio que colocaram uma cadeira especial pra Gabourey Sibide. Ela foi absolutamente foda, e gostei até de ver a Oprah falando sobre ela, mas não consigo imaginar uma carreira de sucesso pra ela. Physique du rôle conta como alguma coisa, é difícil achar papéis pra ela, inegavelmente. Já a Mo’Nique, que pode seguir como uma versão talentosa e inteligente da Queen Latifah, mereceu de longe o seu prêmio e fez um discurso legal. Espero ver mais filmes com ela, que realmente me deixou arrepiado em “Preciosa”. Desconfio que tanto ela, quanto o Waltz, devem ter ganho com mais de 90% dos votos. Não tinham opções pra segundo lugar na categoria.

Com esses óculos, a caveira da atual mulher do James Cameron deve vir em cima de você. MEDO! Isso que é homenagem ao terror.

Tirando isso, a cerimônia foi tranquila. As únicas surpresas foram Melhor Roteiro Adaptado pra “Preciosa” em vez de “Amor sem Escalas” (eu adoro esse último, tava contando com o roteiro pra ele), Melhor Filme estrangeiro pro argentino “O Segredo dos seus olhos” (que está em cartaz, quero ver correndo, até porque é do diretor de “O Filho da Noiva”, um dos poucos filmes que me fez chorar), e uns prêmios técnicos pra “Guerra ao terror”, que todo mundo juraaaava que eram do “Avatar”. Os smurfs saíram só com três prêmios (que eu achei muito), e eu fiquei particularmente feliz porque a trilha liiiinda de “Up” ganhou. Muito merecido. Achei os apresentadores Steve Martin e Alec Baldwin foram muito felizes nas piadas em geral, e não achei tãaaao maçante quanto em outros anos. De resto, só vale comentar que a Kathryn Bigelow, aquele pão que levou o prêmio de Melhor Diretora, tem CINQUENTA E OITO ANOS! Eu não dava 40 pra ela! E pensar que o James Cameron trocou ela e agora está com aquela caveira fantasmagórica (que ontem tava vestida de Smurfette). Isso por si só prova que ele não é tão inteligente assim. Isso e o corte de cabelo, claro.

CINQUENTA E OITO ANOS!!! E a Barbra tava um maracujá.


As melhores performances da última década

Fevereiro 19, 2010

Como estou mega atolada de trabalho, não tenho conseguido postar aqui no blog, mas ontem o Awards Daily postou um link muito interessante, do New York Times entrevistando atores ou indicados, ou com filmes indicados ao Oscar, e perguntando a eles qual a melhor performance da última década na opinião deles. Isso me deu uma idéia pra Top 5, que assim que puder posto aqui, então não vou revelar qual a *minha* perfomance preferida da década que se foi. Fica pro próximo post.

Enquanto isso compartilho o vídeo com vocês. Óbvio que tem umas respostas patéticas, como a do Sam Worthington (Avatar), que nem da década passada é, rs. Mas ok, outros atores tem insights bem legais, então tá valendo.


Top 5 – Dá logo o Oscar pra eles!

Setembro 9, 2009

Depois do nosso Top 5 – “Devolve este Oscar que não te pertence”, resolvemos voltar ao clima oscarizado com os grandes injustiçados do meio. Atores e atrizes que já deveriam ter um Oscar no currículo ha muito tempo. E não que Oscars sejam grandes coisas, porque não são. Mas acaba que é o prêmio mais pop, e a gente adora ser pop e ver discurso na televisão. Além de xingar o povo que ganha desmerecidamente (maioria dos casos, rs). Tentei deixar de fora a galera mais nova, que ainda não ganhou, e muitas vezes nem sequer foi indicada, mas que ainda promete e tem grandes chances de levar sua indicação. Mas vamos ao que interessa, minha listinha de injustiçados (e alguns obviamente ficaram de fora, mas… c’est la vie):

5. Emily Watson

(EmilyWatson)

O filme pode ser ruim, e acredite, ela já fez suas pérolas, mas o que importa é que ela está sempre divina. Emily Watson é pra mim uma das maiores atrizes da sua geração. Fiquei pasma com suas atuações em filmes como Ondas do Destino (Breaking the Waves – sua estréia na sétima arte), Embriagado de Amor (Punch-Drunk Love) e Hilary e Jackie (Hilary and Jackie). Ela já recebeu duas indicações, tanto por sua estréia nos cinemas sob a direção mão-de-ferro de Lars Von Trier, quanto por trazer de volta a vida a musicista Jacqueline Du Pré. Já deveria ter levado sua estatueta pra casa… Mas tudo bem, ainda tem tempo.

4. Ralph Fiennes

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Além de gostouso, porque eu acho esse homem tudo de bom, o cara é um puta ator que topa fazer desde o nazista psycho, ao amante psycho, ao amante romântico, ao Lord Valdemort, rs. É de impor respeito mesmo! Muito mais talentoso que seu irmão mais novo Joseph Fiennes, Ralph já foi indicado duas vezes: por A Lista de Schindler e O Paciente Inglês (que eu amo!), mas nunca esteve como favorito, o que é uma pena. Tomara que ainda dê tempo pra ele, mas realmente não acho que vai vir de nenhum futuro Harry Potter, rs… Essa vaga foi disputada com outro queridinho, Johnny Depp, mas acabei deixando o Depp de fora. Sowwy!

3. Ian McKellen

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Taí uma das maiores injustiças! Até porque esse é o mais velhinho da lista e a gente sabe que a Academia não premia velhinhos… Preconceito, eu sei. Mas é verdade. Qual foi o último velhinho(a) que você viu ganhando a estatueta? Morgan Freeman (isso porque ele podia ser filho do McKellen, rsrsrs). Mas voltando ao ator em questão, que também foi indicado duas vezes (Deuses e Monstros e o primeiro filme da trilogia Senhor dos Anéis), só posso dizer que ele está sempre perfeito, seja em grandes pipocões blockbusters, seja em filmes obscuros que você nunca considerou ver, rs. Merecia uma estatueta, mas acho que ele nem liga. É muito Sir pra isso, rs.

2. Laura Linney

Laura Linney

Que absurdo essa ai nunca ter ganhado! Só não bate a número 1, porque essa é um escândalo, mas vamos deixar isso pra daqui a pouco. Acho que o maior problema da Laura é que ela é muito low profile, se comparada com as outras atrizes. Ela acaba sendo sempre a “coadjuvante” das atrizes principais, entende? rs Já teve três indicações: Conte Comigo (2000), Kinsey (2004) e A Família Savage (2007), mas sempre ficou como a azarona da vez. Além desses filmes indicados, ela tem um currículo de fazer inveja, com muitos e muitos filmes de qualidade. Acho que tosqueira que ela fez foi só O Exorcismo de Emily Rose (que nem é de todo ruim, e chega a dar medo) e um outro filme ai com a Scarlett Johansson (O Diário de uma Babá, 2007), rs. Ainda dá tempo, Laura!

1. Julianne Moore

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Essa ai é hours concours. Não tem como, e já sei que o Step Twin também vai dar medalha de ouro pra ela, assim como o Wicked Fil também faria, se não estivesse brincando de banco imobiliário no Canada, rs. Não tem como.. a mulher já foi indicada QUATRO vezes (Boogie Nights, Fim de Caso, As Horas e Longe do Paraíso) e é atriz fetiche de um dos diretores mais fodas da atualidade, Todd Haynes. Sério, é um equivoco essa indivídua ainda não ter suaS estatuetaS, porque uma só é pouco. Ainda mais se você pensar que ela perdeu para Kim Basinger e pra Catherine Zeta Jones (inferior é pouco nesse caso). A única pessoa que ameaçaria esse pódio da Julianne era a Kate Winslet, mas ainda bem que o Oscar desse ano fez alguma justiça. Cada vez mais concordo com a teoria do Wicked Fil, que as pessoas vão roubando Oscars e provocando uma onda de injustiças, tendo Julianne Moore como sua maior vítima! rs